Uma pessoa que mora em favela hoje já não tem “direitos”.
Em trecho de entrevista publicado em 27 de agosto de 2026, Renan Santos é questionado sobre quais direitos o cidadão que mora em favela perderia sob o “estado de exceção” que ele propõe. Ele responde que as pessoas em regiões tomadas pelo crime organizado “não estão circunscritas naquilo que a gente chama de estado democrático de direito”, mas estão vivendo num regime paralelo — “um regime opressivo, liderado pelo crime organizado”. Para ele, negar isso “é negação da realidade”.
Perguntado se consultou entidades de favela e as comunidades, Renan afirma que “é óbvio que uma pessoa que vive numa favela, ela não dispõe desses direitos” — “ela não tá abdicando de nada que ela não tenha”. Ele desafia: “Eu retiro minha candidatura se algum candidato nessa campanha visitou mais favelas e lugares pobres em situação de desespero como eu visitei”, dizendo ter rodado de carro “os lugares mais humildes do Brasil”. Sobre a objeção de que as pessoas não querem abrir mão dos direitos, ele responde: “Elas não acham que elas têm direitos. Elas estão pedindo socorro” — citando vídeos de mães que imploram “pelo amor de Deus, passa a rapa nesses caras”, incluindo uma mãe “completamente dessensibilizada” por ter perdido o segundo filho na semana passada.
Renan então apresenta o que diz ser necessário: uma política de ocupação, a destruição da liderança do crime organizado e o desmonte estratégico com coordenação nacional dessas facções — “que é algo que nunca foi tentado”. Ele conecta o tema à desfavelização como tema central: uma política de “levar o Estado e tornar aquelas pessoas que hoje são titulares de deveres, titulares também de direito”.
Nota de atribuição: vídeo em formato de entrevista, com perguntas do interlocutor precedidas de ”>>” — registradas aqui apenas as respostas de Renan.
Temas abordados
- Segurança Pública — territórios do crime como “regime paralelo” fora do estado democrático de direito; política de ocupação e desmonte das facções
Posições defendidas
- Desfavelização do Brasil — desfavelização como política de “levar o Estado” e transformar titulares de deveres em titulares de direitos
- Estado de Defesa e Direito Penal do Inimigo — justificativa do estado de exceção: favelas sob regime paralelo do crime organizado
Pessoas mencionadas
- Nenhuma pessoa nomeada relevante além de Renan.
