Metas da Missão
Em discurso de campanha, Renan Santos lista metas numéricas que afirma querer cumprir “até o final do [seu] governo” — um pacote que atravessa segurança, economia, mercado de trabalho, habitação e educação. Ele afirma querer “todas as regiões brasileiras desenvolvidas”.
Na segurança pública, Renan fixa a meta de reduzir para menos de 10.000 homicídios por ano — “hoje passa de 30 [mil]. Isso é uma revolução num país como o nosso”. Ele afirma que “um policial de São Paulo tá ávido para matar os líderes do PCC”, que “os policiais do Rio e o coronel Buznelo, não me deixa mentir, vão passar a rapa no comando vermelho”, e que com o “Delegado Hugo, no Ceará vamos fazer a mesma coisa”.
Na economia, Renan estabelece que “os juros não pode ultrapassar a casa dos 6%” e que “nós vamos ter superávit [primário]”: “o Brasil vai gastar menos do que arrecada e tudo que ele puder gastar mais será investimento”. Ele defende industrializar e “explorar todos os nossos recursos, nós mesmos, sem sabotagem” — “ninguém vai levar recurso nosso sem trazer de volta a tecnologia”.
No mercado de trabalho e habitação, Renan afirma que nenhum estado brasileiro, ao final do governo, terá “mais gente no Bolsa Família do que gente no trabalho formal”. Reafirma o objetivo de “transformar favela em bairro e favelado em cidadão”, varrer o crime organizado das favelas e levar “emprego e dignidade”. Fixa as metas de 6.000 favelas a menos no Brasil e 8 milhões de pessoas fora das favelas.
Na educação, Renan propõe a meta de 9 em cada 10 crianças alfabetizadas, apontando que hoje “não dá 10%” o número de brasileiros “completamente proficientes na própria língua”. Ele promete um “gigantesco mutirão” de alfabetização e a premiação dos melhores professores e diretores: “Professor que alfabetizou bem vai ganhar muito, vai ser tratado como herói nacional”.
Renan encerra sintetizando o que considera “o mínimo” para o Brasil: combater o crime organizado, cuidar bem da economia, fazer as pessoas trabalharem, terem moradia e as crianças lerem e escreverem — “isso é o mínimo para que a gente almeje o passo seguinte, que aí sim tornar o Brasil uma das maiores nações do mundo”.
Temas abordados
- Segurança Pública — meta de menos de 10 mil homicídios/ano; ofensiva contra PCC, Comando Vermelho e crime no Ceará
- Empobrecimento e Mercado de Trabalho — meta de mais gente no trabalho formal do que no Bolsa Família
- Ambição Nacional e Soberania Tecnológica — industrialização e exploração dos próprios recursos “sem trazer de volta a tecnologia”
Posições defendidas
- Reforma Fiscal — juros máximos de 6% e superávit primário
- Desfavelização do Brasil — metas de 6 mil favelas a menos e 8 milhões de pessoas fora das favelas
- Propostas para Educação — meta de 9 em cada 10 crianças alfabetizadas e premiação dos melhores professores
Pessoas mencionadas
- Coronel Buznelo — citado como referência da ofensiva policial no Rio contra o Comando Vermelho
- Delegado Hugo — citado como referência do mesmo enfrentamento no Ceará
- Renan Santos — candidato que apresenta as metas de seu futuro governo
