O vinho brasileiro pode decolar e eu te explico nesse vídeo
Renan grava de uma das maiores vinícolas do Brasil, a Cooperativa Aurora, para denunciar como o governo brasileiro “sabota” a produção nacional de vinho. Ele explica que o vinho brasileiro enfrenta uma combinação de alta carga tributária (ICMS, imposto de renda), falta de escala e acordos do Mercosul que fazem com que o vinho argentino e chileno cheguem mais baratos ao Brasil do que o nacional.
Renan aponta que esse é um padrão que se repete em outras cadeias produtivas: o Brasil exporta produtos in natura (commodities) e não desenvolve indústrias de alto valor agregado, seja no vinho, no café, no cacau ou em frutas.
Ele destaca que o vinho brasileiro já vem ganhando prêmios internacionais — a Aurora tem quase 1.000 premiações — e tem condições de competir globalmente, mas precisa de escala. Para ter escala, precisa de venda. E para ter venda, o governo precisa “parar de atrapalhar”.
Renan anuncia que em seu governo produtos finos com valor agregado vindo do Brasil serão objeto de suporte e incentivo à exportação, não apenas vinhos como também queijos, azeites e outros produtos nacionais. Sua visão é de marcas brasileiras “tomando o mundo” e o produtor nacional ganhando mais dinheiro.
Temas abordados
- Carga Tributária — ICMS alto, impostos sobre produção nacional, Mercosul favorecendo importados
- Ambição Nacional e Soberania Tecnológica — agregação de valor, marcas nacionais, exportação de produtos finos
- Reforma Fiscal — redução de impostos sobre produção para gerar competitividade
- Gastrodiplomacia e Promoção Internacional da Culinária Brasileira — exportação de alimentos de alto valor agregado; vinhos, queijos e azeites como produtos de soft power
