O sangue que tem que jorrar é do bandido. Concorda
Em trecho de entrevista publicado em 27 de agosto de 2026, Renan Santos é confrontado sobre o tom de suas declarações — de “matar quem rouba” e do “banho de sangue”. Para responder, ele narra o caso de Eduardo, em São Paulo: na última segunda-feira, Eduardo viu a namorada sendo assaltada no meio da rua, tentou evitar o assalto, e o bandido puxou a arma e atirou na cabeça dele — “a cabeça do Eduardo explode e o sangue vaza na rua”. Renan conclui: “Eu acho que o sangue que tem que jorrar não é dele. O sangue tem que jorrar é do bandido.”
Renan afirma que as pessoas no Brasil, que ele diz rodear “a pé e de carro” nos últimos meses, estão “implorando para que a gente faça justiça contra essas figuras terríveis, esses demônios que estão matando a gente” — e que cabe ao presidente da República “liderar as pessoas nessa guerra”. Ele descreve a morte de brasileiros “como se fosse bicho”, com a maior parte das vítimas sendo “meninos em geral negros” mortos “nas favelas e nas cidades mais pobres”, alvos diários de latrocínio.
Sobre a expressão “banho de sangue”, Renan admite que “pode não ser a palavra mais bonita pra pessoa que tá assistindo em casa”, mas é “a única coisa que eu posso fazer como resposta alguém que tá com uma arma apontada para uma pessoa”. Para ele, quem aponta uma arma no meio da rua para cometer um assalto “pode matar você pro latrocínio” e “se torna juiz da tua vida, dos teus sonhos, do teu futuro” — sem ter esse direito. Defende que, se um policial estiver na frente do criminoso, “ele tem que atirar para matar nessa pessoa”, retomando o slogan “prendeu, matou”.
Renan relata que já teve a mãe alvo de sequestro relâmpago e diz que “todo mundo já no Brasil passou por uma experiência traumática” — “todo mundo sabe aqui tem um bandido com a arma na cabeça de um parente seu”. Conclui que “a gente não pode aceitar mais ser refém dessas pessoas” e que o “povo brasileiro tá pedindo uma guerra”.
Nota de atribuição: vídeo em formato de entrevista, com perguntas do interlocutor precedidas de ”>>“. A menção a “Naib Buquell” (Nayib Bukele) na pergunta do entrevistador não foi atribuída a Renan, que não responde diretamente sobre Bukele neste trecho.
Temas abordados
- Segurança Pública — caso de latrocínio de Eduardo; “o sangue que tem que jorrar é do bandido”; “o povo brasileiro tá pedindo uma guerra”; polícia atirar para matar
Posições defendidas
- Estado de Defesa e Direito Penal do Inimigo — reforço do “prendeu, matou”: policial deve atirar para matar quem aponta arma; o bandido como “juiz” da vida das vítimas
Pessoas mencionadas
- Eduardo — jovem morto em latrocínio em São Paulo ao tentar impedir assalto à namorada (vítima, sem página própria)
- Nayib Bukele — citado apenas na pergunta do entrevistador, comparando o tom de Renan ao do presidente de El Salvador (não atribuído a Renan)
