O PCC tentou nos impedir de fazer o nosso evento, mas nós o fizemos mesmo assim.

Em vídeo de 23 de agosto de 2026, Renan Santos relata que o evento de campanha em que participava foi proibido e recebeu um “salve” do PCC dizendo que “nós não poderíamos entrar” — mas eles entraram e fizeram o evento mesmo assim. Ele justifica: “Se nós não tivermos coragem de nos arriscarmos aqui para falar a mensagem que nós temos que falar, nós não vamos fazer nada como governo.” O evento lançou o projeto do “marco nacional da desfavelização”, que Renan classifica como “uma pauta que o Brasil negligenciou por muito tempo”.

Renan descreve São Paulo como “um lugar altamente injusto”: de um lado, a escola particular mais cara do Brasil, com mensalidades acima de R$ 10.000; de outro, um dos shoppings mais caros do país, com bolsas e sapatos acima de R$ 30.000; e, no meio, “uma favela, um lugar em que há a presença do crime organizado, em que o PCC tá aqui e utiliza como estoque e entreposto para venda de drogas”, sem serviços públicos básicos. Ele afirma que “tratar a favela como parte da paisagem é tratar as pessoas que moram na favela como seres de segunda categoria”.

Renan lê a carta de compromisso assinada como candidato a presidente com os moradores (representados por Neusa), com cinco compromissos: (1) a desfavelização como programa central de governo, com metas, “orçamento milionário” e marco legal nacional — gastar pelo menos R$ 100 bilhões por ano em programas nacionais de desfavelização; (2) “bairro completo” — rua com calçada, escola, água e esgoto; (3) “escritura na mão” — reforma e reconstrução das moradias precárias e título de propriedade registrado em cartório para cada família; (4) “ninguém sai do seu lugar” — sem remoção, com o título de propriedade valorizando o imóvel e permitindo alugar ou fazer Airbnb; (5) “polícia presente, segurança pública, escolas cívico-militares e serviços essenciais funcionando no bairro desfavelizado”.

Renan anuncia ainda o “Nuremberg das favelas”: à semelhança dos julgamentos do pós-Segunda Guerra, um processo para que os crimes cometidos pelos bandidos que controlavam os territórios com impunidade sejam finalmente julgados. Ele afirma que a carta assinada é “um compromisso de governo”: “se eu ganhar a eleição e não cumprir, pode me cobrar, me dê porrada” — e conclui que desfavelizar “é obrigação de qualquer presidente que se preze”, portanto “obrigação do Partido Missão e obrigação de Renan Santos, candidato a presidente da República”.

Temas abordados

  • Desfavelização do Brasil — lançamento do marco nacional; carta de compromisso com os moradores; “Nuremberg das favelas”
  • Segurança Pública — “salve” do PCC tentando impedir o evento; coragem de enfrentar o crime organizado
  • Partido Missão — desfavelização como obrigação do partido e do candidato

Pessoas mencionadas

  • Neusa — representante dos moradores; assinou a carta de compromisso com Renan

Fonte