Minha resposta oficial estamos com o PSDB
Neste vídeo, Renan Santos responde a rumores de que o Partido Missão estaria negociando aliança com o PSDB. Ele nega categoricamente qualquer conversa com partidos e aproveita para estabelecer regras públicas para futuras coalizões.
Contexto
Renan começa ironizando os boatos — que ele retiraria sua pré-candidatura para apoiar “a Neves” (Aécio Neves) à presidência. Explica que esses rumores surgiram de notícias veiculadas na imprensa no final de semana anterior. Muitos eleitores estariam perguntando como o Missão, um partido novo, poderia terminar “no colo do PSDB”.
Crítica ao presidencialismo de coalizão
Renan faz uma análise do sistema político brasileiro, que descreve como presidencialismo de coalizão — um modelo com o qual diz não concordar, mas que reconhece como realidade. Explica que, para governar, um presidente precisa montar uma coalizão de partidos, e que esses partidos quase nunca estão interessados em melhorar a vida da população — querem ministérios, cargos e vantagens. Ele cita o mensalão, o petrolão e o orçamento secreto como consequências desse sistema, chamando a política brasileira de “basicamente um lixo”.
Ao mesmo tempo, reconhece que, sem coalizão, não se aprova projetos. E como seus projetos são “muito ambiciosos”, precisará montar uma coalizão — sob suas próprias regras.
Reação ao descaso dos políticos tradicionais
Renan menciona que, até agora, a política tradicional o tratou com desdém:
- Ciro Nogueira o chamou de “um candidato apenas para lacrar”
- Arthur Lira disse que não acompanha Renan e que ele não tem “conhecimento suficiente da Alagoas”
- Aécio Neves (PSDB) deu entrevista na Band opinando sobre ele
“Eles estão tendo que lidar com o fato que logo mais eu estarei com 10% nas pesquisas e aí todo mundo precisa falar de mim.”
Regras públicas para coalizões
Renan anuncia que estabelecerá publicamente as regras para qualquer partido que queira conversar com o Missão em 2026:
Regra número 1: qualquer conversa passa por se comprometer com a agenda do Partido Missão. Os compromissos exigidos são:
- Redução da maioridade penal — tratar menores de idade que cometem crimes violentos como adultos
- Combate a privilégios — cortar supersalários e benesses do funcionalismo público
- Reformas econômicas — agenda de liberalização e redução do estado
- Direito penal do inimigo — acabar com as facções criminosas no Brasil
- Fusão de municípios — unir municípios pequenos inviáveis em macromunicípios
- Lei de responsabilidade gerencial — vincular gastos públicos a metas de desempenho
Além disso, os interlocutores devem ser honestos e com ficha limpa. O compromisso deve ser por escrito, com resolução pública informando ao eleitor o motivo da adesão ao governo.
“Assim, todo mundo sabe o motivo deles aderirem ao governo e o eleitor não é enganado.”
Temas abordados
- Partido Missão — regras públicas para coalizões; estratégia de alianças
- Corrupção Municipal — crítica ao presidencialismo de coalizão; lei de responsabilidade gerencial
- Judiciário e Supersalários — combate a privilégios
- Crítica à Direita Tradicional — descaso dos políticos tradicionais com Renan
Posições defendidas
- Fusão de Municípios — condição para aliança
- Estado de Defesa e Direito Penal do Inimigo — condição para aliança
- Redução da Maioridade Penal e Hospitais Psiquiátricos — condição para aliança
- Emendas Parlamentares Condicionadas a Metas — lei de responsabilidade gerencial como condição
Pessoas mencionadas
- Ciro Nogueira — chamou Renan de “candidato apenas para lacrar”
- Arthur Lira — disse que Renan não tem conhecimento suficiente de Alagoas
- Aécio Neves — deu entrevista na Band opinando sobre Renan; Renan cita a fala de Aécio de que o PSDB “foi o único partido que não se curvou nem ao bolsonarismo, nem ao lulopetismo”
