Renan Santos reconta a história da Revolução Constitucionalista de 1932, filmando no Mausoléu do Ibirapuera onde estão depositados os corpos de soldados que morreram no conflito. Ele explica que o movimento não foi separatista, mas uma rebelião contra o governo ilegítimo de Getúlio Vargas, que tomou o poder em 1930 através de um golpe.

O estopim da revolta foram estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco — Martins, Miragaia, Drausio e Camargo (MMDC) — que exigiram o retorno ao estado democrático de direito. A eles se juntaram forças policiais de São Paulo, a elite empresarial e o próprio governo paulista, na tentativa de mobilizar outros estados para retomar a capital e reinstituir a democracia.

Renan descreve como Getúlio Vargas, líder mais hábil politicamente, conseguiu cooptar governadores de outros estados — especialmente Minas Gerais — isolando São Paulo militarmente. Apesar da derrota militar, a constituição que São Paulo queria foi promulgada em 1934, e Vargas teve que se adaptar ao estado de direito.

O pré-candidato conecta o espírito da Revolução de 32 ao Movimento Brasil Livre (MBL), afirmando que o esforço daqueles jovens está vivo no grupo político que criaram. Ele conclui incentivando os brasileiros a terem orgulho da história de São Paulo e a lembrarem que “outras guerras serão travadas” na luta por um Brasil melhor.

“Esses jovens perderam sua vida e São Paulo perdeu a guerra, mas ele ganhou ao longo da história. Em 34, a Constituição que São Paulo queria foi promulgada.”

Temas

Pessoas mencionadas

  • Getúlio Vargas — ditador da Era Vargas, alvo da Revolução de 32
  • Martins, Miragaia, Drausio e Camargo (MMDC) — estudantes mortos no início da revolta