Morro ou Faria Lima
Em vídeo de 21 de agosto de 2026, em formato de diálogo (com perguntas de um interlocutor, marcadas na transcrição por ”>>”), Renan Santos responde a provocações sobre o slogan “prender e matar”. Ele parte da tese de que essa “história de matar tem um apelo popular”: o menino pobre da periferia acaba morto ou preso. Renan contrapõe que, “antes de tudo”, esse menino é morto pelo crime organizado: morrem hoje no Brasil 90 a 100 pessoas por dia, a maior parte meninos negros da periferia.
Sobre o Rio de Janeiro, Renan pergunta “em que instância do Rio de Janeiro não há presença do crime organizado?” e afirma que, “eventualmente, nós vamos precisar fazer uma intervenção no Rio de Janeiro, porque o Brasil está se tornando um narcoestado” — com as pessoas assistindo à escalada sem reação.
Ao defender o slogan, Renan explica que o “prender e matar” se dirige a agentes públicos envolvidos com o crime: se o agente público responder a uma operação da polícia armado, apontando uma arma, o agente policial “vai ter que atirar de volta” — inclusive se a “secretária do cara que tá envolvido no crime organizado” sair atirando contra a polícia. Se, por outro lado, se entregarem, não serão mortos: “Se ele se entregar pacificamente, ninguém vai matar ele” — mas o traficante, segundo Renan, não quer se entregar pacificamente.
Renan conclui que as punições no Brasil são muito baixas e que é preciso um tipo penal em que o ato de pertencer à facção aumente as punições, fazendo com que o direito “funcione de maneira diferente” para os membros do crime organizado. “Precisa ser assim.”
Temas abordados
- Segurança Pública — 90 a 100 mortes por dia; Brasil como “narcoestado”; intervenção no Rio de Janeiro
Posições defendidas
- Estado de Defesa e Direito Penal do Inimigo — direito penal do inimigo; pertencer à facção aumenta punições; policial revida se confrontado armado
- Intervenção Federal em Estados com Baixo IDH — necessidade de intervenção federal no Rio de Janeiro diante do avanço do crime
