Sim, banho de sangue.
Em trecho de entrevista publicado em 25 de agosto de 2026, perguntado se prometeu um “banho de sangue” contra integrantes de facções, Renan Santos confirma: “O primeiro dia de governo Renan Santos, eu vou iniciar um banho de sangue contra os membros das facções.” Questionado sobre o direito penal do inimigo — quem o Estado pode tratar como inimigo —, Renan explica que o processo de determinar “através da investigação que pessoas fazem parte de um determinado grupo criminoso” já existe no Brasil “há mais de século”: Polícia Federal, Ministério Público e polícias estaduais já identificam facções como o Comando Vermelho no Rio de Janeiro.
Renan afirma que “hoje quem controla a operação do Comando Vermelho na maior parte das favelas é um sujeito chamado Doca ou Urso”, e diz, “de maneira literal”: “eu quero fazer um banho de sangue com eles. Eu não vejo nada além de matar um sujeito como Doca como necessário”. Ele justifica que não fala isso para ganhar votos — “eu perco alguns votos, algumas pessoas se assustam” — mas porque “você não poderá salvar nem a alma, nem a mente de uma pessoa que já participa direta ou indiretamente de dezenas de mortes diárias”.
Renan descreve o Comando Vermelho como “muito pior do que qualquer coisa que passou na história do Brasil”: “diariamente, dezenas de pessoas morrem ao redor do Brasil em conflitos tocados pelo comando vermelho. São dezenas, majoritariamente meninos negros. Eles são as maiores vítimas. E aí essa fica: ‘Ai, vidas negras importam’. Não importam para eles.” Ao ser perguntado se teme que o discurso “extrapole as facções”, Renan responde: “Eu acho que tem que extrapolar do Doca até a base da pirâmide da facção dele.”
Renan descreve o funcionamento do Tribunal do Crime e a banalização da violência: “se você pega um Uber dentro de uma favela no Rio de Janeiro e o comando vermelho detecta, ele mata você e mata o motorista do Uber”; quem não morre “toma uma surra de paulada”. Ele afirma que as pessoas estão “implorando” por uma resposta dura — “sabe o que eu sou as pessoas que mais me pedem? Mulheres humildes, mulheres mais pobres. Elas estão, por favor, faça alguma coisa” — e que todos os lugares pobres que visitou pedem “uma resposta muito dura do governo”.
Nota de atribuição: vídeo em formato de entrevista, com perguntas do interlocutor precedidas de ”>>” — registradas aqui apenas as respostas de Renan.
Temas abordados
- Segurança Pública — “banho de sangue” contra facções; Comando Vermelho como ameaça histórica; vítimas meninos negros
- Doca — líder do Comando Vermelho na maioria das favelas; Renan defende matá-lo
Posições defendidas
- Estado de Defesa e Direito Penal do Inimigo — investigação prévia como base para tratar membros de facção como inimigos; punição da base da pirâmide
- Aumento de Penas e Crimes Imprescritíveis — contexto: punições e resposta dura do Estado
Pessoas mencionadas
- Doca (também chamado “Urso”) — controla a operação do Comando Vermelho na maior parte das favelas
