Eu proponho que todos os bandidos se entreguem.

Questionado sobre a taxa de homicídios no Brasil e a letalidade da polícia, Renan responde que os números de homicídio não são consequência da ação policial, mas da ação do crime. Ele afirma que milhares de pessoas morrem diariamente nas mãos do Comando Vermelho, do PCC, do Bonde dos Maluco, da ADA e de outras facções que “tomaram o território nacional”. Cita Santa Quitéria (CE), cidade tomada pelo Comando Vermelho, como exemplo de situação muito diferente da vivida em São Paulo ou Vinhedo; a periferia de Fortaleza, a Bahia e o Amapá também são apontados como lugares tomados pelos homicídios.

Para Renan, a regra geral de todos os crimes é a impunidade: “O Brasil se tornou o país da impunidade e o homicídio se tornou regra nos lugares mais pobres do Brasil.” Ele relata que, ao rodar do Pará ao Maranhão, pessoas pediam desesperadamente: “Acabe com esses caras” — mas afirma que não vai necessariamente acabar matando eles.

Como proposta, Renan lança o que chama de “comunicado oficial para todos os traficantes que ocupam o território brasileiro”: que eles se entreguem sem combate. Nesse cenário, a polícia não precisaria matar ninguém — e ele diz que não gostaria de matar alguém por matar. Quem se entregar será levado à cadeia: “Nós somos um país republicano.”

Se, porém, os traficantes quiserem combate armado, encontrarão “um enfrentamento devido”: “Não existe guerra unilateral.” Renan critica a “ficção” atual em que um lado mata as pessoas — mais de 100 homicídios diários — e o outro não tem um plano de ação coordenado para o enfrentamento. Ele diz que adoraria apenas que os traficantes se entregassem, para que nenhum policial tivesse baixa em troca de tiros — “Seria o cenário perfeito.”

Temas abordados

  • Segurança Pública — facções que dominam territórios, impunidade e a proposta de rendição dos criminosos

Posições defendidas

  • Comunicação oficial de rendição aos traficantes: se entregarem sem combate, vão para a cadeia; se resistirem armados, haverá enfrentamento (“não existe guerra unilateral”)

Facções mencionadas

  • Comando Vermelho (CV), PCC, Bonde dos Maluco e ADA — apontadas como responsáveis pela maioria dos homicídios no país

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