O que o Brasil pode aprender com o México nessa Copa do Mundo
Vídeo da série “Países na Copa”, publicado em 28 de junho de 2026. Renan Santos faz uma comparação entre a trajetória do México e a do Brasil, partindo da provocação de que o México nunca passou das oitavas de final em uma Copa do Mundo e nunca derrotou o crime organizado — sugerindo paralelos preocupantes com o Brasil.
Análise do México como narcoestado
Renan descreve o México como um país com uma “dádiva e uma maldição”: a vizinhança com os Estados Unidos. Enquanto para o Canadá isso é positivo, para o México tornou-se um local de produção e escoamento de drogas para os EUA, o que permitiu o crescimento de cartéis gigantescos.
O combate ao crime organizado no México começou em 2006, no governo de Felipe Calderón, mas sua estratégia — focada em capturar lideranças sem reocupar os territórios — fracassou. Renan aponta que o México tem uma taxa de resolução de crimes menor que a do Brasil, chamando-o de “país rei da impunidade”.
A situação se agravou com o governo de Andrés Manuel López Obrador (AMLO), descrito por Renan como “um grandioso esquerdista” que aplicou doutrinas de não enfrentamento ao crime, semelhantes às que especialistas de segurança defendem no Brasil. Renan cita como exemplo a soltura do filho de El Chapo. O resultado foi explosão no número de homicídios, fortalecimento dos cartéis e uma situação que Renan classifica como “quase guerra civil”. O México, segundo ele, “já virou um narcoestado”.
Lição para o Brasil
Renan afirma que o destino do Brasil não será diferente do México se o país continuar elegendo a esquerda para a presidência. Ele argumenta que a esquerda em todo o continente é aliada do narcotráfico, citando exemplos: na Colômbia, as FARC se tornaram partido; na Bolívia, os plantadores de coca são próximos de Evo Morales; no Brasil, Lula “passeia no Complexo do Alemão como se estivesse andando entre amigos”.
Renan também critica a direita sem plano: Calderón, segundo ele, não tinha um plano de combate ao crime e era tão fraco que tinha um ministro na folha de pagamento do crime organizado.
Exemplo positivo: Bukele e El Salvador
Como contraponto, Renan cita Nayib Bukele e El Salvador — país que “não foi pra Copa, mas está metendo goleada em todo mundo no combate ao crime”. A pergunta que encerra o vídeo: “Você trocaria uma Copa do Mundo por destruir os bandidos do seu país?”
Temas
- Segurança Pública — Combate ao crime organizado; crítica à impunidade; comparação internacional
- Política Externa e Geopolítica — Análise do México como narcoestado; relação EUA-México; série Países na Copa
Pessoas mencionadas
- Nayib Bukele — Citado como exemplo positivo de combate ao crime
- Lula — Mencionado no contexto de passeata no Complexo do Alemão como exemplo da relação da esquerda com o narcotráfico
Posições
- Crítica à esquerda latino-americana por aliança com o narcotráfico
- Crítica à direita sem plano de combate ao crime (Calderón como exemplo)
- Defesa de combate duro ao crime organizado modelo Bukele
