Renan Santos defende a expulsão do Brasil de ONGs financiadas por governos e fundações estrangeiras que, segundo ele, atuam para bloquear projetos brasileiros de infraestrutura e exploração de recursos naturais.

Mensagem ao público internacional: indígenas como “bons selvagens” e a promessa de expulsão (julho de 2026)

Em 27 de julho de 2026, Renan grava vídeo em inglês dirigido a Leonardo DiCaprio, Greta Thunberg e Marina Silva, criticando a visão de que indígenas brasileiros devem ser mantidos como “bons selvagens” no Neolítico. Ele promete que, quando presidente, expulsará do Brasil todas as ONGs estrangeiras que sabotam o desenvolvimento produtivo dos povos originários. O vídeo estende a mesma posição já manifestada na visita à tribo Pareci (24 de julho) para uma audiência internacional.

“Quando eu me tornar presidente do Brasil, vou expulsar do Brasil todas essas ONGs que sabotam não só o trabalho delas, mas o nosso país.”

Ver 2026-07-27 - Leonardo DiCaprio, Greta Thunberg and Marina Silva wont like this native brazilian..

Pantanal: mesmo padrão de sabotagem contra pecuaristas (julho de 2026)

Em 29 de julho de 2026, gravando no Pantanal, Renan denuncia que o mesmo padrão de atuação de ONGs estrangeiras documentado no Pará está se repetindo na região do Pantanal, contra pequenos pecuaristas. Ele afirma que ONGs com “suposto interesse ambiental” estão exigindo “manejo ambiental” que ameaça produtores que estão na região há décadas. Reitera a promessa de expulsar ONGs que sabotem a agricultura e pecuária brasileira com dinheiro estrangeiro.

“Brasil não é quintal de gringo. Brasil não é lugar em que gringo manda e a gente obedece.”

Ver 2026-07-29 - Larguei tudo.

Investigação de agentes do ICMBio ligados a ONGs externas (julho de 2026)

Em 26 de julho de 2026, ao denunciar a ação do ICMBio em Bonito (MS), Renan afirma que seu governo vai “investigar todos os agentes que trabalham para ONGs externas e não em nome do interesse nacional”. Ele acusa funcionários do ICMBio de serem “ligados ao PT ou ao PSOL” e de “quase sempre atender a causa de ONGs, ONGs quase sempre internacionais”. A promessa complementa a proposta de expulsão de ONGs estrangeiras com uma vertente de investigação interna de agentes públicos que atuam em favor de interesses externos.

Ver 2026-07-26 - O ICMBio quer destruir o turismo em Bonito.

Visita à tribo Pareci: autonomia indígena versus ONGs estrangeiras (julho de 2026)

Em 24 de julho de 2026, durante visita à tribo dos Pareci no Mato Grosso, Renan apresenta sua política indígena como extensão de sua posição contra ONGs estrangeiras. Ele defende que os indígenas que quiserem ser produtivos (exploração de recursos minerais, agropecuária) possam fazê-lo com financiamento e licenciamento — sem interferência de ONGs que os mantêm “na pobreza para que eles próprios vivam na riqueza.”

A posição se alinha à proposta de expulsão de ONGs estrangeiras: Renan afirma que “ONGs, nacionais ou internacionais, querem ver os indígenas apenas como bons selvagens” e que seu governo não permitirá que as reservas sejam usadas como “instrumento político por ONG estrangeira.”

Ver 2026-07-24 - Você entendeu o que ele falou.

O que propõe

  • Bloquear a entrada de dinheiro estrangeiro destinado a ONGs atuantes no Brasil.
  • Expulsar as ONGs envolvidas na ação contra a Ferrogrão, incluindo nominalmente Instituto Kabu, APIB e ISA.
  • Tratar o tema como questão de segurança nacional.

Justificativa

Renan identifica um padrão: o financiamento dessas ONGs vem da União Europeia, de Noruega e Alemanha (via Fundo Amazônia), da Fundação Gordon & Betty Moore, do ator Leonardo DiCaprio e da Amazon Watch. Todos, segundo ele, países e organizações com interesse em restringir o agro brasileiro ou com ambições territoriais na Amazônia.

Conecta o caso Ferrogrão a outros bloqueios que atribui ao mesmo vetor: barreiras à importação de fertilizantes e bloqueio da exploração de petróleo na margem equatorial (Amapá).

No vídeo “O agro brasileiro pode quebrar” (5 de abril), Renan eleva o tom e propõe qualificar como “terrorismo e sabotagem” a atuação de ONGs ou agentes que impeçam a produção nacional de fertilizantes, tratando o bloqueio de fosfato e potássio como questão de segurança alimentar e, portanto, de segurança nacional. Ver 2026-04-05 - O agro brasileiro pode quebrar.

Ver também Soberania Nacional e ONGs Estrangeiras.

BR-163, Cargill e a invasão que parou a Ferrogrão (junho de 2026)

Em 15 de junho de 2026, Renan denuncia da BR-163, no Pará, a invasão da base da Cargill por indígenas ligados a ONGs e ao PSOL, que reclamavam de uma hidrovia conectada à Ferrogrão. A invasão gerou uma greve e paralisou o funcionamento da ferrovia. O governo cedeu às ameaças em vez de remover os invasores.

Renan afirma: “ONG vagabunda que sabota o Brasil vai ser colocada para fora. Vamos alterar a legislação para que índio vagabundo que trabalha com invasão seja preso.” O episódio reforça a conexão entre o bloqueio de infraestrutura e o financiamento estrangeiro de ONGs.

Ver 2026-06-15 - Quando a Ferrogrão vai sair do papel.

ONGs com pautas culturais e conflito social (junho de 2026)

Em 1.º de junho de 2026, Renan amplia o escopo da proposta para além das ONGs ambientais e de segurança: anuncia que expulsaria do Brasil ONGs que recebem dinheiro internacional para pregar guerra entre os brasileiros — especificamente aquelas que, segundo ele, difundem discursos que “pregam o ódio entre homens e mulheres, entre negros e brancos, entre gays e heterossexuais”. Classifica essa atuação como “violência disfarçada de tolerância” e enquadra o tema como questão de soberania nacional. O contexto é a defesa de Frei Gilson e a crítica à perseguição religiosa. Ver 2026-06-01 - Frei Gilson é um Red Pill e Liberdade Religiosa.

ONGs “de favela” e a “cafetinagem da miséria”

No vídeo 2026-03-27 - VOU PERDER MINHA CANDIDATURA, Renan estende o argumento a ONGs que atuam em favelas, respondendo a um processo movido por uma delas. A acusação que formula é a de que essas entidades seriam sustentadas por dinheiro gringo e existiriam para “ficar fazendo políticas sociais que, no fundo, é dinheiro no bolso deles”. Classifica o arranjo como “indústria da miséria” e “cafetinagem da miséria”.

No Plano para Moradores de Rua, a crítica reaparece no contexto da proposta de internação compulsória — a justificativa explícita é impedir que “ativistas de ONGs, gente de direitos humanos que ganha dinheiro público e privado sustentando essa miséria, e promotores de esquerda continuem encher o saco do poder público”. Ver 2026-04-01 - Eu odeio mendigo.

ONGs de segurança e a crise do Rio (outubro de 2025)

Em 29 de outubro de 2025, Renan incluiu pela primeira vez a proibição de ONGs financiadas por Ford Foundation, Rockefeller Foundation e Open Society Foundation como ponto explícito de seu programa de segurança pública — com deportação imediata de seus representantes. O contexto é a crise de segurança no Rio de Janeiro: para Renan, essas fundações financiam organizações que defendem o “direito penal mínimo” e sabotam operações policiais. Ver 2025-10-29 - Minha proposta para os governadores e Proposta para Governadores Anti-Crime.

Fontes