Fui cancelado pela Andréia Sadi.

Renan Santos responde à jornalista Andréia Sadi (GloboNews/CBN), que, segundo ele, o “cancelou” ao afirmar que ele “não liga pra feminicídio”. Ele responde apresentando estatísticas de homicídio no Brasil para defender que sua preocupação é com todas as vítimas, e não com “vítimas preferenciais”.

Renan apresenta os números: do total de homicídios no Brasil, as mulheres são 10% das vítimas — e, dentro desse total, o feminicídio corresponde a 4%. Crianças e adolescentes somam 12%, e homens adultos são 78% das vítimas de homicídio. Ele reconhece que parte dos homens adultos mortos corresponde a confrontos com a polícia — “esses é para morrer mesmo. Esse eu quero que morra” — mas afirma que, no geral, “quem tá morrendo muito é brasileiro” e que é preciso “parar de se dividir”.

O vídeo então vira um diagnóstico do sistema penal. Renan argumenta que “as penas são muito baixas” e que a progressão de pena impede que as penas máximas sejam cumpridas. Ele lista as penas atuais: feminicídio (40 anos), homicídio de mulheres e latrocínio (30 anos), homicídio de menores (30 anos), homicídio de homens adultos (30 anos), estupro de vulnerável (15 anos), agressão contra mulheres (5 anos) e misoginia (5 anos). Critica a disparidade — “se você assassinar uma mulher depois de roubar algo dela, você fica menos tempo na cadeia. Devia ficar igual.”

Como proposta, Renan afirma que em seu governo vai subir todas as penas — “não para 40, mas sobe tudo, incluindo feminicídio, para 50, 60 anos” — e tornar imprescritíveis os crimes violentos: “isso aqui tudo tem que ser imprescritível, crimes absurdos, violentos. Não pode ter prescrição.” Ele também critica a prescrição atual, na qual o feminicídio e o homicídio prescrevem em 20 anos, enquanto a misoginia — que ele considera “censura em rede social” e nem deveria ser crime — é o único entre os listados que não prescreve. Ironiza que esse é “o crime favorito da Tabata Amaral”.

Renan conclui acusando quem “escolhe suas vítimas preferenciais para passar um projeto de lei que vai ficar basicamente censurando todo mundo” e encerra: “Vamos destruir o crime organizado. Vamos pegar assassino, homem que bate mulher, homem que estupra criança. Vamos para cima de todo mundo. Vamos fazer a lei ser cumprida.”

Temas abordados

Posições defendidas

  • Preocupação com todas as vítimas de homicídio, não apenas com grupos específicos
  • Aumento das penas para crimes violentos (feminicídio para 50-60 anos) e fim da progressão que reduz penas máximas
  • Crimes violentos devem ser imprescritíveis
  • Misoginia como crime é “censura em rede social”; não deveria ser crime

Pessoas mencionadas

  • Andréia Sadi — jornalista que, segundo Renan, o acusou de não ligar para feminicídio
  • Tabata Amaral — citada ironicamente como defensora do crime de misoginia

Fonte