Renan Santos critica o eleitorado do Pará por liderar nas pesquisas de governo do estado um candidato envolvido em escândalo de desvio de emendas — apresentado como suposta alternativa à oligarquia dos Barbalhos.

O caso Daniel Santos

Renan relata que Daniel Santos, prefeito de Janindua (PA), lidera as pesquisas para o governo do Pará como oposição aos Barbalhos. Mas o jornalista André Schudders, do Metrópoles, expôs um escândalo:

  • Emendas da esposa do prefeito, deputada federal, foram enviadas ao município.
  • Foram executadas por uma empreiteira.
  • Essa e outras empreiteiras “giraram aquele dinheiro” e construíram uma casa de praia avaliada em R$ 4 milhões no Ceará para Daniel Santos.

Renan classifica o caso como “o clássico desvio de emenda” em cidade pobre do interior brasileiro: prefeitura inescrupulosa, gente disposta a enriquecer a qualquer custo e na crença de que nada vai acontecer.

O padrão “Pará é igual ao Maranhão”

Para Renan, o Pará repete o padrão de outros estados do Norte e Nordeste em que “não há opções”: o eleitor fica preso entre oligarquias políticas “que compram o voto da população e que contam com a ignorância de boa parte do povo”. A “migalha” pode vir como shows, cargos públicos ou dinheiro na mão.

A consequência: migração e favelização

Mesmo recebendo muito dinheiro de outros estados via repasses federais, a população do Pará migra para outros lugares. Essa migração, segundo Renan, não é necessariamente boa para os destinos — ele cita um senhor “dopado” que encontrou em Criciúma (SC), morador de uma invasão sobre trilhos de trem, que convive com o avanço do crime organizado.

“Os estados que pagam a conta se favelizam. Quem migra perde a dignidade, vive pior. E as únicas pessoas que se dão bem nessa história toda são essa classe política vagabunda.”

Proposta

Renan diz que sua reforma administrativa mudará esse quadro.


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