Vamos matar quem roubar

Em formato de entrevista, Renan Santos esclarece a declaração “vamos matar quem roubar”. Ele afirma que falava de um país em que a pessoa “pode andar com o seu celular na rua” e comprar “as coisas que você quer” sem ser assaltada: “Quem tentar te fazer isso vai morrer.” Segundo ele, “a resposta que a presidência da República tem que dar é o bandido ser tratado como bandido e que o cidadão não tem que ter medo”.

Questionado sobre o risco de matar inocentes e de abusos “em nome disso” como líder usando o slogan, Renan responde: “Não, não temo. A gente já vive na sociedade do abuso.” Argumenta que vive-se numa sociedade em que “o abuso e a violação dos direitos humanos se tornou regra” e numa “sociedade de medo” — e que ele quer inverter isso.

Ao ser perguntado se “vamos matar” seria uma política de Estado, Renan faz a distinção central: “Aí é uma confusão entre um slogan e uma prática. Eu não vou permitir que policiais fiquem andando atirando a esmo. Isso nem existe.” Afirma que a ideia de o Estado iniciar “um enfrentamento total ao crime, respeitando preceitos constitucionais, me parece meio óbvia”.

Renan define que o bandido terá apenas duas opções em seu governo: “Ou você vai ser preso, ou se você reagir, você vai terminar morto ou machucado. Não tem outro caminho.” Critica o sistema atual de “prendeu e soltou”: “Hoje você prende, vem uma audiência de custódia, solta quase todo mundo. Os crimes são cometidos pelas mesmas pessoas. Essas pessoas são reincidentes e retornam à rua.” Conclui que “a provocação do ‘prendeu, matou’ é você ter dois caminhos. O prendeu, o matou”.

Temas abordados

Posições defendidas

  • Bandido tratado como bandido: preso, ou morto/machucado se reagir
  • Distinção entre slogan de campanha e prática de governo; sem “tiro a esmo” da polícia
  • Crítica à audiência de custódia e à reincidência (“prendeu e soltou”)

Pessoas mencionadas

Nenhuma pessoa específica mencionada.

Fonte