Esse vídeo é o argumento irrefutável para derrubar a maioridade penal.

O vídeo abre com uma reportagem reproduzida sobre o assassinato de José Edson da Silva, motorista de aplicativo de 43 anos, morto em Ribeirão Preto (SP) em agosto de 2026. O último pedido dele ao filho caçula, de 11 anos, foi comprar leite, presunto e queijo; a promessa nunca foi cumprida. Segundo a Polícia Civil, três adolescentes solicitaram uma corrida já com a intenção de roubar o carro. José Edson foi atacado, teve o veículo levado e o corpo foi encontrado no Rio Pardo. Os três adolescentes confessaram o crime; por serem menores, o processo segue pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com medida máxima de até 3 anos de internação.

Renan Santos usa o caso como argumento para a redução da maioridade penal. Ele declara: “Eu quero matar esses adolescentes. Chega de gente fingir que a gente tá na Suíça, na França, nós estamos no Brasil. Esses garotos são demônios.” Defende que “assassinou, não há idade penal” e que “as penas serão gigantescas”, sem “treinamento nem recuperação”.

Renan afirma que, se a polícia pegar esses adolescentes cometendo esse crime, “ela vai passar fogo. Ela vai matar esses adolescentes”, repetindo a frase para que ninguém fique chocado. Ele critica o direito penal atual, que diz ser “voltado pra recuperação do bandido”, e propõe um “direito penal focado na vítima”. Menciona que a declaração foi feita no Congresso de seu partido, o Partido Missão.

Renan critica o PL da misoginia — que, segundo ele, prevê pena de 2 a 5 anos e é imprescritível — e aponta que os “mesmos parlamentares” que o defendem, incluindo Tabata Amaral e Érika Hilton, são contra a redução da maioridade penal. Isso faria com que “assassinos menores de idade peguem apenas 3 anos de uma pena disciplinar”, voltem “pra rua com a sua ficha limpa” e voltem a “assassinar”. Encerra dizendo: “Eu tenho lado, eu vou vingar esse homem”, e pergunta se o espectador vai participar dessa vingança.

Temas abordados

Posições defendidas

  • Redução da maioridade penal: “assassinou, não há idade penal”
  • Direito penal focado na vítima, sem foco em recuperação do criminoso
  • Crítica ao PL da misoginia como prioridade legislativa equivocada

Pessoas mencionadas

  • Tabata Amaral — criticada por defender o PL da misoginia e ser contra a redução da maioridade penal
  • Érika Hilton — mesma crítica
  • José Edson da Silva — motorista de aplicativo assassinado (caso usado como argumento)

Fonte