Gastrodiplomacia e Promoção Internacional da Culinária Brasileira
Renan Santos propõe a adoção da gastrodiplomacia como política de estado para promover a culinária brasileira no exterior como instrumento de soft power, desenvolvimento econômico e construção de marca-país.
A proposta (junho de 2026)
Em 6 de junho de 2026, Renan apresenta a proposta em seu canal. Ele cita os exemplos do Japão e da Itália — países que, apesar de terem feito parte do Eixo na Segunda Guerra Mundial, têm imagem positiva no mundo justamente por sua culinária — e de países como Tailândia e Peru, que praticam ativamente a gastrodiplomacia enviando chefs e subsidiando restaurantes no exterior.
A proposta inclui cinco medidas concretas:
- Política de denominação de origem para produtos brasileiros, seguindo o modelo europeu
- Fomento a produtos artesanais exportáveis nos setores de queijo, vinho e café
- Agregação de valor em toda a cadeia produtiva, em vez de exportar commodities baratas
- Rede de restaurantes brasileiros no exterior promovendo comida do Pará, mineira e baiana
- Churrasco diplomático presidencial — como presidente, Renan promete fazer pessoalmente churrasco servido com cajuzinho, maniçoba e muqueca em visitas internacionais
“A diplomacia vai ter churrasco, vai ter maniçoba e vai ter muqueca.”
Diagnóstico
Renan argumenta que o Brasil falha em se promover gastronomicamente: exporta grão de café e compra café pronto, é o maior exportador de carne mas o mundo só fala de carne japonesa e argentina, e mal é representado por algumas churrascarias nos EUA. Para ele, o problema não é o desconhecimento mundial, mas a falta de promoção pelo próprio Brasil.
Fontes
- 2026-06-06 - Você já ouviu falar em gastrodiplomacia — proposta completa de gastrodiplomacia e denominação de origem
