Quem é: Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), nomeado em 2002 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Renan Santos o descreve como “talvez o ministro mais inteligente, com a melhor formação” do tribunal, mas que se tornou o porta-voz de um STF “completamente louco e fora da realidade” com pretensões imperiais. É um dos ministros mais frequentemente mencionados por Renan, principalmente em conexão com o Escândalo Banco Master e a proteção judicial a Flávio Bolsonaro.

Nota: esta página reúne apenas afirmações feitas por Renan Santos em seus vídeos. As afirmações são reprodução das declarações dele e não são verificadas independentemente por este wiki.

Proteção a Flávio Bolsonaro via foro privilegiado (maio de 2026)

Em 17 de maio de 2026, ao traçar o perfil de Flávio Bolsonaro, Renan descreve como Dias Toffoli e Gilmar Mendes atuaram em conjunto para blindar Flávio: Toffoli anulou as provas do COAF e Gilmar criou foro privilegiado retroativo para manter o caso das rachadinhas em Brasília, travando o processo. Em retribuição, Flávio derrubou a CPI da Lava-Toga no Senado e nunca mais mencionou os nomes de Toffoli ou Gilmar — exceto para apoiar o irmão de Gilmar para prefeito em Mato Grosso.

“O cara que salvou Flávio Bolsonaro da cadeia foi Toffoli. Depois, Gilmar Mendes fez uma manobra que manteve o caso no foro privilegiado de Brasília — não do Rio de Janeiro — travando o processo.”

Ver 2026-05-17 - Quem é Flavio Bolsonaro.

Essa narrativa é reiterada em 29 de abril de 2026, quando Renan afirma que Gilmar Mendes “inventou manobra” para manter o processo de Flávio no foro privilegiado de Brasília, impedindo que o caso prosseguisse no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Flávio, por sua vez, admitiu não ter articulado contra a nomeação de Jorge Messias ao STF — o que Renan interpreta como confissão de fraqueza política: quem tem “rabo preso” com o STF não pode liderar o país.

Ver 2026-04-29 - FLÁVIO É FRACO.

Tentativa de blindar o STF do caso Banco Master (abril de 2026)

Em 27 de abril de 2026, Renan comenta uma entrevista de Gilmar Mendes à jornalista Renata Lopret. Gilmar afirma que o caso Banco Master “tem endereço na Faria Lima”, não na Praça dos Três Poderes. Renan interpreta a fala como uma tentativa de blindar o STF da investigação.

Renan argumenta que a influência do Banco Master na Faria Lima se deu justamente pelos contatos políticos do banco — PT da Bahia, governo Bolsonaro, STF, governo Lula — e que o STF era “a cereja do bolo”, garantindo impunidade. A fala de Gilmar, em sua leitura, “soa quase como uma ameaça” à imprensa para que não investigue o tribunal.

Renan diagnostica em Gilmar “sinais de uma fraqueza não só intelectual, mas emocional”, e o descreve como “o porta-voz do STF”.

“Este tipo de postura não apenas não combina com a Suprema Corte, esse tipo de postura tem que ser rechaçada. Ela é autoritária e ela é sintomática de um poder que vai precisar ser colocado de volta na sua caixa.”

Ver 2026-04-27 - Gilmar Mendes perdeu o controle.

Gilmarpalooza: Fórum Jurídico de Lisboa (junho de 2026)

Em 7 de junho de 2026, Renan denuncia o Fórum Jurídico de Lisboa, evento que apelida de “Gilmarpalooza”, como um esquema de uso de dinheiro público para financiar viagens de luxo de juízes e autoridades brasileiras a Portugal. Gilmar Mendes fez a abertura do evento ao lado de Alexandre de Moraes (discurso) e Hugo Mota (presidente da Câmara).

O Tribunal de Justiça do Piauí pagou diárias de R$ 30.000 para desembargadores participarem. Além do TJ-PI, o governo do Tocantins, a AGU e o TCU enviaram representantes pagos com dinheiro público.

Renan caracteriza o evento como o encontro anual da “elite jurídica que manda num país muito pobre” e que busca se refugiar fora do país para “curtir alguns dias com o nosso dinheiro um tipo de vida que eles não podem ter no Brasil.”

Ver 2026-06-07 - Já ouviu falar em Gilmarpalooza.

CBF e decadência do futebol brasileiro (julho de 2026)

Em 6 de julho de 2026, Renan critica a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como corrupta e “administrada pelo Gilmar Mendes”. Ele afirma que a convocação de Neymar para a Copa do Mundo foi por pressão de patrocinadores, não por mérito, e que a CBF “tá pouco se lixando pra própria história.”

Renan conecta a decadência do futebol ao mesmo sistema político-judicial que critica: a CBF, controlada pelo STF/Gilmar, produz jogadores “vendedores de bet” que se comportam como influencers narcisistas.

Ver 2026-07-06 - Brasil perdeu Eles não merecem teu choro. e 2026-07-06 - Vou ser cancelado com esse vídeo.

Relação com a família Bolsonaro (fevereiro a junho de 2026)

Renan expõe múltiplas facetas da relação entre Gilmar Mendes e a família Bolsonaro:

  • Print de Jair Bolsonaro pedindo para não atacarem Gilmar: em 17 de junho de 2026, ao responder a Eduardo Bolsonaro, Renan exibe um print em que Jair Bolsonaro pede ao filho que não critique o ministro.
  • Pedido de votos para o irmão de Gilmar: a família Bolsonaro pediu votos para o irmão de Gilmar Mendes em Mato Grosso.
  • “Cadela do STF”: em 24 de março de 2026, Renan afirma que Flávio tem medo de pedir impeachment de ministros do STF porque foi salvo da cadeia por liminar de Gilmar Mendes, e por isso sua família “até hoje faz campanha para Gilmar.”

Ver 2026-06-17 - Resposta ao Eduardo Bolsonaro e 2026-03-24 - Eu tô com muita inveja de El Salvador.

Em 12 de fevereiro de 2026, Renan relembra que Flávio e Gilmar Mendes destruíram a operação Lava-Jato para anular as provas contra Flávio no caso da rachadinha.

Ver 2026-02-12 - TOFFOLI DESTRÓI TRABALHO DO COAF.

Voto pela soltura de Daniel Vorcaro (março de 2026)

Em 12 e 13 de março de 2026, durante o julgamento no STF sobre a manutenção da prisão provisória de Daniel Vorcaro, Gilmar Mendes votou pela soltura. A turma se dividiu: Fux e André Mendonça votaram pela prisão; Gilmar, pela soltura; Cásio Nunes (o voto decisivo) estava em dúvida. Em caso de empate, o princípio in dubio pro reo beneficiaria Vorcaro, que poderia fugir para Dubai.

Renan alerta que, se solto, Vorcaro poderia reorganizar recursos, comprar autoridades novamente e procrastinar o caso. A delação de Vorcaro, segundo Renan, já estava pronta e “implode a República.”

Ver 2026-03-13 - Um homem pode salvar Dias Toffoli e Xandão hoje e 2026-03-12 - VÃO SOLTAR O DANIEL VORCARO AMANHÃ.

Ameaça a Alessandro Vieira (abril de 2026)

Em 17 de abril de 2026, Renan descreve como o senador Alessandro Vieira (Podemos, SE), após propor indiciamento de ministros do STF via CPI, sofreu retaliação coordenada: Gilmar Mendes respondeu com ameaça de cassação de mandato e inelegibilidade. Lula foi ao Sergipe desmontar seu palanque, e Flávio Bolsonaro o atacou publicamente.

“Toda vez que você enfrenta o sistema, PT, STF e bolsonarista trabalham juntos.”

Ver 2026-04-17 - Nota oficial sobre uma humilhação imposta pelo STF.

Decisão sobre educação sexual no Maranhão (junho de 2026)

Em 2 de junho de 2026, Renan denuncia ação no STF, relatada por Gilmar Mendes, movida por ONGs LGBT para proibir famílias maranhenses de retirar seus filhos de aulas de educação sexual com conteúdo ideológico. Zanin e Flávio Dino fizeram ressalvas preservando o conteúdo de gênero, o que Renan usa como confirmação de suas suspeitas sobre o ativismo judicial.

Ver 2026-06-02 - Atenção, Maranhão!.

Proteção a Lulinha em paralelo (março de 2026)

Em 10 de março de 2026, Renan aponta simetria no STF: Flávio Dino suspendeu investigações sobre Lulinha (filho de Lula), assim como Flávio Bolsonaro foi beneficiado por Toffoli e Gilmar Mendes. Para Renan, ambos os lados são protegidos pelo tribunal, num padrão de corrupção sistêmica.

Ver 2026-03-10 - BOULOS DIZ QUE LULA NÃO ESTÁ PROTEGENDO O LULINHA.

Fontes