A lei da misoginia é uma lei para perseguir
Em trecho de debate publicado em 27 de agosto de 2026, Renan Santos critica o PL da Misoginia, cuja relatora é a deputada Tabata Amaral. Renan contesta o argumento da relatora de que meninos que chamam outros meninos de “betinha” estariam apresentando “comportamento misógino”. Para ele, a referência é “ridícula nesse ponto”: “betinha” vem de alfa e beta, é “uma brincadeira de crianças” — “meninos brincam, meninos têm hierarquia” — e jamais deveria ser “alvo de uma política estatal”.
Renan afirma que o PL da Misoginia “permite uma interpretação extensiva sobre qualquer tema que pode ser causado misógeno, que vira um crime imprescritível”. Ele aponta a contradição de que o feminicídio não é imprescritível, mas uma pessoa que “pode ser considerada como autora de uma piada” teria crime que não prescreve: “Que país doente. Na hora de punir a gente é mais brando.”
Ele esclarece que “crê na educação”, mas não na “perseguição”: “O que eu creio é não criar um tema que é sensível e importante como um porrete para você ficar censurando qualquer um que você discorde.” Renan diz ser contra criar “uma sociedade de controle” — “censura pura e simples, com argumentos vazios e abstratos e punições muito pesadas” — porque tais instrumentos “permitem perseguição”.
Nota de atribuição: vídeo em formato de debate/diálogo, com falas do interlocutor precedidas de ”>>” — registradas aqui apenas as falas de Renan.
Temas abordados
- Pautas Identitárias e de Gênero — crítica ao PL da Misoginia como instrumento de perseguição e censura
- Aumento de Penas e Crimes Imprescritíveis — contradição: piada imprescritível vs. feminicídio prescritível
Posições defendidas
- Aumento de Penas e Crimes Imprescritíveis — crítica ao tratamento penal da misoginia como crime imprescritível
- Educação como resposta, em vez de criminalização e “sociedade de controle”
Pessoas mencionadas
- Tabata Amaral — relatora do PL da Misoginia; Renan critica sua defesa da criminalização de termos como “betinha”
