Renan Santos defende a expulsão do Brasil de ONGs financiadas por governos e fundações estrangeiras que, segundo ele, atuam para bloquear projetos brasileiros de infraestrutura e exploração de recursos naturais.

O que propõe

  • Bloquear a entrada de dinheiro estrangeiro destinado a ONGs atuantes no Brasil.
  • Expulsar as ONGs envolvidas na ação contra a Ferrogrão, incluindo nominalmente Instituto Kabu, APIB e ISA.
  • Tratar o tema como questão de segurança nacional.

Justificativa

Renan identifica um padrão: o financiamento dessas ONGs vem da União Europeia, de Noruega e Alemanha (via Fundo Amazônia), da Fundação Gordon & Betty Moore, do ator Leonardo DiCaprio e da Amazon Watch. Todos, segundo ele, países e organizações com interesse em restringir o agro brasileiro ou com ambições territoriais na Amazônia.

Conecta o caso Ferrogrão a outros bloqueios que atribui ao mesmo vetor: barreiras à importação de fertilizantes e bloqueio da exploração de petróleo na margem equatorial (Amapá).

No vídeo “O agro brasileiro pode quebrar” (5 de abril), Renan eleva o tom e propõe qualificar como “terrorismo e sabotagem” a atuação de ONGs ou agentes que impeçam a produção nacional de fertilizantes, tratando o bloqueio de fosfato e potássio como questão de segurança alimentar e, portanto, de segurança nacional. Ver 2026-04-05 - O agro brasileiro pode quebrar.

Ver também Soberania Nacional e ONGs Estrangeiras.

BR-163, Cargill e a invasão que parou a Ferrogrão (junho de 2026)

Em 15 de junho de 2026, Renan denuncia da BR-163, no Pará, a invasão da base da Cargill por indígenas ligados a ONGs e ao PSOL, que reclamavam de uma hidrovia conectada à Ferrogrão. A invasão gerou uma greve e paralisou o funcionamento da ferrovia. O governo cedeu às ameaças em vez de remover os invasores.

Renan afirma: “ONG vagabunda que sabota o Brasil vai ser colocada para fora. Vamos alterar a legislação para que índio vagabundo que trabalha com invasão seja preso.” O episódio reforça a conexão entre o bloqueio de infraestrutura e o financiamento estrangeiro de ONGs.

Ver 2026-06-15 - Quando a Ferrogrão vai sair do papel.

ONGs com pautas culturais e conflito social (junho de 2026)

Em 1.º de junho de 2026, Renan amplia o escopo da proposta para além das ONGs ambientais e de segurança: anuncia que expulsaria do Brasil ONGs que recebem dinheiro internacional para pregar guerra entre os brasileiros — especificamente aquelas que, segundo ele, difundem discursos que “pregam o ódio entre homens e mulheres, entre negros e brancos, entre gays e heterossexuais”. Classifica essa atuação como “violência disfarçada de tolerância” e enquadra o tema como questão de soberania nacional. O contexto é a defesa de Frei Gilson e a crítica à perseguição religiosa. Ver 2026-06-01 - Frei Gilson é um Red Pill e Liberdade Religiosa.

ONGs “de favela” e a “cafetinagem da miséria”

No vídeo 2026-03-27 - VOU PERDER MINHA CANDIDATURA, Renan estende o argumento a ONGs que atuam em favelas, respondendo a um processo movido por uma delas. A acusação que formula é a de que essas entidades seriam sustentadas por dinheiro gringo e existiriam para “ficar fazendo políticas sociais que, no fundo, é dinheiro no bolso deles”. Classifica o arranjo como “indústria da miséria” e “cafetinagem da miséria”.

No Plano para Moradores de Rua, a crítica reaparece no contexto da proposta de internação compulsória — a justificativa explícita é impedir que “ativistas de ONGs, gente de direitos humanos que ganha dinheiro público e privado sustentando essa miséria, e promotores de esquerda continuem encher o saco do poder público”. Ver 2026-04-01 - Eu odeio mendigo.

ONGs de segurança e a crise do Rio (outubro de 2025)

Em 29 de outubro de 2025, Renan incluiu pela primeira vez a proibição de ONGs financiadas por Ford Foundation, Rockefeller Foundation e Open Society Foundation como ponto explícito de seu programa de segurança pública — com deportação imediata de seus representantes. O contexto é a crise de segurança no Rio de Janeiro: para Renan, essas fundações financiam organizações que defendem o “direito penal mínimo” e sabotam operações policiais. Ver 2025-10-29 - Minha proposta para os governadores e Proposta para Governadores Anti-Crime.

Fontes