Em 29 de outubro de 2025, no contexto da crise de segurança no Rio de Janeiro, Renan Santos apresentou um programa de 11 pontos direcionado tanto aos governadores de oposição quanto aos pré-candidatos à presidência, propondo que endossem coletivamente uma agenda a ser implementada integralmente por quem vencer em 2026.

No debate: “estado que não quiser atuar sofrerá intervenção” — Ceará e Bahia (agosto de 2026)

Em 24 de agosto de 2026, em trecho de debate, Renan inclui a intervenção federal como terceira proposta de segurança: “Estado que não quiser atuar na destruição do crime organizado sofrerá intervenção do governo federal.” Ele cita Ceará e Bahia — “governos do petismo” — que, segundo ele, “têm vergonha e medo de enfrentar o crime organizado, estão deixando a população morrer”, e afirma que, se os governadores forem reeleitos, fará intervenção caso não desejem enfrentar o crime. Ver 2026-08-24 - Estado de sítio e GLO em áreas dominadas pelo crime organizado e Intervenção Federal em Estados com Baixo IDH.

Cobrança aos governadores do Nordeste e ameaça de intervenção (agosto de 2026)

Em 21 de agosto de 2026, no contexto da campanha na Paraíba, Renan atualiza a cobrança aos governadores: afirma que as polícias do Nordeste não conseguem trabalhar porque “os governadores petistas, lulistas do Nordeste são amigos do crime” (citando Paraíba, Ceará e Bahia) e que, se o governador não quiser atuar contra o crime organizado, fará intervenção federal no estado (ver Intervenção Federal em Estados com Baixo IDH). Em resposta ao governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, reafirma: “No meu governo, nós vamos destruir as facções criminosas” — “gostem vocês ou não”. Ver 2026-08-21 - Resposta ao Governador da Paraíba e 2026-08-21 - PM perde paciência e bota fogo em barricadas na Paraíba.

Estratégia para os governadores

Renan propôs que Tarcísio de Freitas (SP), Eduardo Leite (RS), Jorginho Mello (SC), Ratinho Júnior (PR) e Zema (MG) realizassem operações simultâneas contra o crime organizado em seus estados, de modo a dividir a pressão da mídia e do governo federal — que estava concentrada sobre o governador Cláudio Castro no Rio.

“Isso tira o peso das costas da polícia do Rio de Janeiro e de todos aqueles que querem combater o crime organizado.”

Os 11 pontos

  1. Declaração de guerra ao crime organizado.
  2. Modelo penal diferenciado para membros de facções que ocupam território nacional, inspirado no direito penal do inimigo do jurista alemão Günter Jakobs.
  3. Nova legislação penal: Código Penal e CPP reformados com penas mais graves e eliminação de saidinha e progressão de pena.
  4. Novos presídios no modelo de El Salvador.
  5. Intervenção federal no Porto de Santos, principal ponto de escoamento da droga do PCC.
  6. Prisão perpétua para lideranças do crime organizado, com eliminação de qualquer simbologia ou apologia vinculante aos territórios ocupados.
  7. Memorial em homenagem a policiais caídos em combate.
  8. Assistência jurídica gratuita para policiais envolvidos em combate que sofram ações maliciosas; pagamento de pensão às viúvas em até uma semana.
  9. Proibição de ONGs que operem com dinheiro da Ford Foundation, Rockefeller Foundation ou Open Society Foundation, com deportação imediata de seus representantes.
  10. Programa nacional de desfavelização apresentado ao Congresso em até 3 meses de mandato, visando eliminar favelas e construir ou reformar pelo menos 5 milhões de moradias.
  11. Redirecionamento das emendas parlamentares de 2027 e 2028 integralmente para o combate ao crime organizado.

Relação com outras posições

Esta proposta amplia e consolida posições já defendidas em outros contextos:

Fontes