Pronunciamento em resposta a Janja
Em 25 de agosto de 2026, Renan Santos grava um pronunciamento oficial em resposta a uma nota de repúdio divulgada por Janja à Band contra suas falas no debate presidencial da emissora. A nota de Janja classificava como misoginia a declaração de Renan sobre Lula “ter que ficar lá com aquela Janja” e que teria tido “companhias melhores” no debate. Renan diz ter ficado “confuso” com a acusação: “primeiro porque Janja não representa todas as mulheres” — “a maior parte das mulheres brasileiras são pessoas honestas, não são pessoas deslumbradas e, acima de tudo, não vivem de normalizar a corrupção através de marido safado”.
Renan chama Janja de “deslumbrada” e a acusa de “torrar o nosso dinheiro em eventos internacionais” e de bater “junto do seu marido recorde de gasto no cartão corporativo”. Ele também rebate a nota sobre interrupção de falas de mulheres: “ela, diante de um idoso, seu marido, também pratica interrupção”. Sobre o conteúdo da nota, Renan retoma o argumento da gravidez na adolescência — “ela tem que ter filho quando ela quiser” — antes de criticar o que considera um padrão moral seletivo: Janja não teria se indignado quando Renan chamou Lula de “ladrão”.
Renan afirma que Janja, “narcisista”, “não foi eleita para nenhuma posição”, mas é “a pessoa mais influente do governo Lula” — interfere na formação de políticas públicas e cria fake news, como teria feito contra o Discord, com consequências jurídicas para empresas. Ele retoma a acusação envolvendo a OEI (Organização dos Estados Ibero-americanos): Janja teria sido convidada a fazer parte da organização, que “curiosamente” passou a ter contratos sem licitação não só com o governo Lula, mas com a COP30, em valores que “ultrapassam a centenas de milhões de reais”.
Renan conclui que Janja “nunca será nada além da mulher do Lula” e a desafia: já que se sentiu ofendida, que envie Lula para o próximo debate, no SBT, “assim ele vai poder defender a honra dele e vai poder explicar para mim porque que você é uma boa companhia”. O pronunciamento termina com o pedido para que homens e mulheres brasileiros “assinem e compartilhem”.
Temas abordados
- Mídia e Imprensa — Janja procura a Band e emite nota de repúdio; acusação de misoginia
- Pautas Identitárias e de Gênero — acusação de misoginia como ferramenta; “Janja não representa todas as mulheres”
- COP30 — Legado em Belém — OEI com contratos sem licitação no governo Lula e na COP30, “centenas de milhões de reais”
Posições defendidas
- Transparência Digital e Anticorrupção — recorde de gasto no cartão corporativo; contratos sem licitação
- Estado de Defesa e Direito Penal do Inimigo — contexto (não central): normalização da corrupção associada ao governo
Pessoas mencionadas
- Janja — alvo central do pronunciamento; acusada de misoginia reversa, deslumbramento, influência informal no governo e fake news
- Lula — desafiado ao debate no SBT; “coitado” que “tem que ficar lá com aquela Janja”
