Menos proteína animal pra presidiário, mais para merenda de criança

Em 13 de setembro de 2026, Renan Santos responde à repercussão de uma declaração sua sobre alimentação de presos. Ele abre dizendo que está “recebendo uma enchorrada de mensagens, inclusive pedidos de entrevistas, para explicar esta declaração”. O vídeo reproduz então um trecho no qual se ouve a pergunta sobre os preços [da alimentação] “comendo muito” e a resposta “reduzir e só deixar em carboidratos”. (Na transcrição automática, as falas desse trecho aparecem marcadas com ”>>” e sem identificação de falante; são registradas aqui como o excerto reproduzido pelo próprio vídeo, e coincidem com a posição que Renan sustenta na sequência.)

Renan confirma o conteúdo da polêmica: “aparentemente tem muita gente indignada com o fato de que eu não quero que presidiários comam carne ou frango ou qualquer proteína na cadeia”. Ele resume a objeção que lhe fazem — “eles acham que é uma contradição inclusive no meu discurso”, porque “eu quero que o bandido trabalhe, mas como ele vai trabalhar bem se eu não vou dar proteína?” — e diz achar “tudo isso muito, mas muito engraçado”.

A primeira resposta é irônica: “agora essa galera acha que proteína animal é bom? Cadê a turma vegana? Cadê a ideia de que você vai comer uma lentilha e vai ficar tudo bem?” Ele afirma que “para presidiário dá pra gente testar muito bem, comer muito carboidrato” e sustentação histórica: “ao longo da história humana, as pessoas mais humildes comiam basicamente carboidrato”, “eram raras as refeições com proteína e o trabalhador no campo conseguia ralar e entregar o fruto do teu trabalho. Quer dizer que o presidiário não pode?”

A segunda resposta é sobre prioridade orçamentária. Renan pergunta “por que que eles não se preocupam então com o desempenho escolar das nossas crianças, com a alimentação quase imunda que boa parte das escolas brasileiras tem?” e apresenta a comparação de gastos: “o Estado brasileiro gasta na média até R$ 6 por refeição com criança no Brasil”, enquanto “com presidiários, entretanto, esse número vai para mais de R$ 30, variando de R$ 10 a R$ 30”. Ele cita o “famoso macarrão com salsicha” — “quase uma lavagem de porco oferecida para as crianças”, em que “a proteína é uma salsicha industrializada de baixa qualidade” — e questiona: “como é que você vai ajudar na concentração, na formação de músculos, na formação cerebral das crianças?”

Na outra ponta, descreve o comportamento que critica nos presídios: “o vagabundo fica bravo quando a quantidade de mistura, seja frango, seja carne, não atende aos seus desejos” — a ponto de já terem “organizado rebelião em cadeia”. Daí a proposta: “nós precisamos inverter isso”. Nas suas palavras, “um país que privilegia a formação do presidiário e não da criança é um país que tá maluco” e “o nosso governo precisa rever isso. É uma questão humana”.

O desenho concreto que apresenta: “crianças terão mais proteína, a alimentação nas creches, [nas] escolas vai melhorar”; e o presidiário “com a intenção de ceder na sua produção diária de testosterona, vai comer carboidrato numa boa” — “um arrozinho bem feitinho, uma farofinha bem feitinha, uma batata”, com suas vitaminas, “vai estar muito feliz, vai tomar seu banho de sol, vai trabalhar direitinho”. Renan fecha dizendo que prefere “responder quem está me questionando dessa maneira em público do que ficar defendendo o absurdo, fingindo que eu ligo pros direitos humanos dessas pessoas que são absolutamente desumanas na hora de enfiar uma arma na nossa cara e até acabar com a nossa vida”.

Temas abordados

  • Segurança Pública — tratamento penal e condições carcerárias; crítica ao que chama de inversão de prioridades do Estado
  • Propostas para Educação — merenda escolar: R$ 6 por refeição e “alimentação quase imunda”

Posições defendidas

  • Alimentação em Presídios e Merenda Escolar — reduzir a proteína animal no cárcere (alimentação à base de carboidratos) e inverter a prioridade, com mais proteína na merenda e nas creches
  • Redução da testosterona do preso associada à dieta como objetivo declarado (“com a intenção de ceder na sua produção diária de testosterona”)

Pessoas mencionadas

  • Nenhuma pessoa citada nominalmente. Renan dialoga com “quem está me questionando” e com “a turma vegana”, sem nomear interlocutores.

Fonte