Renan Santos visita a tribo dos Pareci (língua Aruak) no estado do Mato Grosso e apresenta um contraste entre a visão de ONGs sobre os indígenas e a realidade que ele observa. Segundo Renan, os indígenas querem trabalhar e produzir, mas são “sabotados pelo governo federal e pelas malditas ONGs, nacionais ou internacionais, que querem vê-los apenas como bons selvagens.”
Ele destaca que os Pareci mantêm suas tradições, religião e festividades intactas, mas exigem que suas terras sejam produtivas “com as melhores tecnologias disponíveis.” Renan mostra que a tribo possui colheitadeira, maquinário de qualidade e uma cooperativa — e que o cacique dirige pessoalmente a colheitadeira.
Renan critica o fato de os indígenas serem obrigados a usar milho convencional (não transgênico) em suas plantações, comparando a situação a “obrigar uma fábrica a fazer apenas celular Nokia e proibir de fazer iPhone.” Ele argumenta que isso reduz a produtividade e a renda da tribo.
O candidato apresenta sua posição sobre a política indígena: “O meu governo vai focar na autonomia dos índios.” Ele defende que:
- As reservas serão mantidas e respeitadas
- Não serão usadas como “instrumento político por ONG estrangeira”
- O índio que quiser ser produtivo e explorar recursos minerais ou agropecuários poderá fazê-lo, com financiamento e licenciamento
- O índio que quiser se isolar será protegido
Renan conclui: “regras diferentes para nações diferentes e vontades diferentes. Quem trata o indígena como uma coisa só […] é apenas agente político brasileiro e estrangeiro querendo manter o índio na pobreza para que eles próprios vivam na riqueza.”
Temas
- Soberania Nacional e ONGs Estrangeiras — crítica à atuação de ONGs que sabotam o desenvolvimento indígena
- Agronegócio e Matopiba — indígenas como produtores rurais com potencial agropecuário
Posições
- Expulsão de ONGs Estrangeiras — alinhado com a defesa de autonomia indígena sem interferência estrangeira
Pessoas mencionadas
- Cacique dos Pareci (não nomeado) — dirigia colheitadeira pessoalmente
