Eu fui na favela de Jurunas, em Belém
Renan Santos visita a favela do Jurunas, em Belém do Pará, para documentar as condições degradantes em que a população local vive — esgoto e córrego a céu aberto, alagamentos constantes, lixo acumulado nas ruas e completo abandono pelo poder público.
Denúncia de abandono
Renan descreve o local como um lugar “em que as pessoas são tratadas como animal” e critica a gestão tanto do prefeito Igor Normando quanto da oligarquia dos Família Barbalho, que controla o estado há décadas. Ele menciona que, após gravar um story sobre o local três dias antes, a prefeitura enviou equipe para fazer limpeza — evidenciando que a administração só age quando exposta publicamente.
Moradores entrevistados confirmam o descaso: uma senhora relata que a água invade sua casa constantemente; um residente critica o prefeito, que “só aparece na televisão para contar mentira”. Outro morador observa que a população também joga lixo de volta após a limpeza, indicando um problema cultural que acompanha a falência estrutural.
COP30 e o paradoxo de Belém
Renan aponta a ironia da COP30 ter sido realizada em Belém em novembro de 2025: a cidade-sede do evento ambiental global tem o menor índice de saneamento básico entre todas as capitais brasileiras, e mais da metade da população vive em favelas. A COP30 custou mais de R$ 4 bilhões — enquanto, segundo ele, R$ 3 bilhões seriam suficientes para desfavelizar e levar saneamento a todo o estado do Pará.
Ele critica o governo federal de Lula, aliado dos Barbalhos, por instalar propaganda oficial no local enquanto as condições permanecem deploráveis. Questiona por que autoridades como Macron e Marina Silva não foram “convidados a nadar no lago de esgoto” durante a COP.
Conexão com o crime organizado
Renan observa que a região é naturalmente controlada pelo Comando Vermelho — um eco do padrão que ele documenta em outras periferias brasileiras: onde o Estado se ausenta, o crime organizado ocupa o vácuo.
A desfavelização como missão
Renan encerra reafirmando seu propósito como pré-candidato à presidência: desfavelizar o Brasil, desde o combate ao crime organizado até a infraestrutura básica de saneamento. Critica a abordagem “condescendente” que passa a mão na cabeça de políticos e população, e defende que todos — políticos e cidadãos — devem buscar soluções ativamente.
“O norte precisa ser lembrado, mas não de maneira condescendente, passando a mão na cabeça. O político erra, a população erra e todos nós temos que buscar uma solução.”
Temas abordados
- Desigualdade Regional e Migração Interna — abandono do Norte pelo poder público
- Recursos Hídricos e Saneamento — esgoto a céu aberto, falta de saneamento básico
- Segurança Pública — presença do Comando Vermelho na região
Posições defendidas
- Desfavelização do Brasil — desfavelização como missão de governo
- Intervenção Federal em Estados com Baixo IDH — crítica velada à necessidade de ação federal no Pará
Pessoas mencionadas
- Família Barbalho — oligarquia que controla o Pará, criticada pelo abandono de Belém
- Lula — governo federal aliado dos Barbalhos, criticado por propaganda no local
- Igor Normando — prefeito de Belém, criticado pela gestão municipal
- Marina Silva — mencionada como figura da COP30 que não enfrentou a realidade local
- Emmanuel Macron — presidente francês, mencionado na crítica à COP30
Fontes
- COP30 — Legado em Belém — análise da COP30 e seus efeitos em Belém
