“Condenado a 120 anos abusa de adolescente em saidinha”, entendem minha agressividade agora
Em 29 de agosto de 2026, Renan Santos comenta o caso de uma menina de 16 anos violentada sexualmente por um homem que cumpria pena de 120 anos e havia saído da cadeia em saidinha. Ele abre questionando o que os “jornalistas que só falam em feminicídio” dirão sobre o caso, e critica a “nossa justiça” por considerar correto defender que “aumentar a pena é errado” — enquanto concede saidinha a um condenado a 120 anos. Para Renan, o criminoso “não tem nada a perder” e a vítima fica com “a vida destruída”, mas “ninguém vai ligar muito para essa história, porque hoje jornalistas no Brasil só falam em feminicídio”.
Renan apresenta estatísticas para relativizar o foco da imprensa no feminicídio: 4 a cada 100 pessoas que morrem por dia no Brasil são vítimas de feminicídio (4%), enquanto outras 6 mulheres morrem por assassinatos comuns (latrocínio, estupro seguido de morte) e outras 12 crianças e adolescentes são mortos no mesmo dia — mas a imprensa “só fala desses 4%”, ignorando que mais de 70% das vítimas são homens mortos em latrocínio e homicídio. Ele pergunta por que não se fala do aumento de penas e acusa o debate do feminicídio de ser usado para classificar como “machista” quem prioriza o combate ao crime.
Renan afirma que quer o estuprador “morto”: “Esse cara que já tinha sido condenado por 120 anos, ele tinha que tá morto.” Ele classifica o foco exclusivo no feminicídio como uma “farsa” para mascarar que os brasileiros estão preocupados com segurança: “como segurança elege a direita e como a esquerda não liga pras pessoas que são vítimas do crime, a esquerda cria um hoax, cria um barulho” — as mulheres votam na esquerda, “a esquerda ganha eleição e as mulheres continuam morrendo por vários outros crimes”.
Ele encerra dizendo que quer “destruir tudo aquilo que envolve essa cultura que permite que um cara desse seja solto” e responsabiliza o juiz que soltou o criminoso, o promotor, o legislador, os políticos e os jornalistas: “todos vocês têm a mão suja de sangue. Vocês são responsáveis por essa merda que virou nosso país.”
Temas abordados
- Segurança Pública — críticas à saidinha e à impunidade; dados de homicídios
- Pautas Identitárias e de Gênero — crítica ao foco da imprensa no feminicídio como “hoax” eleitoral
- Mídia e Imprensa — jornalistas acusados de só falarem em feminicídio
Posições defendidas
- Aumento de Penas e Crimes Imprescritíveis — fim da saidinha; aumento de penas; responsabilização do juiz que soltou o criminoso
- Pena de Morte e Prisão Perpétua — “ele tinha que tá morto”; quer o estuprador morto
Pessoas mencionadas
- Nenhuma pessoa nomeada além de Renan Santos.
