O desabafo era falso — Renan pede desculpas (julho de 2026)

Em 1º de julho de 2026, Renan se retrata publicamente após descobrir que o vídeo de “Lincoln da Voz” — o desabafo viral de um trabalhador que “trampa, trampa e não sai do lugar” — era uma encenação. O conteúdo havia sido copiado de um criador mineiro chamado Miranha Mineiro, e Lincoln já era um influenciador estabelecido com ganhos em dólar em múltiplas plataformas.

Renan admite ter sido enganado e pede desculpas a quem divulgou baseado em sua recomendação. Ele usa o episódio para alertar sobre pessoas que capitalizam a indignação genuína da população, mas reafirma que o problema real existe: o trabalhador brasileiro de fato enfrenta dificuldades insuperáveis, como Renan documenta em suas viagens pelo país (vítimas de enchentes no RS abandonadas pelo Estado, agricultores pagando impostos absurdos).

“O Brasil é uma sucessão de frustrações. Quando você começa a sentir esperança de que um discurso verdadeiro começa a queimar o coração da sociedade, você descobre que é apenas mais um do mesmo.”

Ver 2026-07-01 - Meu pedido de desculpas.

O trabalhador honesto: “ninguém é mais honesto que um cara pobre e trabalhador” (junho de 2026)

Em 29 de junho de 2026, Renan faz uma defesa moral do trabalhador pobre e honesto. Ele argumenta que o pobre trabalhador tem, na porta de casa, a opção de se tornar bandido — vê o colega que entrou para o crime comprando moto, conquistando a garota que ele gostava — e ainda assim escolhe permanecer honesto, “ralando” como entregador. Segundo Renan, “esse cara é o mais honesto dos caras.”

Ele faz paralelo com a mulher honesta que, num país onde “a mulher é mais valorizada quando está mostrando por aí”, sente-se ridícula sendo uma pessoa decente. A declaração serve de base para sua afirmação de que será presidente do “Brasil que trabalha” — não dos vagabundos e criminosos, que define como seus inimigos.

Ver 2026-06-29 - Eu não vou ser o presidente de todos.

O desabafo do trabalhador que “não sai do lugar” (junho de 2026)

Em 26 de junho de 2026, Renan comenta um vídeo viral de um trabalhador brasileiro que desabafa: “trampa, trampa e não sai do lugar.” O homem relata que trabalha duro, não tem vergonha de serviço, mas não consegue progredir — o dinheiro “vai embora rápido,” carne virou luxo e ele não tem esperança de que o amanhã seja melhor.

Renan usa o depoimento como diagnóstico do empobrecimento real da população trabalhadora sob o sistema atual. Ele aponta que o dinheiro roubado dessas pessoas — via juros, impostos e custo Brasil — é mandado para Brasília, onde financia supersalários de juízes (R$ 100 a R$ 400 mil por mês), festas de empresários como Vorcaro e assistencialismo eleitoreiro. Para Renan, o desabafo representa o “primeiro sinal de uma revolta” que está surgindo “de baixo para cima.”

“Isso aqui é um país que as pessoas podem desistir dele ou podem tocar uma revolução. Nós não podemos desistir do Brasil porque o Brasil é um país de pessoas como ele.”

Ver 2026-06-26 - O desabafo desse cara é do Brasil que vale a pena.


Dólar, juros, bolsa e inflação: “todos os números apontam para o colapso” (junho de 2026)

Em 9 de junho de 2026, Renan apresenta uma série de indicadores macroeconômicos para demonstrar que o Brasil está quebrando sob o governo Lula:

  • Dólar disparou nos últimos dias.
  • Juros futuros (curva de juros) em alta — o que Renan interpreta como “expectativa de calote” do Brasil.
  • Bolsa de Valores caindo por oito semanas consecutivas — a primeira vez que isso acontece desde a criação do Plano Real, há mais de 30 anos.
  • Empresas em recuperação judicial batendo recorde.
  • Inflação voltou a aumentar (preço da comida, bens e serviços), motivando novo aumento dos juros.
  • O dinheiro do cidadão fica mais caro ao mesmo tempo em que tudo fica mais caro.

Renan compara o cenário com a crise de Dilma Rousseff no final do mandato dela: medidas populistas de curto prazo (botijão de gás, energia elétrica gratuita, Bolsa Família, BPC) que, na prática, não compensam a perda de poder de compra.

“A pessoa acha que ficou um pouquinho mais rica porque tem um botijão de gás, mas a comida que ela vai cozinhar ali ficou mais cara.”

Renan também relata que bares, restaurantes, comércio, barbeiros e manicures já estão fechando um dia por semana por conta do impacto esperado do fim da escala 6x1, mesmo antes da implementação formal — e que Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira votaram a favor da medida, além de Flávio ser favorável ao vale-gás de Lula.

“Eles topam quebrar o Brasil junto com o PT se isso der mais chances eleitorais para eles.”

Ver 2026-06-09 - Eu achei os números da economia do Lula.


Leilão de energia e o custo para a classe média (junho de 2026)

Em 6 de junho de 2026, Renan denuncia que o leilão de usinas termoelétricas promovido pelo governo Lula, avaliado em R$ 1 trilhão, vai aumentar a conta de luz em 10% — e que a classe média trabalhadora é quem vai pagar a conta.

Segundo Renan, o padrão do governo Lula se repete: o leilão foi manipulado para beneficiar empresários aliados (como Joesley Batista), enquanto o custo é repassado para quem trabalha e produz. Ele conecta o caso ao programa Luz para Todos — a energia “gratuita” que Lula promete aos mais pobres, na prática, é paga por quem tem conta de luz em dia.

Renan também menciona que, pela mesma lógica, o fim da escala 6x1 vai aumentar o preço de produtos e serviços para todos.

Ver 2026-06-06 - Parabéns! Sua luz vai ficar mais cara!.


Indústria do diploma do FIES: geração endividada (junho de 2026)

Em 4 de junho de 2026, Renan critica o que chama de “indústria do diploma do PT” — o FIES como programa que gerou endividamento em massa e formou uma geração com diplomas de baixa qualidade. Segundo ele, 65% dos alunos do FIES estão inadimplentes, com uma dívida total estimada em R$ 100 bilhões.

O argumento central: o governo Lula usou o acesso facilitado ao ensino superior como instrumento político, prometendo status social, mas entregando diplomas que não se convertem em empregos de qualidade. Renan cita o curso de Direito — formados ganham em média R$ 3.000/mês — e afirma que muitos formados em biomedicina, sociologia e áreas afins tornam-se vendedores, motoristas de aplicativo ou desempregados.

“Sessenta e cinco por cento dos alunos do FIES estão inadimplentes. O ensino superior privado brasileiro se tornou uma fábrica de diplomas que ilude o brasileiro jovem a achar que ele vai chegar em algum lugar.”

Como solução, propõe isenção de IPTU nos primeiros cinco anos para compra de casa própria, redução de impostos na folha salarial e um modelo trabalhista mais flexível.

Ver 2026-06-04 - Sua geração foi condenada.


Escala 6x1 como instrumento de dependência política (junho de 2026)

Em 1º de junho de 2026, Renan apresenta o que chama de “o verdadeiro plano do Lula” por trás da proposta de fim da escala 6x1: criar dependência do Estado para converter trabalhadores em eleitores cativos do PT.

O raciocínio econômico: a diferença salarial que Lula cita em discurso (de R$ 1.900 para R$ 2.500) é menor do que a carga tributária que o governo impõe sobre cada contratação. Portanto, o próprio governo é o principal obstáculo ao aumento de salários — e Lula “não se preocupa com isso.”

O argumento político: Renan apresenta dois mapas superpostos — dependência do Bolsa Família por estado e mapa eleitoral — e afirma que a correlação é direta. Estados com mais assistencialismo votam PT; municípios do Sul com mais emprego formal e menos dependência de benefícios não votam PT. Logo, Lula tem incentivo eleitoral para manter e ampliar a dependência.

“Toda vez que o Lula trabalha para destruir as empresas brasileiras e dificultar a contratação de brasileiros, ele trabalha pela própria reeleição.”

O pacote (escala 6x1 + vale-gás + energia gratuita) é descrito como sistema coerente para “tirar sua possibilidade de ganhar dinheiro e ser autônomo.” Renan compara o modelo ao da Venezuela e menciona ter visitado o Maranhão, onde afirma ter visto as consequências desse ciclo.

Ver 2026-06-01 - O verdadeiro plano do Lula.


Paralelamente à crítica à carga tributária, Renan Santos tem apresentado um diagnóstico estrutural de empobrecimento da população brasileira durante o governo Lula, construído em torno da tese de que o “pleno emprego” divulgado pelas estatísticas oficiais esconde uma deterioração da qualidade do trabalho.

Abrir e fechar empresas tem que ser fácil: o estigma do fracasso (fevereiro de 2026)

Em 25 de fevereiro de 2026, Renan defende que o Brasil trata o empreendedor fracassado como um “grande fracassado” que “morre com isso na testa”, enquanto nos EUA o empresário que tentou cinco vezes e na quinta ficou bilionário é visto como um “processo de tentativas”, não como problema.

“Abrir e fechar empresas e contratar e demitir pessoas fazem parte do jogo, porque nem todas as empresas dão certo.”

Renan aponta o modelo asiático (Singapura, Japão, China e Coreia do Sul) como referência: uma geração que colocou o trabalho acima de qualquer coisa, apoiada por lideranças políticas comprometidas com o desenvolvimento nacional — independentemente do espectro ideológico. O resultado foi ascensão social, industrialização e crescimento. O Brasil, por sua vez, “se burocratizou demais antes de ter conseguido fazer isso” e nunca completou o processo.

Ver 2026-02-25 - ABRIR E FECHAR EMPRESAS TEM QUE SER FÁCIL.

Carta aberta ao pequeno empresário: direita traiu sua base (maio de 2026)

Em 29 de maio de 2026, após a aprovação da escala 6x1 pelo Congresso, Renan dirige uma mensagem ao pequeno empresário brasileiro — manicures, donos de bar, restaurantes, pequenos escritórios, metalúrgicos, marceneiros, mecânicos, floriculturas. Lista os obstáculos que esse público já enfrentava: folha de pagamento pesada, sem acesso a crédito barato, leis trabalhistas adversas, impostos crescentes, reforma trabalhista que não o beneficiou e fiscalização abusiva. Com a aprovação da medida, o quadro piora: perda de força de trabalho, margens menores e necessidade de crédito.

O ponto central é a denúncia de que os políticos em quem esse eleitorado tipicamente votava — PL, PP, União Brasil, PSD e Nikolas Ferreira — votaram junto com Lula, o PT e Érika Hilton a favor da medida. Nikolas justificou o voto com a frase “Eu sei jogar o jogo também” — o que Renan usa como símbolo de oportunismo: admite votar em medida populista e irresponsável para não perder votos, enquanto transfere o custo para trabalhadores e empresários.

Renan posiciona o Partido Missão como o único que fechou questão contra a medida, e apresenta os pequenos empresários como “a classe média que carrega o Brasil nas costas, trabalhando num país que luta para que vocês não existam.”

“A maioria nem sempre acerta. A voz do povo não é a voz de Deus. A voz de Deus é a voz dos corajosos.”

Ver 2026-05-29 - Carta aberta ao pequeno empresário brasileiro.

Escala 6x1: PL vota a favor por cálculo eleitoral — impactos econômicos (maio de 2026)

Em 26 de maio de 2026, com a PEC na pauta do Congresso Nacional, Renan reporta que Valdemar Costa Neto declarou que o PL votará a favor da escala 6x1 exclusivamente por cálculo eleitoral: “Se nós não aprovarmos o seis por um, o Lula ganha eleição.” Renan critica a postura: o PL abre mão de uma posição economicamente consistente para não “perder votos”, em detrimento dos empregos formais reais.

Os impactos econômicos que Renan apresenta:

  • PIB: perda esperada de R$77 bilhões por ano
  • Empregos formais: 2,7 milhões de vagas em risco
  • Inflação: elevação estimada em ~5,7%
  • Folha de pagamento: alta de 7% para empregadores; quase 13% para pequenas empresas
  • Obras públicas: custo estimado 86% mais alto em alguns cenários

Renan compara com o caso das blusinhas importadas: o governo prometeu que a taxação não encareceria o produto ao consumidor final, mas encareceu. A escala 6x1 seguiria o mesmo padrão — a esmola é alta demais para ser verdadeira.

“O mais provável: informalidade, desemprego e quebradeira na área da indústria.”

Ver 2026-05-26 - Lula está prestes a aprovar seu maior projeto - e direita vai ajudar e Valdemar Costa Neto.

Escala 6x1: PEC como teatro eleitoral e 122 faltas de Érika Hilton (abril de 2026)

Em 24 de abril de 2026, Renan usa a exposição feita por Kim Kataguiri na Câmara para analisar a PEC da escala 6x1:

O dado: Érika Hilton — principal propagandista da PEC — não compareceu à votação na CCJ que deliberou sobre a admissibilidade do projeto. Kataguiri revelou que Hilton acumulou 122 faltas em comissões e no plenário, tendo faltado mais do que trabalhado.

Por que é PEC e não PL? Renan explica: uma simples redução de jornada poderia ser aprovada por projeto de lei ordinário. Uma PEC requer mais trâmites (CCJ, plenário, Senado, volta à Câmara) — ou seja, mais palanque e menos probabilidade de aprovação real. O projeto serve como instrumento de marketing eleitoral para Lula, não como legislação séria.

O efeito econômico: Renan mantém sua posição: a escala 6x1 não é escolha entre jornada atual e jornada menor com o mesmo salário. É escolha entre escala atual com seus defeitos ou desemprego e informalidade — o custo do encurtamento tornaria contratações inviáveis.

Ver Érika Hilton, Kim Kataguiri e 2026-04-24 - Erika Hilton e escala 6x1.

Brasil ultrapassado por Botswana: o legado de Lula e Dilma (abril de 2026)

Em 26 de abril de 2026, Renan usa um gráfico de renda per capita para mostrar que o Brasil foi ultrapassado até por Botswana — nação africana que era “paérrima” — como evidência do retrocesso econômico das últimas duas décadas.

A tese: Lula e Dilma administraram o Brasil pelos últimos 20 anos e desperdiçaram as oportunidades do boom das commodities dos anos 2000. O que deveria ter sido feito — reformas de competitividade, facilitação de negócios, corte de gastos supérfluos — foi substituído por compra de votos (Bolsa Família descontrolado) e escândalos de corrupção (Mensalão, Petrolão).

“Vocês acabaram com qualquer chance da gente ser hoje uma das cinco maiores nações do mundo.”

Ver 2026-04-26 - Lula é um picareta!.

Programa Desenrola: compra de votos institucionalizada (maio de 2026)

Em 6 de maio de 2026, Renan critica o programa Desenrola 1.0 e 2.0 do governo Lula como “estelionato eleitoral” e “compra de votos institucionalizada”. O ponto de partida é uma declaração de Lula de que seria “muito bom que o povo tenha capacidade de se endividar.”

Funcionamento do Desenrola e seu efeito perverso:

  • O programa facilita o pagamento de dívidas, cortando juros e usando 20% do FGTS do devedor.
  • Resultado: ao perceber que o governo paga a conta, as pessoas voltam a contrair dívidas esperando novo Desenrola.
  • Desde o fim do Desenrola 1.0, o Brasil ganhou 9 milhões de novos devedores. Em 2026, 78% das famílias estão endividadas — pico histórico.

Quem ganha com o modelo: os bancos (ficam com parte do FGTS), o devedor (para de pagar e ainda saca FGTS) e o Lula (conta com esses votos). Quem perde: o bom pagador, que paga impostos para financiar o benefício sem ter acesso a ele.

Propostas de Renan para substituir:

  • Educação financeira nas escolas.
  • Corte de gastos para reduzir juros.
  • Fim do oligopólio bancário — concorrência com juros mais baixos.
  • Modelo claro de execução de dívidas com garantia.
  • Proibição de políticas de compra de votos em período eleitoral.

Ver 2026-05-06 - Lula acha que é bom você se endividar.

A geração que fracassou (maio de 2026)

Em 7 de maio de 2026, Renan (42 anos) descreve sua geração — os 30 a 45 anos — como “marcada pelo fracasso” econômico: pessoas com diploma fazendo Uber, impossibilidade de comprar imóvel, normalização da divisão política e da violência. Atribui ao Lula não ter feito as reformas necessárias para tornar o país economicamente sério enquanto comprava votos com transferências.

Ver 2026-05-07 - A minha geração fracassou!.

A estatística do “livro amarelo”

No vídeo de 5 de abril de 2026, Renan apresenta uma tabela atribuída à sua equipe mostrando a variação de vagas por faixa salarial. A leitura que faz é direta:

  • As faixas de salários mais altos perderam postos de trabalho.
  • Apenas as faixas de subempregos e salários baixos cresceram.

Conclusão: o brasileiro está ocupado, mas trabalha por menos. E como o custo de vida subiu, o resultado líquido é empobrecimento real, ainda que as manchetes falem em recorde de emprego.

”Estelionato eleitoral”

Renan conecta esse diagnóstico ao que chama de “estelionato eleitoral” do governo Lula: o presidente anuncia benefícios visíveis (Vale-Gás, energia elétrica) para compensar a perda de renda, enquanto aumenta “no quietinho” impostos embutidos nos produtos que a mesma população consome. A mesma lógica aparece em Carga Tributária.

Agenda proposta

A agenda econômica resumida no vídeo:

  • Corte de gastos de União, estados e municípios.
  • Diminuição da máquina pública e da burocracia.
  • Queda da taxa de juros.
  • Investimento em infraestrutura e energia.
  • Redução do “custo Brasil”.
  • Pressão sobre estados e municípios deficitários.
  • Políticas regionais de desenvolvimento focadas em geração de emprego.
  • Segurança pública e segurança jurídica como pré-condição para atrair investimento.

Affordability e o “dar com uma mão, tirar com outra”

No vídeo 2026-03-29 - LULA ESTÁ EM PÂNICO, Renan retoma o mesmo diagnóstico com ênfase no termo em inglês affordability (“capacidade de comprar coisas, de se autossustentar”). Ataca diretamente a taxa de desemprego oficial de 5,3%: a metodologia considera apenas quem “procura de fato emprego” — e no Brasil, segundo ele, boa parte das cidades “não tem atividade econômica”, então as pessoas vivem de auxílios, aposentadoria e BPC sem chegar a procurar emprego.

Apresenta a Selic em torno de 15% e juros reais superiores a 20% como “muito acima da média mundial” — política de juros conduzida por Roberto Campos Neto à frente do Banco Central. Usa cenas típicas — entregador, motorista de Uber, dono de restaurante e de loja de material de construção — para ilustrar o descompasso entre trabalho e renda. Formula o programa Pé-de-Meia / Vale-Gás / energia elétrica como mecanismo em que Lula “dá com uma mão e tira com outra através de impostos, juros e custo de vida”.

Especula que Lula pode desistir da candidatura, abrindo espaço para Fernando Haddad — “que talvez tenha até mais chance que o Lula”. Apresenta-se como “remédio amargo” disposto a reformar privilégios.

Convergência com Luciano Huck (maio de 2026)

Em 25 de maio de 2026, Renan elogiou falas do apresentador Luciano Huck sobre o Bolsa Família — que teria dito que o benefício não pode se tornar a base econômica de municípios inteiros. Renan concordou e ampliou:

“A diferença entre o remédio e o veneno é a dose. O Bolsa Família, que poderia ser utilizado pontualmente como ferramenta para impedir que pessoas passem fome, ele se tornou a base de muitos municípios do Brasil.”

Dados: só no Nordeste, mais de 40% dos domicílios estão no Bolsa Família. Em resposta, Renan enumerou 5 propostas: reforma fiscal para reduzir o custo do dinheiro, reformas de competitividade, leis trabalhistas mais flexíveis, expansão de infraestrutura de água nas cidades pequenas, e frentes de trabalho nos municípios com alta dependência do benefício.

Ver 2026-05-25 - Resposta ao Luciano Huck.

Bolsa Família: o custo invisível

Renan posiciona o crescimento do Bolsa Família como a face oculta do empobrecimento de quem trabalha. 22 anos depois de criado, o benefício atinge quase 1/3 da população brasileira. Somado ao BPC e outras transferências, cria um cálculo perverso: vale mais “um misto de assistencialismo mais um bico” do que trabalhar formalmente — pois o trabalhador formal arca com impostos crescentes sem retorno equivalente em serviços.

Renan critica que Flávio Bolsonaro se orgulhe do pai ter aumentado o Bolsa Família para R$ 600: “Isso não combina com as pessoas que votaram na família Bolsonaro.”

Ver 2026-03-17 - O QUE EU VOU FAZER COM O BOLSA FAMÍLIA.

MEI como caso-teste

Em março de 2026, a votação no Congresso sobre a correção do limite do MEI (atualização pela inflação do teto de R$ 81.000/ano) virou termômetro do debate. Haddad bloqueou, invocando “responsabilidade fiscal”. Dados apresentados por Renan:

  • 4 milhões de brasileiros saíram da informalidade em 2024 e se tornaram MEIs; total: 25 milhões de MEIs.
  • 570 mil foram desenquadrados por ultrapassar o limite e perderam o regime simplificado.
  • A isenção do MEI representa apenas 1,61% das isenções fiscais totais — o restante vai para grandes empresas e Zona Franca.

“O PT, que diz ser o Partido dos Trabalhadores, é inimigo de quem trabalha.”

Ver 2026-03-17 - NOTICIA IMPORTANTE SOBRE O MEI!.

Diagnóstico do governo Lula

Em interação de rua (março de 2026), Renan resume sua avaliação do terceiro governo Lula como um “não governo”: sem plano de governo real, sem ministro da Fazenda anunciado antes da eleição, apoio dos grandes bancos sem contrapartida programática. A estratégia atual de Lula — pé de meia, vale-gás, energia elétrica subsidiada — é descrita como “dar com uma mão e tirar com outra através de impostos”.

Aposta que jovens que querem emprego e renda real não se contentarão com mais uma rodada de Bolsa Família. Ver 2026-03-14 - Qual minha avaliação do terceiro mandato do Lula.

Escala 6x1: a armadilha da produtividade (fevereiro de 2026)

Em entrevista de 24 de fevereiro de 2026, Renan explica por que a proposta do governo Lula de alterar a escala 6x1 não resolve — e agrava — o problema do emprego. O argumento é uma cadeia causal:

  1. O governo gasta além do que arrecada → precisa de juros altos para manter credibilidade fiscal.
  2. Juros altos → dinheiro caro → produção cara → menos investimento em tecnologia.
  3. Máquinas velhas, baixa capacidade de inovar → produtividade estagnada.
  4. Com baixa produtividade, dificultar contratação e demissão faz a empresa contratar menos, não mais.

Exemplo concreto: nos EUA, uma construção de padrão similar é feita em 1 ano com 50 pessoas; no Brasil, em 3 anos com 150 pessoas. Isso reflete todas as áreas da economia.

“A gente parece que fica se sabotando permanentemente. Não é normal uma coisa dessa.”

Ver 2026-02-24 - TEM COMO ACABAR A ESCALA 6x1 NO BRASIL.

Assistencialismo 500% maior, PIB 300% (fevereiro de 2026)

Em 23 de fevereiro de 2026, Renan apresenta dados que comparam o crescimento do assistencialismo brasileiro com o crescimento econômico de países pares, desde a criação do Bolsa Família em 2004:

PaísCrescimento do PIB (2004–2026)
China856% (quase 9 vezes)
Índia450%
Bangladesh / Indonésia~450%
Brasil< 300%

Ao mesmo tempo, os gastos com assistencialismo no Brasil cresceram 500% (6 vezes) no mesmo período — descontada a inflação.

O diagnóstico: as taxas de desemprego não aumentam porque as pessoas abandonaram a busca por emprego formal. Vivem de trabalho informal combinado com assistência estatal — o que as estatísticas de “pleno emprego” escondem.

Renan cita a crítica do próprio Xi Jinping ao modelo latino-americano: a China explicitamente rejeitou o caminho de dar programas assistenciais enquanto deveria aumentar a oferta de empregos.

Ver 2026-02-23 - VIRAMOS O PAÍS DO ASSISTENCIALISMO.

O trabalhador chamado de “playboy” (fevereiro de 2026)

Em 6 de fevereiro de 2026, Renan comenta propaganda oficial do governo Lula — depois removida — que afirmava que quem ganha mais de R$ 5 mil por mês não tem opinião que importe. Os atingidos: motoristas de Uber, caminhoneiros, donos de pequenas lojas. Para Renan, a lógica é clara: o trabalhador autônomo não depende de programas sociais, logo não é eleitor útil para o PT.

“O PT, o partido dos trabalhadores, é inimigo de quem trabalha.”

Ver 2026-02-06 - GOVERNO LULA CHAMA TRABALHADOR DE PLAYBOY.

Fontes