Proposta defendida por Renan Santos de que emendas parlamentares só possam ser enviadas a municípios que demonstrem bom desempenho em áreas-chave de políticas públicas.

”Lei de responsabilidade gerencial”: inelegibilidade de 8 anos e desafio a Lira (agosto de 2026)

Em 23 de agosto de 2026, em resposta a um novo desafio de Arthur Lira sobre o estado de Alagoas, Renan reafirma, do Vergel do Lago (Maceió), a lei de responsabilidade gerencial como mecanismo para “alterar toda a dinâmica política dos municípios, estados do Brasil”. A regra: político que não cumpre metas básicas ligadas a saneamento, segurança, habitação e educação fica 8 anos inelegível. Ele lança o desafio a Lira: “Gosta dessa ideia, Artur Lira?”

O vídeo amplia o escopo da proposta para habitação (antes listada como segurança, saúde, educação e infraestrutura/saneamento) e conecta a lei ao diagnóstico de Alagoas — estado que, segundo Renan, diminuiu a cobertura de esgoto apesar de ser um dos que mais recebe emendas do orçamento secreto, “dinheiro em grande medida roubado” que “nada se reverte em coisas boas para as pessoas”. Ver 2026-08-23 - Respondi a um desafio do Arthur Lira.

”Arrebentar com o esquemão das emendas”: Arthur Lira e a vossoroca de Rio Largo (agosto de 2026)

Em 22 de agosto de 2026, Renan usa o caso de Rio Largo (AL) — município que, segundo ele, é o que mais recebeu emenda do orçamento secreto no estado, com emendas identificadas de Arthur Lira — para reforçar o compromisso de acabar com o esquema. Ele afirma que as emendas financiaram obras de macrodrenagem mal feitas que geraram uma vossoroca (buraco gigante de assoreamento) que “vai invadir a cidade”, com moradores que “vão precisar ser deslocados”. Para Renan, o caso é “só mais um dentre os milhares casos de emendas mal tocadas, de dinheiro que provavelmente foi desviado, de obra que não teve utilidade”.

Renan promete que seu projeto de governo “vai arrebentar com esse esquemão das emendas” e desenvolver o Nordeste, “incluindo Alagoas”. O episódio atualiza a posição com um exemplo concreto do orçamento secreto — complementando a promessa de reduzir o volume total de emendas e eliminar o orçamento secreto (ver seção “O centrão e os R$ 65 bilhões em emendas” abaixo). Ver 2026-08-22 - Eu fui investigar o buraco do Arthur Lira e ele não cheira bem. e Corrupção Municipal.

Cobrar qualidade de vida de prefeitos: “entregue melhora ou você não será político” (agosto de 2026)

Em 16 de agosto de 2026, Renan propõe que os administradores e prefeitos de todas as cidades sejam cobrados diretamente: “Não adianta só usar o nosso dinheiro. Você vai ter que entregar melhora na qualidade de vida ou você não será político.” A fala amplia a lógica de condicionar recursos públicos a resultados — já aplicada às emendas parlamentares — para a gestão municipal. Ver 2026-08-16 - Por que ninguém antes.

”Farra das emendas” e transparência das contas partidárias (agosto de 2026)

Em 15 de agosto de 2026, ao reagir à fiscalização das contas do Partido Missão pelo ministro do STF Flávio Dino, Renan afirma ter percorrido o Maranhão e denunciado “o que as emendas eram transformadas”, e espera que Dino “acabe com a farra das emendas”. Ele destaca que as contas do deputado Kim Kataguiri estão corretas e fora do orçamento secreto, e anuncia que vai cobrar transparência de todos os presidentes de partido, que descreve como multimilionários e bilionários.

Ver 2026-08-15 - Bora investigar tudo!.

Ampliação: políticas de desempenho para governadores (julho de 2026)

Em 27 de julho de 2026, ao comparar a BR-163 no Mato Grosso (bem cuidada) com a do Pará (abandonada), Renan anuncia que seu governo vai aplicar “políticas de desempenho para prefeitos e governadores” — uma ampliação da proposta original, que passaria a incluir também governadores estaduais no sistema de metas. A ideia é que gestores estaduais sejam avaliados por indicadores objetivos e que o repasse de recursos federais seja condicionado ao cumprimento de metas, para que estados se tornem “mais como Mato Grosso e menos como Pará ou Maranhão.”

Ver 2026-07-27 - Por que a mesma estrada é tão diferente em estados diferentes.

O desenho

  • Áreas avaliadas: segurança, saúde, educação e infraestrutura (em alguns vídeos, também saneamento).
  • Gatilho: se o município não cumprir os indicadores mínimos, não recebe emenda.
  • Sanção ao prefeito: inelegibilidade por 8 anos caso os resultados não sejam entregues.
  • Corolário: prefeito só pode realizar shows e festas se os indicadores estiverem em melhoria — sob pena, também, de inelegibilidade.

A motivação

Renan apresenta a proposta a partir de casos concretos encontrados em sua viagem pelo Maranhão e pelo Nordeste:

Proibição de shows em municípios sem metas (fevereiro de 2026)

Em 10 de fevereiro de 2026, Renan anuncia versão mais ampla da proposta: como presidente, proibirá bandas famosas de fazer shows com dinheiro público em cidades sustentadas pelo orçamento federal enquanto os prefeitos não atingirem metas em educação, saúde, segurança e saneamento.

O gatilho do vídeo: prefeitos do Nordeste protestando que os cachês inflacionaram por causa do próprio orçamento secreto que eles mesmos usavam para shows populistas. Para Renan, a proposta serve também para eliminar incentivos à reeleição por populismo.

“Ah, mas aí eu não vou conseguir me reeleger. Essa é a ideia.”

Ver 2026-02-10 - EU VOU ACABAR COM FESTA NA SUA CIDADE!.

Fundo partidário condicionado a KPIs (fevereiro de 2026)

Em 7 de fevereiro de 2026, Renan detalha o mecanismo de reforma pelo lado dos partidos: o fundo partidário e eleitoral passaria a ser condicionado a indicadores objetivos (IPEA/IBGE) — cobertura de esgoto, IDH, SAEB, atendimentos no SUS. Os partidos receberiam pontos pelos resultados entregues em seus municípios.

Consequências:

  • Partidos focam em candidatos técnicos para prefeituras, não em deputados populares que desviam emendas.
  • Prefeitos que não atingem metas perdem direitos políticos por 8 anos.
  • Partidos ficam impedidos de concorrer naquele município pelo mesmo período.

Ver 2026-02-07 - POLÍTICOS PRECISAM TER METAS CLARAS.

Marcha dos Prefeitos: “quem paga a banda escolhe a música” (maio de 2026)

Em 21 de maio de 2026, ao discursar na 27ª Marcha Nacional dos Prefeitos (CNM/Brasília), Renan propõe inversão formal da relação entre deputados federais e prefeitos: o deputado deve servir o prefeito, não o contrário. O fundo partidário seria determinado pelo desempenho dos prefeitos — obrigando os partidos a investirem em candidatos municipais técnicos e comprometidos com resultados.

Propõe também alterar o artigo 167, parágrafo 7 da Constituição para que a União não possa criar despesas para os municípios sem indicar a correspondente fonte de receita — classificando a prática atual como “picaretagem de marketing eleitoral”.

Ver 2026-05-21 - RENAN AO VIVO - MARCHA DOS PREFEITOS EM BRASÍLIA e 2026-05-21 - Quem paga a banda escolhe a música!.

Conexões

O centrão e os R$ 65 bilhões em emendas (abril de 2026)

Em 25 de abril de 2026, Renan confirma que defende a redução do volume total de emendas, que chegaram à casa dos R$ 65 bilhões — “ultrapassou qualquer nível de razoabilidade”. O pouco que restar deve ser altamente fiscalizado, transparente e sem orçamento secreto.

A emenda como instrumento de corrupção: nos municípios menores e mais pobres, “emenda é apenas um instrumento de compra de voto e roubalheira.” O prefeito precisa ser incentivado a melhorar a vida das pessoas, não a administrar repasses para comprar votos.

Ver 2026-04-25 - O grande câncer da política brasileira.

Judiciário cúmplice: DJ Alock no Piauí (abril de 2026)

Em 26 de abril de 2026, o caso do DJ Alock no Piauí ilustra como o judiciário estadual pode funcionar como aliado da classe política no esquema de shows com dinheiro público. Um juiz de primeira instância cancelou um show de R$ 1,8 milhão por indicadores ruins do estado — um desembargador reverteu em ano eleitoral, com o show tendo patrocínio governamental.

O DJ tem relações políticas com Efraim Filho (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP) — demonstrando que o esquema de shows municipais conecta artistas, partidos e governos estaduais em uma cadeia de compra de votos com dinheiro público.

Ver 2026-04-26 - O Brasil não é para amadores!.

”Lei de responsabilidade gerencial” (maio de 2026)

Em 7 de maio de 2026, em resposta ao cantor Wesley Safadão, Renan formalizou o nome da proposta: “lei de responsabilidade gerencial”, pela qual prefeitos só poderão contratar shows pagos com recursos públicos caso atinjam metas de desempenho. O show funcionaria como prêmio pela boa administração.

Renan convidou Safadão a colaborar na definição dos critérios. O argumento: prefeitos que realizam shows sem cumprir metas estão usando o evento como instrumento de reeleição em vez de ferramenta de política pública.

Ver 2026-05-07 - Minha resposta ao Wesley Safadão.

Fontes