A Globo resolveu me atacar!

Neste vídeo curto, Renan Santos responde a uma matéria da Globo que, segundo ele, distorceu deliberadamente um tweet seu sobre o combate ao crime organizado.

Resumo

A Globo publicou uma matéria com o título “Americano nenhum vai matar nossos bandidos”, extraindo apenas a primeira frase de um tweet de Renan sem o restante do texto. O tweet completo dizia: “Americano nenhum vai matar nossos bandidos. Quem vai matar seremos nós? Honra e glória aos nossos policiais.” Renan afirma que a Globo fez isso para enquadrá-lo junto ao Lula e à “turma que defende bandido”, num movimento que descreve como contraditório: a mesma imprensa que o chama de “radical que quer matar muito vagabundo” agora o acusa de defender traficantes.

Sobre a declaração dos EUA de que o PCC e o Comando Vermelho são organizações terroristas, Renan afirma achar “importante essa repercussão” porque “a gente tava naturalizando o crime organizado como parte da nossa vida.” Mas, do ponto de vista prático, sustenta que é o Brasil quem tem que resolver o problema — não os Estados Unidos. Argumenta que os EUA não fazem a lei de execuções penais brasileira, não comandam as polícias estaduais e não decidem sobre a ADPF no STF que impede a polícia de subir o morro. A responsabilidade cabe ao presidente da República junto aos governadores.

Renan cita o especialista Lincoln Kia para detalhar uma complicação prática da classificação: enquanto antes o Brasil lidava com o FBI (com quem existe cooperação estabelecida), agora terá que lidar com a CIA, sem acordo de cooperação com a Polícia Federal — o que torna o processo mais lento e burocrático.

Em seguida, critica Flávio Bolsonaro, cujas viagens aos EUA para tratar do tema descreve como “propaganda barata” para “se livrar do problema do Vorcaro.” Afirma que durante o governo Jair Bolsonaro, com o PL de Cláudio Castro governando o Rio de Janeiro, o Comando Vermelho duplicou de tamanho no estado. Acrescenta que o pré-candidato de Flávio no Rio era o “Bacelar”, fotografado junto ao Comando Vermelho e a “TH Joias”. Conclui que a postura de Flávio no tema é “só marketing e papo furado.”

O vídeo termina com Renan reafirmando sua proposta central: que será o policial brasileiro — e não nenhum agente americano — a destruir o PCC e o Comando Vermelho. Cita Bukele como modelo de líder que “resolveu como um líder tem que resolver, na bala, matando e prendendo bandido”, sem pedir ajuda ao exterior. Encerra com a promessa de não tirar “das polícias o orgulho de dar o tiro fatal em todos esses vagabundos dessas facções.” O vídeo também menciona pesquisa Atlas em que Renan já teria empatado com Flávio Bolsonaro em Natal, capital nordestina.

Temas

Pessoas mencionadas

  • Flávio Bolsonaro — criticado por viajar aos EUA como “propaganda barata” para fugir do escândalo Vorcaro; seu pré-candidato no RJ (Bacelar) teria foto com o Comando Vermelho; durante o governo Cláudio Castro (PL/RJ), o CV teria duplicado no estado
  • Nayib Bukele — citado como modelo de liderança que enfrentou o crime sem depender dos EUA
  • Lincoln Kia — especialista em enfrentamento ao PCC, citado para explicar as implicações práticas da classificação terrorista (FBI → CIA, sem acordo com a PF)

Posições defendidas

Fontes