Em trecho de entrevista, Renan Santos apresenta sua visão sobre defesa nacional e geopolítica em um cenário internacional em que, segundo ele, o Brasil não tem defesa aérea e está no meio do conflito entre EUA e China.
Diagnóstico: Brasil sem defesa aérea
Renan afirma que o mundo está caminhando para “um clima de guerra fria que tá cada vez mais quente”: guerra cibernética, drones, novas estratégias militares. Para ele, o Brasil “nem sequer possui ferramentas para iniciar esse enfrentamento”. Cita relatos de militares venezuelanos sobre operações americanas contra Maduro como ilustração da assimetria tecnológica atual.
O território brasileiro, diz, é cobiçado pelas terras raras, recursos naturais, água e solo fértil. A China tentou avançar geopoliticamente na América Latina; os Estados Unidos enxergam o Brasil como “reserva estratégica”.
A oportunidade das terras raras
Para Renan, as terras raras são “uma oportunidade dada por Deus”. Boa parte dos equipamentos militares de última geração, da indústria de semicondutores e dos drones depende desse insumo. A proposta é negociar com EUA ou China:
- não apenas a produção e exportação das terras raras,
- mas a vinda da indústria de semicondutores,
- a vinda da indústria bélica,
- e acordos de transferência de tecnologia.
A partir disso, segundo ele, o Brasil pode construir “uma indústria de defesa de alta capacidade” para se preparar para o “mundo novo que vem aí”.
Crítica aos demais pré-candidatos
Renan encerra dizendo que o tema é urgente, mas que “os dois principais candidatos não falam disso”:
“Um só fala em soltar o pai e outro fala em pé de meia.”
A referência implícita é a Flávio Bolsonaro (defesa de Bolsonaro) e a Lula (programa Pé-de-Meia).
