Argentina e Messi: a lição de um país que se reconhece (julho de 2026)

Em 7 de julho de 2026, após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, Renan faz uma reflexão sobre identidade nacional a partir do contraste entre as seleções brasileira e argentina. Ele observa Lionel Messi, aos 39 anos, liderando a Argentina a uma virada histórica contra o Egito, e expressa “inveja do torcedor argentino” por ter um jogador que “se comporta como um ser humano comum normal”.

Renan descreve os jogadores brasileiros como “apátridas”, “mercenários contratados pela CBF”, “estrangeiros de alma” — que “vivem atrás de redes sociais, atrás de fama, atrás de marcas” e se comportam como “influencers”. Em contraste, os argentinos “se comportam como argentinos”, tomam mate, fazem churrasco e “têm a cara e o jeito do próprio país”.

Ele aponta que a Argentina, um país “devastado econômica e politicamente”, está “virando jogo” e recebendo investimentos internacionais. Conclui com a esperança de que “o Brasil aprenda a lição da Argentina e faça o mesmo com nós mesmos”, em vez de viver de glórias do passado.

“Que inveja de um país que não precisa ficar falando: ‘Ah, eu tenho cinco títulos lá no passado’. Porque eles estão construindo a história no presente.”

O vídeo se conecta ao tema recorrente da falta de ambição nacional que Renan diagnostica: o Brasil não consegue se enxergar como protagonista, enquanto os argentinos, mesmo em crise, mantêm orgulho e identidade próprios.

Ver 2026-07-07 - A vitória de Messi é uma lição ao Brasil..

O problema do Brasil é de liderança, não de recursos (julho de 2026)

Em 5 de julho de 2026, Renan faz uma declaração de otimismo sobre o Brasil e afirma que o problema do país não é de recursos naturais nem de falta de vontade da população de trabalhar, mas sim de liderança. Sua tese é que uma elite corrompida (como a envolvida no Escândalo Banco Master) não pode inspirar a população a ter comportamento ordeiro.

Renan cita o exemplo de Singapura e Lee Kuan Yew como modelo de transformação: uma região favelizada e sem saneamento se tornou um dos melhores lugares do mundo através da liderança pelo exemplo. Sua proposta é que o Partido Missão se torne a nova elite que inspire o país, com a filosofia “ordem → hábito → cultura”.

O vídeo reforça a tese de Renan de que o Brasil tem potencial para ser uma grande nação — “o futuro é glorioso” — mas precisa de uma liderança que acredite no país e dê o exemplo.

Ver 2026-07-05 - O futuro é glorioso.

Marcas nacionais e agregação de valor na produção de alimentos finos (julho de 2026)

Em 3 de julho de 2026, gravando na Cooperativa Aurora, Renan critica o padrão brasileiro de exportar commodities sem agregar valor. Usando o vinho como exemplo, ele mostra que o Brasil tem potencial para competir internacionalmente com produtos de alto valor agregado — a Aurora tem quase 1.000 premiações internacionais — mas falta escala e apoio do governo.

Renan propõe que seu governo ofereça suporte e incentivo à exportação de produtos finos brasileiros: vinhos, queijos, azeites e outros produtos nacionais. Sua visão é de marcas brasileiras ganhando o mundo:

“Precisamos de marcas nacionais tomando o mundo e o produtor nacional ganhando mais dinheiro e ficando mais feliz.”

Ele conecta a crítica à falta de agregação de valor nas cadeias do café, cacau e frutas — todos exportados in natura — enquanto países concorrentes processam e vendem produtos acabados por preços muito maiores.

Ver 2026-07-03 - O vinho brasileiro pode decolar e eu te explico nesse vídeo.

Data center em Eldorado do Sul (RS): obra bilionária sabotada por grupos indígenas (junho de 2026)

Em 29 de junho de 2026, Renan visita Eldorado do Sul (RS) e denuncia que um data center de 3 a 5 bilhões de reais — que usaria as energias renováveis do Rio Grande do Sul para abastecer a indústria de inteligência artificial — está sendo bloqueado por grupos indígenas Guarani articulados pelo PT, PSOL e The Intercept, usando demandas de demarcação de terras.

Para Renan, o bloqueio segue o mesmo padrão de sabotagem ao desenvolvimento que atingiu a Cargill em Santarém. Ele promete que licenciamentos ambientais aprovados pelo Congresso serão respeitados em seu governo e que órgãos como FUNAI, ICMBio e IBAMA não serão usados politicamente para paralisar obras.

“Enquanto a campanha de embargo a investimentos bilionários acontece, as pessoas não recuperam seus domicílios, a atividade econômica não retorna.”

Ver 2026-06-29 - Sabotagem indígena até no Rio Grande do Sul! e Ambientalismo e Produtores Rurais.

Paraguai: o vizinho que está dando um baile no Brasil (junho de 2026)

Em 25 de junho de 2026, na série “Países na Copa”, Renan compara o Brasil com o Paraguai para mostrar como uma carga tributária baixa (14% do PIB contra 33% do Brasil) e um ambiente mais amigável para empresas estão atraindo investimentos brasileiros para o país vizinho. O Paraguai planeja usar a energia sobressalente de Itaipu — uma obra construída pelos brasileiros — para entrar no mercado de data centers.

Renan destaca que a lógica paraguaia é usar o Mercosul para acessar o mercado consumidor brasileiro enquanto mantém políticas de competitividade que o Brasil não adota. Empresários, produtores rurais e criadores de startup estão se mudando para o Paraguai.

“O Paraguai como nação tá dando um baile na gente. Aguarde até eles te contarem o que eles vão fazer com a energia sobressalente de Itaipu.”

Ver 2026-06-25 - Eu comprei esse pneu no Paraguai! e Carga Tributária.

Coreia do Sul: o modelo de desenvolvimento que o Brasil deveria copiar (junho de 2026)

Em 24 de junho de 2026, na série “Países na Copa”, Renan analisa o modelo de desenvolvimento econômico da Coreia do Sul em contraste com o Brasil. A Coreia, que até os anos 1980 era mais pobre que o Brasil, adotou políticas liberalizantes e se tornou uma das nações mais ricas e influentes do mundo.

O modelo coreano: políticas agressivamente liberais — liberdade para abrir negócios, contratar e demitir, investir em novas tecnologias — combinadas com uma “participação amigável do Estado” que criou grandes grupos econômicos (chaebols como Samsung, Hyundai, LG) voltados para a conquista do mercado global.

O modelo brasileiro: leis hostis às empresas, crédito caro, marcos regulatórios inseguros, leis trabalhistas “impossíveis”, infraestrutura inexistente. Quando o Estado brasileiro tentou atuar junto à iniciativa privada, criou “reservas econômicas nacionais com empresários amigos dos políticos” — os “campeões nacionais” do governo Dilma, que recebem subsídios para explorar o mercado interno com produtos ruins e caros, bloqueando a concorrência estrangeira.

Resultado: a Coreia hoje domina setores inteiros (carros, celulares, TVs, navios) e expandiu para serviços e arte (K-pop, doramas, cinema vencedor do Oscar). O Brasil, que nos anos 1980 exportava novelas, hoje tem brasileiros consumindo cultura coreana.

A conclusão de Renan: “Não adianta a gente admirar até o lifestyle deles enquanto adota políticas opostas do que eles fizeram.” O Brasil precisa copiar o modelo coreano de liberalização econômica e incentivo à competição global.

Ver 2026-06-24 - Você torce pra Coreia do sul e nem sabe!.

Soft power e nation branding: a lição da Espanha para o Brasil (junho de 2026)

Em 15 de junho de 2026, na série “Países da Copa”, Renan analisa a Espanha como exemplo de país que construiu uma economia baseada em soft power, carisma e competitividade cultural. Ele contrasta o sucesso espanhol com a perda de ambição brasileira.

Renan lista as áreas em que a Espanha se tornou referência global:

  • Esportes: futebol (Yamal, Real Madrid), F1 (Alonso), MotoGP (Pedrosa), tênis (Alcaraz)
  • Moda: Zara (maior fast fashion do mundo), Balenciaga
  • Cinema: segunda maior produtora da Europa (Almodóvar)
  • Gastronomia: melhores restaurantes do mundo
  • Turismo: 12 vezes mais turistas que o Brasil, apesar de ser muito menor

Ele reconhece as contradições espanholas — “vota muito mal, colocando governos corruptos de esquerda”, irresponsabilidade fiscal, fronteiras deficientes — mas argumenta que o país prospera porque construiu vantagens competitivas em áreas que geram afeto internacional.

A lição para o Brasil: “Nós aqui ficamos deitados em berço esplêndido, achando que o mundo vai nos descobrir apenas porque sim.” Renan diagnostica que o Brasil é forte exatamente nas mesmas áreas (comida, futebol, festas) mas perdeu competitividade — “não adianta ter praia bonita se você tem bandido”, “não adianta se orgulhar do futebol se você perde.”

“Nós temos que ser mais espanhóis nessa área.”

O vídeo reforça a tese central de que o Brasil precisa construir uma marca-país forte e ser competitivo em cultura, esportes e turismo — complementando as propostas de desenvolvimento tecnológico e industrial que Renan já defende.

Ver 2026-06-15 - O governo espanhol comprou minha pre-campanha.

EUA restringem acesso à IA mais avançada como questão de segurança nacional (junho de 2026)

Em 14 de junho de 2026, Renan denuncia que o governo americano proibiu a Anthropic (empresa criadora do Claude, principal concorrente do ChatGPT) de disponibilizar a versão mais moderna de sua inteligência artificial para cidadãos não americanos. A decisão é justificada por segurança nacional — e Renan aponta que a Anthropic foi a empresa cuja tecnologia foi usada na invasão da Venezuela pelo governo americano.

Renan alerta que o acesso à inteligência artificial mais avançada ficará restrito a grandes nações, criando vantagens produtivas, militares e tecnológicas gigantescas contra o Brasil e demais países. A resposta que propõe:

  1. Transformar o Brasil no “país dos data centers” — usar energia abundante como infraestrutura para atrair empresas de IA que precisam de processamento intensivo.
  2. Negociar acesso à tecnologia — oferecer energia e capacidade de data centers em troca de acesso a modelos de IA avançados.
  3. Usar terras raras como moeda de troca — se os EUA não quiserem ceder tecnologia, o Brasil pode negociar com outras nações e reter terras raras, deixando os EUA dependentes da China.
  4. Investimento próprio em IA — criticar o investimento de apenas R$ 23 bilhões do governo Lula (menos de 1% do que os EUA investem) e prometer foco prioritário no tema como questão de segurança nacional.

“O meu governo vai focar muito nisso, porque é questão de segurança nacional e desenvolvimento econômico. Nós temos que colocar as nossas vantagens na mesa. O Brasil será, no meu governo, o país dos data centers, o país que vai usar energia como infraestrutura para que essas inteligências artificiais funcionem.”

“Só haverá inteligência artificial global caso todos falhem com os Estados Unidos. Se os Estados Unidos não quiserem ceder pra gente a sua tecnologia, nós vamos negociar a nossa energia e os nossos data centers com outras nações.”

O contraste com os demais candidatos: “Um tá falando de te dar vale gás, o outro tá dançando. Definitivamente o jogo sério precisa de pessoas sérias e inteligentes.”

Ver 2026-06-14 - Vão proibir seu ChatGPT.

Tema recorrente na retórica de Renan Santos: o Brasil teria tamanho e capacidade para se posicionar no “grande jogo da engenharia mundial”, mas seria sabotado por uma mentalidade coletiva de autodepreciação. Sua formulação mais repetida é “nós nos odiamos tanto aqui no Brasil e achamos que somos tão ruins que nem conseguimos sonhar”.

Indústria nacional de drones agrícolas: proposta para competir com a China (junho de 2026)

Em 10 de junho de 2026, em diálogo com seu editor, Renan aborda a dependência brasileira de drones agrícolas importados da China. Enquanto a frota de drones agrícolas no Brasil saltou de menos de 3.000 (2021) para mais de 35.000 unidades, quase todos são chineses — apesar de o Brasil fabricar o Aobba, um dos maiores drones de ataque da América Latina.

Renan identifica os entraves e propõe soluções:

  1. Política de incentivo à produção de baterias — o Brasil tem lítio e terras raras em abundância, mas não produz baterias em escala. Baterias que serviriam tanto para drones quanto para carros elétricos.
  2. Incentivo para empresas chinesas instalarem fábricas no Brasil — vinculado à transferência de tecnologia e formação de parcerias com empresas brasileiras,类似 ao que a BYD fez na Bahia.
  3. Certificação ANAC mais ágil para fabricantes nacionais — hoje a homologação favorece quem já tem escala (os chineses). Proposta de trilho de certificação acelerada para protótipos nacionais.
  4. Marcos regulatórios trabalhistas e fiscais mais ágeis — para tornar o Brasil competitivo na produção de componentes como motores, baterias e fibra de carbono.

“Botar o drone para voar aqui no matagal deveria ser muito fácil, mas há uma questão muito simples. Nós poderíamos fabricar os motores, as baterias, os componentes em fibra de carbono, mas hoje nós não o fazemos. E mais, para importar esses componentes da China, a gente paga uma alíquota de 30%. Isso inviabiliza a produção por aqui.”

O diagnóstico combina com a tese central de Renan: o Brasil tem capacidade e recursos, mas é travado por tributação elevada (30% de alíquota de importação sobre componentes), burocracia regulatória e falta de política industrial estratégica.

Ver 2026-06-10 - Fizeram essa macumba num canavial.

Robótica nacional: a única fábrica de robô do Brasil (junho de 2026)

Em 8 de junho de 2026, também em Americana (SP), Renan visita a única fábrica de robôs do Brasil, que produz robôs para moendas de cana-de-açúcar. A fábrica é ligada ao agronegócio e representa um caso concreto de inovação tecnológica brasileira de ponta.

Antes dos robôs, dezenas de trabalhadores morriam por ano moídos pelo maquinário que soldavam manualmente. Um engenheiro e um empreendedor criaram uma solução combinando automação, matemática aplicada e robótica, eliminando a mortandade e aumentando a produtividade.

Renan destaca que a tecnologia não está disponível sequer nos Estados Unidos, e que a fábrica já exporta para o sudeste asiático e se prepara para entrar no mercado americano — gerando empregos de qualidade no Brasil. O caso serve como argumento contra os estereótipos de que o agro brasileiro é atrasado: “o agro brasileiro é tecnológico.”

A conclusão política: “Já parou para pensar que tipo de país a gente teria se o governo não ficasse sabotando os brasileiros?” Renan promete que em seu governo casos como este serão cada vez mais comuns — “basta o governo não atrapalhar.”

Ver 2026-06-08 - A única fábrica de robô do Brasil.

Plano ferroviário em três fases: conectar o eixo econômico do país (junho de 2026)

Em 8 de junho de 2026, em Americana (SP), na estação de trem de sua cidade natal, Renan denuncia o abandono da malha ferroviária paulista — uma ferrovia do século XIX que virou cracolândia — e apresenta seu plano de expansão ferroviária em três fases:

  • Fase 1: Estender o trecho São Paulo-Campinas até Ribeirão Preto, passando por Americana, conectando o agronegócio e as universidades da região.
  • Fase 2: Conectar o ramal São Paulo-Campinas até São José dos Campos, “o maior polo industrial da América Latina”.
  • Fase 3: Puxar Ribeirão Preto até Goiânia e Brasília (no “Expresso Pequi”) e, do outro lado, até o Rio de Janeiro.

Renan argumenta que o eixo Rio–São José dos Campos–São Paulo–Campinas–Americana–Ribeirão Preto já é a maior concentração econômica do país, e conectar tudo isso com trilhos — tanto para passageiros quanto para cargas — seria um motor de desenvolvimento.

O plano contrapõe-se à falta de ambição que Renan critica: o projeto atual de modernização se limita ao trecho São Paulo-Campinas, deixando todo o interior desassistido. Enquanto o mundo avança, o Brasil “está perdendo o trem da história”.

Ver 2026-06-08 - Já imaginou rasgar o Brasil de ferrovias.

PIX como conquista tecnológica brasileira ameaçada (junho de 2026)

Em 4 de junho de 2026, Renan denuncia que o PIX — sistema de pagamentos instantâneos brasileiro — está sob ameaça simultânea dos EUA (que pressionam para negociá-lo) e do governo Lula (que quer taxá-lo). Renan descreve o PIX como “uma grande conquista brasileira, é tecnologia própria e ajudou demais o pequeno comerciante.”

Ele compara o PIX ao Zelle americano para demonstrar a superioridade tecnológica brasileira: o Zelle é privado, lento (minutos) e opera por bandeiras como Visa e Mastercard, enquanto o PIX é instantâneo, gratuito e público. O contraste serve à tese maior de que o Brasil tem capacidade tecnológica própria que precisa ser defendida contra interesses externos.

Renan assina compromisso público de não negociar o PIX com os EUA nem taxá-lo — “o interesse brasileiro tem que sempre vir à frente do interesse de qualquer outro país.”

Ver 2026-06-04 - Estão ameaçando o PIX mais uma vez. e Proteção ao PIX.

Terras raras: construir a cadeia no Brasil, não exportar matéria-prima (maio de 2026)

Em 21 e 23 de maio de 2026, na Marcha dos Prefeitos e na Sabatina Esfera, Renan detalha sua proposta para terras raras. O Brasil tem 20% das reservas mundiais mas praticamente nenhum controle sobre processamento. A proposta é um marco regulatório que obrigue a construção da cadeia produtiva no Brasil — do mineral ao ímã, passando pela bateria para automóveis elétricos. Parcerias com EUA, Taiwan e Japão para transferência de tecnologia — mas sem exportar matéria-prima bruta: “Vamos produzir a turbina do avião deles aqui.”

Cita o projeto MAGBRAS como iniciativa pioneira nacional de processamento. Menciona que o F-35 americano usa meia tonelada de terra rara por unidade: “Não existe Estados Unidos poderoso sem a terra rara que tem no Brasil — e eu não vou dar de graça.”

Alerta que a revolução da IA vai eliminar boa parte dos empregos — e que o antídoto é usar as terras raras e a energia renovável do Norte/Nordeste para criar data centers e cadeias de alto valor. Propõe data centers no Nordeste aproveitando energia renovável e a proximidade com o cabeamento atlântico que conecta às Américas, à Europa e à Ásia.

Ver 2026-05-21 - RENAN AO VIVO - MARCHA DOS PREFEITOS EM BRASÍLIA e 2026-05-23 - RENAN AO VIVO - SABATINA ESFERA - 23-05-2026.

Milei na forma, Bukele no conteúdo: Brasil como potência regional (maio de 2026)

Em 23 de maio de 2026, ao responder à caracterização de uma emissora, Renan abraça a comparação: Milei na forma (reformismo impopular, sinceridade política, comunicação direta), Bukele no conteúdo (lei e ordem, modernização tecnológica da saúde, diplomacia pragmática). Destaca que Bukele negociou usar o sistema prisional para receber detentos americanos e trouxe investimento chinês para biblioteca de ponta — “não é só bom na parte de segurança, espera ver a parte de saúde dele.”

Meta ampliada: o Brasil deve ser uma das cinco maiores nações do mundo em 30 anos. Num passo além, Kim Kataguiri, presente no evento de Brasília, sugere ambição ainda maior.

Ver 2026-05-23 - Milei na forma e Bukele no conteúdo.

Sete propostas para tecnologia e empreendedorismo (março de 2026)

Em 20 de março de 2026, Renan apresenta sete medidas inspiradas em modelos internacionais para transformar o Brasil em polo de tecnologia:

  1. Simples Tech (modelo estoniano) — regime em que o dinheiro reinvestido na própria empresa não é tributado
  2. Stock options sem tributação (modelo americano) — remuneração parcial em ações não tributada, incentivando funcionários a investir no crescimento da empresa
  3. 1% dos fundos de pensão públicos em venture capital (modelo francês — TIB) — capital para jovens startups com baixo risco para pensionistas
  4. Matching de investimento estrangeiro (modelo israelense) — fundo estatal replica cada investimento estrangeiro em empresa de tecnologia nacional
  5. Caça a talentos do Enem (inspirado no Thiel Fellowship) — fundo público-privado que identifica os melhores alunos, investe em suas ideias e os conecta com grandes empresários
  6. Isenção de ganho de capital em ações de empresas com mais de 5 anos de bolsa (modelo inglês) — direciona grandes investidores para empresas novas e inovadoras
  7. Visto para nômades digitais e empreendedores estrangeiros — elimina exigência de reciprocidade diplomática para atrair quem queira abrir empresa e contratar brasileiros

Ver 2026-03-20 - 7 PROPOSTAS PARA A TECNOLOGIA.

A falta de imaginação como adversário principal (abril de 2026)

Em 21 de abril de 2026, Renan define o maior adversário da sua candidatura não como Flávio Bolsonaro ou Lula, mas como a falta de imaginação do brasileiro.

“Nós não conseguimos mais imaginar um país que não tem a favela. Nós não conseguimos imaginar que a gente pode ser uma das cinco nações mais importantes do mundo, que é o que a gente nasceu para ser. A gente perdeu toda a ambição.”

O exemplo concreto da escala da perda de ambição: “A gente comemora quando sai uma ferrovia. Ferrovia é uma tecnologia do século XIX. O mundo tá indo pro espaço.”

Lula e Flávio são classificados como parte do mesmo “arranjo fracassado, sem imaginação no Brasil diferente” — Lula “fica nos anos 60-70” falando em ditadura; Flávio repete os mesmos “chavões”. Renan afirma querer “viver nos anos 2020, 2030.”

Ver 2026-04-21 - Nosso maior adversário é a falta de imaginação..

Conjuração Mineira: os “founding fathers” brasileiros (abril de 2026)

Em 21 de abril de 2026 (Dia de Tiradentes), Renan resgata a Conjuração Mineira como o primeiro projeto sério de uma república brasileira com ideais iluministas — muito além da questão dos impostos.

As lideranças da Conjuração estudaram em Coimbra, tinham textos elaborados e propunham a criação de uma república em São João del-Rei com:

  • Princípios republicanos de independência
  • Manufatura local e processo de industrialização
  • Identidade nacional própria

“Se os ideais da Conjuração Mineira tivessem vencido, teria sido erguida em Minas Gerais uma espécie de República moderna aos moldes americanos.”

Renan conecta isso ao seu projeto: como presidente, resgatará “toda a história do Brasil e todos os seus símbolos, os Bandeirantes, Zumbi dos Palmares, a turma da Conjuração Mineira.” O resgate histórico serve como antídoto ao “papo de bostil” que afirma que o Brasil não presta.

Ver 2026-04-21 - Minas Gerais país independente.

Venda da mina Serra Verde: o Brasil como colônia (abril de 2026)

Em 20 de abril de 2026, Renan critica a venda da mina Serra Verde (Goiás) por US$ 2,8 bilhões para empresa norte-americana. O problema não é o investimento: é que a argila com terras raras é exportada bruta para ser processada nos EUA e no Reino Unido, onde é transformada em ímãs usados em:

  • Motores de carros elétricos
  • Circuitos de mísseis bélicos
  • Supercomputadores
  • Drones

O Brasil fica apenas com o valor da extração — “só como bobo que vendeu seus recursos naturais” — enquanto a cadeia de alto valor agregado e os empregos de alta qualificação ficam no exterior.

Ironiza: Lula fala em soberania enquanto isso acontece; Flávio Bolsonaro anuncia as rare earth elements como conquista nos EUA.

Proposta: obrigar que as empresas que produzem ímãs, motores especiais, semicondutores e indústria bélica instalem-se no Brasil como condição para a venda dos recursos.

Ver 2026-04-20 - O Brasil acaba de vender uma mina de terras raras!.

Defesa aérea e indústria bélica: proposta urgente ante a nova geopolítica (abril de 2026)

Em 27 de abril de 2026, Renan articula a necessidade de uma política de defesa para o Brasil diante do mundo que vem. Argumentos:

  • O Brasil não tem defesa aérea — “qual a sua visão sobre um projeto de defesa para o Brasil diante desse mundo de guerra fria que está ficando cada vez mais quente?”
  • Técnicas de guerra cibernéticas, drones e estratégias diversas que o Brasil “nem sequer possui ferramentas para iniciar”
  • O território brasileiro é cobiçado — terras raras, recursos naturais, água, solo fértil. China tentou ocupação geopolítica na América Latina; EUA enxerga o Brasil como “reserva estratégica”

Proposta concreta: usar as terras raras como moeda de negociação geopolítica — não apenas para exportá-las, mas para obter transferência de tecnologia bélica em troca:

“Negociar com os EUA ou com a China, quem for, não só a produção das terras raras e a exportação delas, mas trazer a indústria de semicondutores, trazer a indústria bélica, fazer acordos de transferência de tecnologia e aí começar a construir uma indústria de defesa de alta capacidade.”

Critica os dois principais candidatos: “Um só fala em soltar o pai e outro fala em pé de meia” — nenhum debate defesa nacional.

Ver 2026-04-27 - Nenhum outro pré-candidato fala isso.

Terras raras e disprósio: subir na cadeia ou continuar como colônia (maio de 2026)

Em 2 de maio de 2026, Renan denuncia a exportação quase bruta de disprósio (terra rara usada em baterias de carros elétricos e ímãs industriais) do Brasil para os EUA, por empresa americana com participação estatal, a ser refinado e transformado em produtos de alto valor agregado fora do país.

Contextualiza com a geopolítica americana: Trump estatizou 10% de empresa de terras raras dos EUA para que atue geopoliticamente como instrumento de coleta de minérios em outros países. O Brasil, enquanto isso, repete o padrão histórico: exporta matéria-prima (borracha, diamante, ouro, agora disprósio), fica com o oligarca político, e não sobe na cadeia produtiva.

Denuncia que lobby no Congresso retirou de projeto de lei sobre terras raras dois pontos essenciais:

  • Obrigatoriedade de transferência de tecnologia para o Brasil.
  • Percentual de reinvestimento em pesquisa e desenvolvimento.

Proposta de Renan: reforma de competitividade + empresas mistas (brasileiros + estrangeiros) para produzir não apenas a terra rara, mas os produtos correlatos: drones, equipamentos laser de precisão, semicondutores, motores de carros elétricos. Referência explícita ao modelo chinês — que tem terras raras e indústria automobilística e bélica.

“Quem faz isso é a China. Ela tem as terras raras e ela tem indústria automobilística e bélica. A China é um dos países que mais cresce no mundo e que menos depende dos Estados Unidos.”

Ver 2026-05-02 - Tão roubando o seu disprósio!.

O “vale do silício brasileiro”

No vídeo 2026-04-03 - Sim, uma equipe de F1 com a Embraer e a WEG, Renan apresenta a proposta de uma equipe brasileira de Fórmula 1 como prova simbólica dessa ambição. A equipe combinaria:

  • Embraer — aerodinâmica.
  • WEG — motores elétricos.

O projeto seria sediado no Vale do Paraíba, onde estão o ITA, o IME e a Embraer, e que Renan chama de “nosso Vale do Silício”. Ali também instalaria indústria de drones, bélica, startups e “engenharia fina”. Cita o precedente da Copersucar Fittipaldi, que em 1978 chegou a ter mais pontos que a Ferrari, e a aprovação pública de Lucas di Grassi à ideia.

Fecha com uma sequência de ambições que serve como credo:

“Chegou a hora de sonhar em ter equipe de Fórmula 1. Chegou a hora de sonhar em mandar homem pra Lua. Chegou a hora de sonhar em ter bomba atômica. Chegou a hora de sonhar em ter energia nuclear. Chegou a hora de sermos um país grande, que é o que nascemos para ser.”

Terras raras e a lógica de soberania

No vídeo 2026-03-31 - O PT começou a atacar o Flávio Bolsonaro, Renan aplica a mesma ideia à política externa. Diagnostica um erro simétrico: Lula negociava terras raras com os EUA; Flávio faz o mesmo no CPAC (“Brazil is the solution”) — e nenhum dos dois coloca o Brasil como protagonista.

Sua proposta:

  • Se os EUA quiserem acesso às terras raras, precisam instalar empresas no Brasil com sócios brasileiros, compartilhar tecnologia e trazer toda a cadeia produtiva para cá.
  • Construir a ferrovia bioceânica ligando a Bahia ao Peru (passando por Mato Grosso, Acre e Goiás) — aceitando dinheiro tanto da China quanto dos EUA para financiá-la.
  • Negociar com os dois lados sem submissão, “até porque o Brasil não está em condição de brigar com ninguém”.

Contraste explícito com a direita tradicional

A tese articula-se com Crítica à Direita Tradicional: Renan acusa Flávio Bolsonaro de submissão a Trump e Lula de submissão a Xi Jinping, apresentando sua posição como uma terceira via “que coloca o Brasil na frente”.

Nordeste como hub de energia e data centers

Em 4 de março de 2026, Renan apresenta o Nordeste como potência energética em ascensão: concentra 92% da geração eólica do Brasil, com solar crescendo 28% ao ano. Um estudo aponta a região como a de maior potencial de energia renovável do mundo. Ver Energia e Matriz Elétrica. A OpenAI investiu US$ 25 bilhões em um superdatacentro na Argentina — Renan não quer o Brasil ficar atrás.

Suas três medidas para o Nordeste:

  1. Marco nacional do data center — atrair Google, Oracle, OpenAI para o Brasil.
  2. Zonas econômicas especiais — ecossistema de startups e tecnologia no Nordeste.
  3. Infraestrutura de baterias — distribuição inteligente da energia gerada.

Visão: paulistas, catarinenses, americanos, alemães e chineses se mudariam para o Nordeste para produzir tecnologia. Ver 2026-03-04 - Eu vou transformar o Nordeste na Arábia Saudita.

Campinas como Vale do Silício desperdiçado

Em 4 de março de 2026, Renan usa Campinas (SP) como exemplo de potencial destruído por corrupção: a cidade tem universidades de ponta, empresas de tecnologia, capital humano de qualidade — teria tudo para ser o Vale do Silício brasileiro. Mas superfaturamento em livros, presidente da Câmara confesso de propina, favela Campo Belo controlada pelo tráfico e reajustes salariais de 59-77% para políticos empurram a cidade para a decadência.

Proposta: reindustrialização com foco em tecnologia, com classe política voltada a atrair capital humano qualificado. Ver 2026-03-04 - Campinas deveria ser o Vale do Silício brasileiro.

A taxação de GPU/CPU como sabotagem à IA

Em fevereiro de 2026, Renan articula a taxação de CPU e GPU por Haddad como o avesso exato da ambição tecnológica que defende. Enquanto a Argentina de Milei atraiu US$ 25 bilhões em investimento do Stargate (superdatacentro da OpenAI) com isenção de impostos, o Brasil duplicou as alíquotas de componentes de IA. Um data center do TikTok que poderia gerar dezenas de milhares de empregos no Nordeste perde viabilidade.

A formulação que conecta ao tema maior:

“A gente zombava os argentinos, agora eles estão dando um baile na gente.”

Renan propõe revogar todas as taxações de Haddad na primeira semana de governo — diretamente ligado à agenda de atrair investimento em tecnologia. Ver 2026-02-27 - EU VOU REVOGAR TODAS AS TAXAÇÕES DO HADDAD.

A patente perdida da UFRJ (fevereiro de 2026)

Em 21 de fevereiro de 2026, Renan traz o caso de um remédio capaz de fazer tetraplégicos voltarem a andar, desenvolvido por uma pesquisadora brasileira na UFRJ — uma universidade pública. O Brasil não tinha dinheiro para registrar a patente internacional, e a descoberta ficou disponível para qualquer concorrente global explorar.

Renan isenta individualmente os governos Temer, Dilma, Lula e Bolsonaro e aponta o problema estrutural:

  • As universidades públicas brasileiras investem muito em custeio e pouco em pesquisa aplicada.
  • Institutos de pesquisa são resistentes a parcerias com o setor privado por razões ideológicas.
  • Resultado: capital privado não entra, inovação fica sem comercialização, o Brasil não captura o valor que produz.

“Eu não sou um liberal bobo. Acredito em pesquisa pública. O problema é a falta de articulação entre universidade e setor privado.”

Como modelo de sucesso, cita o Porto Digital do Recife: parceria entre universidade, prefeitura e setor privado que transformou um bairro inteiro, gerou centenas de startups e fatura bilhões. Proposta: replicar esse modelo nas áreas de biotecnologia e farmacêutica.

Ver 2026-02-21 - DE QUEM É A CULPA DO BRASIL TER PERDIDO ESSA PATENTE.

Ministério do Futuro: automação como oportunidade (fevereiro de 2026)

Em 8 de fevereiro de 2026, a partir de imagens de entregadores robôs autônomos, Renan lança a proposta do Ministério do Futuro. O órgão teria três funções: trazer novas tecnologias para o Brasil, treinar trabalhadores para os setores emergentes e criar oportunidades para quem hoje trabalha em empregos ameaçados pela automação.

“Se a gente souber como usar essas tecnologias a seu favor, você não vai ter medo de que daqui 5 anos não vai ter emprego — você vai saber que tem muitas oportunidades para ganhar muito dinheiro.”

Crítica ao debate político brasileiro: discutir escala 6x1 “desenhada nos anos 40” enquanto o mundo avança com foguetes, carros autônomos e fábricas robotizadas. Ver 2026-02-08 - PRECISAMOS NOS PREPARAR PARA UM FUTURO GLORIOSO.

Super Bowl, China e a autoestima nacional (fevereiro de 2026)

Em 10 de fevereiro de 2026, usando o caso do Bad Bunny como ponto de partida, Renan articula o tema da autoestima nacional:

“O Brasil que eu defendo é um Brasil que quando vir grandes eventos vai mostrar ao mundo: produz avião, produz tecnologia, vai se livrar das favelas, terá cidades habitáveis.”

Compara a abertura das Olimpíadas na China — “orgulho do que está fazendo agora” — com a abertura no Brasil, que mostrou “favela, pobreza, somos um povo brejeiro que consegue ser feliz na adversidade.” A imagem de dançarinos com cana-de-açúcar é sintoma de um problema maior de representação nacional.

Ver 2026-02-10 - BAD BUNNY FAZ ATO POLÍTICO NO SUPER BOWL E IRRITA DONALD TRUMP.

Ferrogrão e BR-163: a sabotagem da infraestrutura logística no Pará (junho de 2026)

Em 15 de junho de 2026, Renan grava da BR-163, no Pará, para denunciar o estado da principal estrada de escoamento agrícola e mineral da região. A rodovia federal está “absolutamente esburacada”, com crateras tão profundas que “uma pessoa pode deitar aqui que ela não atinge o nível do asfalto”. Renan aponta que a BR-163 não recebe investimentos federais e se tornou intrafegável.

Ele contextualiza que a Ferrogrão — ferrovia que escoaria a produção do Centro-Oeste para portos do Norte — foi projetada justamente para eliminar a dependência dessa estrada, reduzindo poluição, tráfego de caminhões e custos logísticos. No entanto, a base da Cargill foi invadida por indígenas ligados a ONGs e ao PSOL, que reclamavam de uma hidrovia conectada à ferrovia, geraram uma greve e paralisaram o projeto.

O governo, em vez de remover os invasores, cedeu às pressões. Renan responde com três propostas concretas: expulsar ONGs estrangeiras que sabotam o Brasil, alterar a legislação para prender indígenas que participam de invasões criminosas, e recapear as estradas brasileiras além de destravar a Ferrogrão.

O episódio ilustra a tese recorrente de Renan: o Brasil teria capacidade infraestrutural e logística para competir globalmente, mas é travado por um sistema que cede a pressões de grupos com financiamento estrangeiro.

Ver 2026-06-15 - Quando a Ferrogrão vai sair do papel.

Gastrodiplomacia e marca Brasil: agregar valor à produção nacional (junho de 2026)

Em 6 de junho de 2026, Renan propõe a gastrodiplomacia como parte de uma estratégia nacional de construção de marca-país. O diagnóstico é o mesmo de outros temas de ambição nacional: o Brasil produz matéria-prima de qualidade mas não captura o valor agregado.

“No Brasil a gente exporta o grão de café e compra o café pronto. O Brasil é o maior exportador de carne, mas a gente só fala de carne japonesa e argentina.”

Renan propõe políticas de denominação de origem (inspiradas no modelo europeu), fomento a produtos artesanais exportáveis e promoção de restaurantes brasileiros no exterior — transformando a culinária brasileira (paraense, mineira, baiana) em ativo de projeção internacional e desenvolvimento econômico. Ver 2026-06-06 - Você já ouviu falar em gastrodiplomacia e Gastrodiplomacia e Promoção Internacional da Culinária Brasileira.

Fontes