Isso é muito grave e muito pesado!

Em 5 de setembro de 2026, Renan Santos responde às perguntas frequentes de jornalistas sobre feminicídio com uma distinção conceitual: “todo feminicídio é uma violência contra a mulher, mas nem toda violência contra a mulher termina em feminicídio”. Ele diz que é muito mais questionado sobre feminicídio do que sobre violência contra a mulher como um todo, e aponta como “grande problema” o fato de a maior parte das violências contra a mulher não ser reportada — incluindo agressões em ambiente doméstico, na rua, em festas e tentativas de “forçação de barra sexual”.

Renan afirma que o Brasil tem cerca de 250 mil casos reportados por ano e que esse número “vai praticamente duplicar se as mulheres tiverem coragem de reportar a maior parte dos casos”. Ele se refere especialmente à violência contra a mulher nos bairros mais pobres e nas favelas, onde, em sua experiência de campanha ao percorrer “praticamente todos os lugares mais pobres do Brasil”, ouvia dois relatos recorrentes: mães sobre filhos que entravam no crime e moças sobre abusos e tentativas de abuso que não tinham coragem de contar à polícia.

Para Renan, as razões da subnotificação são a certeza de que “nada ia acontecer” e o medo da retaliação. Ele dá o exemplo do Rio de Janeiro: numa festa (“baile”), um homem tenta agarrar uma menina — muitas vezes menor de idade — e, diante da recusa, age com agressividade; a vítima nunca reporta porque sabe que, se virar investigação, “ela tá morta, a mãe dela tá com problema, o pai dela vai passar por algum tipo de susto”. Ele resume que as moças não contam e que isso é comum numa espécie de “mundo cão” que existe no Brasil.

A solução que ele apresenta está dentro de sua política de enfrentamento ao crime organizado e de desfavelização: o “Nuremberg das favelas” — analogia aos julgamentos de Nuremberg contra as lideranças nazistas após a Segunda Guerra. A ideia é que, “tão logo a gente destrua o crime organizado”, as vítimas possam contar o que sofreram e os criminosos sejam “devidamente punidos com penas que extrapolam milhares de anos”, somando os muitos assassinatos e crimes sexuais de que foram corresponsáveis. Para Renan, isso permitiria que as moças “abram o coração e, em grande medida, se vinguem de todo esse mal que foi feito”. Ele encerra pedindo que o vídeo seja enviado a uma amiga que considere o tema importante: “a gente precisa despertar as pessoas para esse tema”.

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