Cinco propostas para acesso à moradia própria (julho de 2026)

Em 14 de julho de 2026, Renan apresenta cinco propostas para viabilizar a casa própria para jovens brasileiros, como parte de sua plataforma de moradia e desfavelização:

  1. Ajuste fiscal para reduzir juros reais a ~5% — com juros baixos, financiamentos de longo prazo se tornam viáveis e a construção civil é estimulada.
  2. Reforma do FGTS — o trabalhador pode escolher onde o FGTS rende; com maior rentabilidade, o saldo financia a casa própria.
  3. Open Finance para garantias — o tomador pode trocar garantias entre bancos, tornando o financiamento mais ágil.
  4. Fim do ITBI — Renan classifica o imposto como “piada” que só alimenta cartórios e governos municipais, encarecendo a compra de imóveis.
  5. Política Nacional de Desfavelização — transformar favelas em bairros, dando título de propriedade e integrando periferias à cidade formal.

Renan estima que, em 10 anos, “milhões de jovens periféricos no Brasil serão proprietários de uma casa” — uma “revolução sem igual” para tornar essas pessoas “mais dignas e respeitadas”.

Ver 2026-07-14 - R$ 119 milhões, Valdemar.

”Desfavelizar a mente”: ordem, hábito e cultura (julho de 2026)

Em 5 de julho de 2026, Renan expande a dimensão cultural da desfavelização com o conceito de “desfavelizar a mente do Brasil”. Inspirado no exemplo de Singapura e Lee Kuan Yew, ele propõe uma filosofia de transformação em três estágios: primeiro cria-se a ordem, depois a ordem vira hábito e depois o hábito vira cultura.

Renan argumenta que não se pode cobrar das pessoas em favelas que tenham comportamento ordeiro enquanto a elite do país participa do Escândalo Banco Master. A solução, para ele, é que seu partido — o Partido Missão — se torne uma nova elite que inspire pelo exemplo, gerando uma transformação de cima para baixo.

O conceito se conecta à tese anterior da “mentalidade favelada” (outubro de 2025) e aprofunda o diagnóstico: o problema do Brasil não é de recursos, mas de liderança.

Ver 2026-07-05 - O futuro é glorioso.

Resposta a Boulos e MTST: desfavelização não é agressão (junho de 2026)

Em 25 de junho de 2026, Renan responde à esposa de Guilherme Boulos (líder do MTST e pré-candidato do PSOL), que organizou um protesto contra ele. Ela distorceu a frase “passar uma régua nas favelas” como ameaça física aos moradores.

Renan esclarece que “passar uma régua” significa:

  1. Regularizar todas as favelas pré-existentes
  2. Proibir novas invasões — especialmente as organizadas pelo MTST
  3. Prender membros do MTST envolvidos em invasões
  4. Implementar o plano nacional de desfavelização

Renan acusa a esposa de Boulos de usar apartamentos do Minha Casa, Minha Vida para “barganhas malandras”: comprar e doar ao movimento, configurando fraude. Ele afirma que os movimentos de moradia invadem terrenos, recebem apartamentos públicos e em muitos casos os vendem — prática que classifica como crime.

“Com o nosso programa funcionando, ou teu marido perde emprego ou vocês vão em cana.”

A fala reitera a posição de Renan de que a desfavelização exige a criminalização dos movimentos de moradia que organizam invasões, já registrada na resposta ao Intercept (outubro de 2025) e no Marco Nacional da Desfavelização (março de 2026). Renan diz ainda que fica feliz que mais pessoas estão debatendo seu programa.

Ver 2026-06-25 - Resposta para a mulher do Boulos.

Melgaço: moradora endossa desfavelização e pede moradia digna (junho de 2026)

Em 24 de junho de 2026, Renan entrevista uma moradora anônima em Melgaço (PA) — a cidade com pior IDH do Brasil — para testar o apoio popular às suas bandeiras. Questionada sobre o que gostaria de ver de mudança, ela menciona saúde, água tratada, energia elétrica estável e desfavelizar a cidade. Seu maior desejo pessoal é “aprontar a casa” — melhorar a habitação onde vive.

A moradora também endossa o slogan “prendeu matou”, dizendo que deseja “uma pausa” nos violentos. O episódio é usado por Renan para mostrar que as próprias vítimas da pobreza extrema apoiam políticas duras contra o crime e querem moradia digna — contrariando a narrativa de que a desfavelização seria impopular entre os mais pobres.

Ver 2026-06-24 - Será que defendem o que nós defendemos na cidade com pior IDH do país.

Melgaço: palafita como extremo da favelização no Brasil (junho de 2026)

Em 23 de junho de 2026, Renan mostra o extremo da favelização brasileira em Melgaço (PA): Dona Benedita, 46 anos, mora em uma casa de palafita sem saneamento básico com oito filhos. A cena é apresentada como o “mundo por trás da propaganda do PT” — pessoas vivendo em condições subumanas, sem perspectiva de futuro, enquanto o governo federal exibe índices macroeconômicos positivos.

O caso de Melgaço ilustra a tese de Renan de que a desfavelização não pode se limitar às grandes cidades como Rio e São Paulo — o fenômeno atinge também os rincões mais distantes do país, onde palafitas ribeirinhas substituem as favelas urbanas.

Ver 2026-06-23 - O que é o mundo por trás da propaganda do PT.

Belém: Jurunas como retrato do Brasil que precisa ser desfavelizado (junho de 2026)

Em 21 de junho de 2026, em visita à favela do Jurunas, em Belém, Renan reafirma a desfavelização como eixo central de sua candidatura. O contraste entre a COP30 (R$ 4 bilhões gastos) e a realidade local (R$ 3 bilhões necessários para desfavelizar o Pará) é usado para ilustrar a inversão de prioridades que sua proposta de governo pretende corrigir.

Renan observa que a região é controlada pelo Comando Vermelho e que a prefeitura só age quando exposta publicamente — após ele gravar um story, a limpeza foi feita. O episódio reforça sua tese de que a desfavelização exige não apenas construção de moradias, mas presença permanente do Estado e responsabilização política de gestores que abandonam a população.

“O político erra, a população erra e todos nós temos que buscar uma solução. Meu nome é Renan Santos e eu sou pré-candidato à presidência da República para desfavelizar o Brasil.”

Ver 2026-06-21 - Eu fui na favela de Jurunas, em Belém.

Renan Santos apresenta um plano de seis medidas para eliminar as favelas do Rio de Janeiro, desenvolvido ao lado do coronel Busnelo (BOPE), pré-candidato ao governo do estado. O plano articula segurança pública, urbanismo e economia formal.

Haiti como espelho: favelas e Maranhão como “pequenos Haitis” (junho de 2026)

Em 20 de junho de 2026, Renan usa o Haiti como referência para dimensionar o problema da favelização no Brasil. Ele afirma que não acredita que o Brasil vá se tornar um Haiti, mas que “alguns pequenos lugares do nosso país já o são” — citando explicitamente as favelas e o estado do Maranhão.

O paralelo é estabelecido a partir da descrição do Haiti: 90% da capital controlada pelo crime organizado, estado capturado por facções, fome e miséria generalizadas. Para Renan, as favelas brasileiras — especialmente no Maranhão — já apresentam o mesmo fenômeno de substituição do estado pelo crime organizado como autoridade efetiva no território.

A conexão com a proposta de desfavelização é direta: se o crime capturou o estado em certos territórios, a retomada desses territórios (medida 1 do plano: retomada territorial pela força) é pré-condição para qualquer urbanização ou desenvolvimento.

Ver 2026-06-20 - O que podemos aprender com o Haiti.

Palafitas no Pará: o extremo da desfavelização (junho de 2026)

Em 19 de junho de 2026, em Melgaço (PA) — cidade com o pior IDH do Brasil — Renan documenta o que considera o caso extremo da necessidade de desfavelização: palafitas sobre a água, onde não há sequer solo para construir infraestrutura básica. Uma família de oito filhos consome água contaminada, com todas as crianças sofrendo de diarreia crônica e uma delas diagnosticada com verminose.

Renan é enfático: todo o bairro de palafitas deveria ser evacuado e favela de palafita tem que deixar de existir. Ele rejeita a romantização cultural desse tipo de moradia (“tem gente que acha que é uma característica cultural que agrega a paisagem”) e defende que o poder público tem a obrigação de remover as famílias para condições dignas.

O caso conecta a desfavelização à sua proposta de lei de responsabilidade gerencial: políticos que não resolverem esses problemas devem se tornar inelegíveis. Também critica a prioridade do governo Lula de criar uma Universidade Federal do Marajó onde as pessoas “mal conseguem ler e escrever.”

Ver 2026-06-19 - Essa é a água que essa senhora toma..

”Migalha” internacional: Chelsea, Lula e a caricatura do Brasil (junho de 2026)

Em 7 de junho de 2026, Renan critica o Chelsea FC (Premier League) por pintar uma quadra esportiva em uma favela brasileira — iniciativa celebrada pelo presidente Lula. Renan classifica o gesto como “migalha”: um investimento superficial que reforça a imagem caricatural que o estrangeiro tem do Brasil.

“O gringo, especialmente o gringo que gosta de futebol, enxerga o Brasil como uma gigantesca favela. Essa favela é cercada para uma floresta amazônica gigantesca e nessa favela saem muitos jogadores de futebol e moças com bundas grandes.”

Renan argumenta que investir apenas na quadra — cercada por habitações precárias sem saneamento — é investir na caricatura, não no desenvolvimento real. Ele contrapõe que seu governo ofereceria, além de urbanização, bolsas de estudo em escolas especiais para atletas e bolsas para os melhores alunos nas melhores escolas da cidade, formando engenheiros e empresários, não apenas jogadores.

O episódio é usado para reforçar a tese da “mentalidade favelada” — a aceitação, pelo brasileiro, de uma imagem degradada de si mesmo. “Quando você aceita a caricatura que os outros fazem de você, você já morreu por dentro. E eu não aceito isso pro meu país.”

Ver 2026-06-07 - O Chelsea está apoiando o Lula.

Desfavelização vs. “indústria da favela”: invasão como negócio (maio de 2026)

Em 12 de maio de 2026, Renan visita a área do Terminal de Cargas de Guarulhos para mostrar o ciclo que chama de “indústria da favela”: terreno invadido → barraco → casa de alvenaria → governo entrega apartamentos → moradores vendem ou alugam e participam de nova invasão.

O problema: movimentos de moradia em São Paulo organizam invasões como negócio. Conjuntos habitacionais entregues são tomados pelo crime ou abandonados pelos moradores originais.

Proposta atualizada: (1) quem já tem casa recebe título de propriedade mas deve reformar; (2) quem vive em barracos recebe apartamento e título, mas deve pagar e cuidar; (3) toda nova invasão — de terreno público ou privado — é crime inafiançável com prisão imediata.

“Só no Brasil invasão é glamorizada e acham que �� bonito.”

Ver 2026-05-12 - Tutorial sobre como ganhar um apartamento em São Paulo.

Marco Nacional da Desfavelização: Providência (março de 2026)

Em 27 de março de 2026, na Favela da Providência (a mais antiga do Brasil, localizada no Rio), Renan apresenta o Marco Nacional da Desfavelização com custo de R$ 900 bilhões em 10 anos, combinando investimento público e privado — o mesmo valor mencionado para o plano nacional em outubro de 2025.

As medidas apresentadas neste vídeo são mais detalhadas que a versão do BOPE:

  1. Recuperação territorial com policiamento — retomada com as polícias antes de qualquer urbanização
  2. Demolição de casinhas apertadas e construção de prédios — estruturas com vielas muito próximas serão derrubadas e substituídas por edifícios
  3. Infraestrutura urbana completa — ruas, escolas, praças e equipamentos de esporte
  4. Tolerância zero para invasões (crime inafiançável) — qualquer invasão resulta em prisão imediata; cita diretamente o PSOL: “se o Boulos vier invadir um terreno, toda a turma dele será presa na hora”
  5. Incentivos fiscais para instalação de novas empresas nas antigas favelas
  6. Escolas cívico-militares nas antigas favelas, formando jovens rapazes com figuras masculinas de referência para “impedir que sejam seduzidos pelo crime”
  7. Regularização fundiária com financiamento subsidiado — título de propriedade com obrigação de adequar a construção à legislação; prestações pequenas e prazo longo
  8. Responsabilização política — prefeito que permite favelização perde direitos políticos; vereador que explora a pobreza de invasores, também

Ver 2026-03-27 - Eu fui na primeira favela do Brasil.

As 6 medidas

1. Retomada territorial forçada Reconquista pela força qualificada de todos os territórios controlados pelo tráfico. Combinada com o estado de defesa e mudanças nas leis penais e de processo penal para garantir que os presos não saiam rapidamente.

2. Reconstrução física “Não vai ter mais viela na favela.” Abertura de ruas com passagem para carros, camburões e ambulâncias, com arborização. Objetivo: integrar os moradores ao cotidiano urbano normal.

3. Regularização fundiária Emissão do título de propriedade para cada morador. Com o título: o morador pode fazer hipoteca, investir, vender, mudar-se; comerciantes podem se instalar. “Um Brasil inteiro de bilhões de reais entra na economia formal.” O morador deixa de depender de “autorização informal de um traficante”.

4. Reurbanização ao estilo Buenos Aires e Medellín Casas formalizadas com projetos de engenharia. Parcerias público-privadas (PPPs) para injetar capital privado — viabilizadas pelo título de propriedade que dá segurança ao investidor.

5. Incentivo a empresas e comércios Incentivos fiscais e de área para bares, restaurantes, startups e empresas se instalarem nas áreas reurbanizadas, gerando emprego de qualidade local e permitindo ascensão social.

6. Fim da distinção entre morro e asfalto “Todas as áreas da cidade vão pertencer a todos. Ela vai ser bem vivida por todos e integrada a ponto de a gente nem mais ver distinção entre morro e asfalto.”

Prova de conceito: Tavares Bastos

Renan cita a favela Tavares Bastos (vizinha ao batalhão do BOPE) como modelo já funcionando: homicídios quase nulos, comércio prosperando, sem tráfico. Veja 2026-03-28 - Eu fui na favela que o BOPE tomou conta.

Desfavelização nacional quantificada (novembro de 2025)

Em 17 de novembro de 2025, Renan apresenta um plano com custo anual específico para a desfavelização nacional — não apenas do Rio:

“Por R$ 90 bilhões de reais por ano, num processo que deve durar 8 a 10 anos, nós conseguimos matar as favelas, não ter mais um barraco nesse país.”

As fontes de financiamento identificadas: corte da Zona Franca de Manaus, extinção de supersalários de juízes e redução dos juros da dívida pública via maior credibilidade fiscal. O programa combina eliminação do crime organizado + reconstrução física dos bairros + educação para que os moradores se tornem “cidadãos e não escravos de música ruim, cultura fraca, hipersexualização e pobreza como discurso.”

Ver 2025-11-17 - Você acha favela bonito.

Desfavelização nacional: a visão ampliada

Em 2 de março de 2026, antes dos vídeos no Rio de Janeiro com o coronel Busnelo, Renan já apresentava a desfavelização como proposta nacional — não restrita ao Rio. No vídeo 2026-03-02 - VOU ACABAR COM AS FAVELAS, afirma ser “a primeira liderança política do Brasil a falar em desfavelização” com um plano concreto.

Cidades citadas como alvo da desfavelização nacional: Salvador, Recife e Rio de Janeiro. O custo estimado: menos de um trilhão de reais — viável com ajuste fiscal e em um horizonte de dez anos.

Os efeitos colaterais enumerados: resolução do crime organizado, redução da desigualdade, melhora da saúde pública, inserção de milhões na economia formal via títulos de propriedade, e fim do modelo de “safari humano” de turismo em favelas.

“Sou o único que tenho um plano para fazer isso.”

Conexão com segurança pública

As medidas 1 e 2 desta posição são inseparáveis da posição de Estado de Defesa e Direito Penal do Inimigo. O coronel Busnelo resume: “Covardia e fraqueza nunca salvaram ninguém.”

Sobral como contraexemplo: o risco de desfavelizar sem segurança (janeiro de 2026)

Em 30 de janeiro de 2026, Renan documenta em Sobral (CE) o que acontece quando se constrói habitação popular sem eliminar o crime: o PCC e o Comando Vermelho tomaram os conjuntos habitacionais e criaram uma “faixa de Gaza” — prédios completamente desocupados entre os dois territórios em guerra. O Estado construiu, o crime ocupou.

“Não há sentido na desfavelização quando o crime organizado toma as áreas.”

O modelo correto, que Renan chama de “bandeira, quartel, escola”, exige base policial permanente em cada empreendimento, regras de ocupação (moradores não podem “refavelizar”) e presença física do Estado antes de qualquer urbanização. Ver 2026-01-30 - RENAN VISITA FAIXA DE GAZA EM SOBRAL NO CEARÁ.

Diadema: a rua que refavelizou (setembro de 2025)

Em 30 de setembro de 2025, Renan usou o caso de uma rua em Diadema (SP) para demonstrar que desfavelização sem políticas complementares fracassa. A rua havia sido completamente reurbanizada em 2010 — e em 2025 havia voltado ao estado de favela. O mesmo havia acontecido com o projeto Singapura.

O diagnóstico: desfavelizar sem lei e sem educação produz refavelização. A proposta de Renan acrescenta duas condições necessárias: (1) condicionalidade — quem receber a unidade habitacional perde o título se refavelizar; e (2) educação — mudança de mentalidade para que o morador cuide e valorize o imóvel. Ver 2025-09-30 - Rua desfavelizada vira favela de novo.

A resposta ao Intercept: “Bom Selvagem” (outubro de 2025)

Em 5 de outubro de 2025, Renan responde a uma matéria do Intercept que acusa a proposta de desfavelização de “criminalizar movimentos de moradia” e de ignorar a cultura e identidade das favelas.

Renan classifica a tese do Intercept como uma variante do “Bom Selvagem” rousseauniano: a romantização da pobreza como algo natural e a ser preservado. Para ele, o argumento implica que os pobres não merecem sair da pobreza.

Propõe explicitamente a criminalização dos movimentos de moradia que organizam invasões de propriedade: “Se você organiza invasão de propriedade, você vai preso.” O plano de desfavelização tem um horizonte de 30 anos e requer uma mudança cultural profunda, não apenas construção. Ver 2025-10-05 - Resposta ao Intercept.

A dimensão cultural: “mentalidade favelada” (outubro de 2025)

Em 3 de outubro de 2025, Renan argumenta que o maior obstáculo à desfavelização não é econômico, mas cultural. A “mentalidade favelada” — descrita como ausência de autoestima, aceitação da sujeira, desrespeito ao espaço comum, resignação com a mediocridade — não se limita a quem mora em favela. Ela atravessa classes sociais.

Renan cunha o termo “gororoba cultural” para descrever o padrão cultural que aceita e reproduz essa mentalidade, e defende que combatê-la é parte do programa de governo: não apenas construir casas melhores, mas criar cidadãos que queiram e mantenham o espaço urbano em ordem. Ver 2025-10-03 - Não é só em favela que tem gente com mau gosto.

Erika Hilton e o ataque ao MBL (outubro de 2025)

Em 11 de outubro de 2025, Renan responde ao ataque de Erika Hilton (PSOL) à proposta de desfavelização. Para Renan, o PSOL resiste à desfavelização porque a favela é a base operacional do crime organizado — e o partido tem relações estruturais com o crime.

A proposta apresentada nesse momento: R$ 70 a 80 bilhões por ano, construção ou reforma de 5 milhões de moradias, criminalização dos movimentos de moradia que ocupam propriedades, escolas militares nas antigas favelas, e condicionalidade para beneficiários: quem receber unidade habitacional deve cuidar do imóvel (com prestação de trabalho comunitário) ou perderá o direito. Ver 2025-10-11 - Erika Hilton atacou o MBL.

A resposta a Régis Tadeu (outubro de 2025)

Em 10 de outubro de 2025, o comentarista Régis Tadeu afirmou que Renan “não sabe absolutamente nada” sobre desfavelização e que ela seria impossível no Brasil. Renan rebateu com dados:

  • 16,4 milhões de brasileiros vivem em favelas (2,9 por habitação irregular).
  • Meta: construir ou reformar 5 milhões de habitações.
  • Custo em 20 anos: quase R$ 900 bilhões (R$ 50 a 100 bilhões por ano do governo federal, sem contar a iniciativa privada).
  • Referências internacionais: Medellín (Colômbia), tigres asiáticos, países da África Subsaariana.

“Resolver a favela é um eixo estruturante para resolver todos os outros — educação, saúde, saneamento básico, segurança pública.”

Ver 2025-10-10 - Regis Tadeu detona Renan Santos.

Fontes