Olha a última do Wagner Moura
Renan Santos comenta declarações recentes do ator Wagner Moura, que afirmou estar “cansado de ser odiado”, chamou a “turma identitária” de “fascistas de esquerda” (“fascisminho de esquerda, de não pode, de não sei o que lá”) e disse estar disposto a dialogar com a direita. Renan ironiza: “Nem eu esperava.”
Renan contrapõe a fala de Moura com posições anteriores do ator: a defesa de que “Lula precisa ser empurrado para um progressismo maior”, com foco em “congressistas de 20, 21 anos, do povo trans, dos pretos, das mulheres”; o filme sobre Marighela, descrito por Renan como um “terrorista” que atirava em pessoas inocentes e estudava como jogar bombas em adversários; e o arrependimento do personagem Capitão Nascimento, com Moura dizendo que Tropa de Elite mostrava “como a polícia assassina”.
Na leitura de Renan, Moura faz parte de um processo em que “homens brancos descobrem que o que eles tanto defenderam e ganharam dinheiro ficou inconveniente”: com tanto “lugar de fala”, ele não teria mais “direito nem a ter uma opinião”. Renan cita Caetano Veloso, Mark Zuckerberg e Bill Maher como outras pessoas que “alimentaram os próprios monstros que estão agora devorando eles”. O ato falho de Moura ao dizer que defende “ideias porventura erradas” mostraria, segundo Renan, que ele defendeu apenas “as ideias convenientes para entrar numa determinada patota” que dava espaço para grandes filmes e financiamentos.
Renan conclui que a direita “não tá muito afim de negociar” com Moura: “Agora que você tá rico e famoso com uma turma que chamou a gente de fascista o tempo todo, não adianta pedir socorro.” Como proposta de campanha, afirma que em seu governo vai “retirar absolutamente todas as amarras que impedem que filmes, shows e produção cultural em geral seja feita baseada no identitarismo” — defendendo que “a arte será livre no Brasil” e que não será preciso “ser amigo nem do Caetano, nem do Wagner Moura” para conseguir financiamento.
Temas abordados
- Pautas Identitárias e de Gênero — “fascismo de esquerda” e o cansaço do identitarismo
- Liberdade Cultural e Fim do Direcionamento Identitário — fim das amarras identitárias na produção cultural
- Wagner Moura — trajetória e contradições apontadas por Renan
Posições defendidas
- A esquerda identitária como “fascismo de esquerda”; críticos são perseguidos
- Homens brancos que lucraram com o identitarismo agora seriam “devorados” por ele
- Em seu governo, removerá as amarras que condicionam a produção cultural ao identitarismo; “a arte será livre”
Pessoas mencionadas
- Wagner Moura — ator, alvo principal do comentário
- Caetano Veloso — citado como parte do mesmo processo
- Mark Zuckerberg e Bill Maher — citados como quem estaria “abandonando” o identitarismo
- Marighela — citado como “terrorista” tema do filme de Moura
