Ator brasileiro radicado no exterior, conhecido internacionalmente por papéis em produções como Narcos e Elysium. Renan Santos o menciona como figura emblemática da “elite cultural” de esquerda que, na sua visão, não vive no Brasil mas emite opiniões sobre o país.

”Cansado de ser odiado”: o cansaço do identitarismo (agosto de 2026)

Em 9 de agosto de 2026, Renan comenta declarações recentes de Moura, que afirmou estar “cansado de ser odiado”, classificou a “turma identitária” de “fascistas de esquerda” (“fascisminho de esquerda, de não pode, de não sei o que lá”) e disse estar disposto a dialogar com a direita. Renan ironiza a mudança: “Nem eu esperava.”

Renan contrapõe essas falas a posições anteriores de Moura: a defesa de que “Lula precisa ser empurrado para um progressismo maior” voltada a “congressistas de 20, 21 anos, do povo trans, dos pretos, das mulheres”; o filme sobre Marighela — que Renan descreve como “terrorista” que atirava em inocentes; e o arrependimento do Capitão Nascimento, com Moura dizendo que Tropa de Elite mostrava “como a polícia assassina”. Na leitura de Renan, Moura faz parte de um processo em que homens brancos que “alimentaram os próprios monstros” agora são “devorados” pelo identitarismo — já que, com tanto “lugar de fala”, “não tem direito nem mais a ter uma opinião”.

Renan conclui que a direita “não tá muito afim de negociar” com Moura (“não adianta pedir socorro”) e usa o episódio para defender que em seu governo “a arte será livre”, sem amarras identitárias (ver Liberdade Cultural e Fim do Direcionamento Identitário).

Ver 2026-08-09 - Olha a última do Wagner Moura.

O prêmio e a repercussão política (janeiro de 2026)

Em janeiro de 2026, o filme protagonizado por Wagner Moura — dirigido por Cléber Mendonça Filho, descrito por Renan como “clássico esquerdista brasileiro” e filho de “oligarquias de Pernambuco” — recebeu um prêmio internacional. Para Renan, o prêmio foi usado por Moura como plataforma para emitir opiniões sobre a política brasileira.

Renan afirma que Moura e sua turma acreditam que “o grande problema do Brasil hoje é a ditadura militar que terminou em 1985” e que o país vive uma espécie de fascismo a ser combatido pela arte — “naturalmente financiada em grande parte por dinheiro público.”

A crítica de Renan

Renan aponta uma contradição: Moura não mora no Brasil, mas suas opiniões seriam sempre as mesmas da “elite cultural” que administra a forma de pensar do país há décadas. O que essa elite chama de fascismo seria, na leitura de Renan, apenas “a vontade que nós brasileiros temos de viver num país em que você não terá seu celular roubado, em que crianças aprendem português e matemática” — em vez de justiça social fabricada em ficção.

Os aliados políticos de Moura — o PT — estão no governo, e os estados onde têm mais poder são, segundo Renan, os mais “bagunçados, pobres e violentos”: “maiormente o Nordeste.”

“Ganhar um prêmio internacional não torna você mais válido para dar sua opinião sobre as coisas do Brasil. Sua opinião continua sendo a mesma porcaria.”

Fontes