Você já ouviu falar em gastrodiplomacia

Renan abre o vídeo de forma bem-humorada, dizendo que o chef Jacang vai querer cancelá-lo e que o também chef Henrique Fogaça já foi lá para “bater” nele, mas que não vai se calar — vai trazer a proposta de gastrodiplomacia para o Brasil.

O conceito de gastrodiplomacia

Renan explica que Japão e Itália, apesar de terem feito parte do Eixo na Segunda Guerra Mundial, têm uma imagem muito positiva perante o mundo justamente porque são identificados com sua culinária. Ele descreve a gastrodiplomacia como uma “estratégia afetiva” de conquistar os outros pelo estômago.

Cita como exemplos países como Tailândia e Peru, que praticam ativamente a gastrodiplomacia: enviam chefs para outros países, subsidiam restaurantes em outras nações e promovem sua cultura através da comida. Isso gera vantagens como aumento do turismo, comércio internacional e consumo de marcas relacionadas a esses países.

O diagnóstico: Brasil não sabe se promover

Renan critica que o Brasil:

  • Exporta o grão de café e compra o café pronto
  • É o maior exportador de carne mas o mundo só fala de carne japonesa e argentina
  • Produz frutas tropicais, mas a China — que as produz em larga escala — leva o crédito
  • Mal é representado internacionalmente por algumas churrascarias nos EUA
  • Não está entre os primeiros países latino-americanos em gastronomia

Ele atribui o problema não ao mundo que desconhece a comida brasileira, mas “de nós mesmos, brasileiros, que não sabemos nos promover.”

Propostas concretas

Renan apresenta um conjunto de propostas:

  1. Política de denominação de origem para produtos brasileiros (seguindo modelo europeu)
  2. Fomento a produtos artesanais exportáveis, como a Itália faz — nos setores de queijo, vinho e café
  3. Agregação de valor em toda a cadeia produtiva, em vez de exportar commodities baratas
  4. Promoção de restaurantes brasileiros no exterior, com comida do Pará, mineira e baiana

Como promessa de campanha, Renan afirma que, como presidente, fará visitas a outros países preparando pessoalmente um churrasco servido com cajuzinho e outras delícias brasileiras, promovendo “maniçoba e muqueca” no exterior.

“A diplomacia vai ter churrasco, vai ter maniçoba e vai ter muqueca.”

Encerra defendendo que o Brasil já tem uma imagem positiva no exterior, mas não adianta “só vender futebol e mulher” — é preciso “ganhar eles pelo estômago também.”

Principais temas abordados

Posições defendidas

Pessoas mencionadas

  • Jacang — chef brasileiro mencionado como referência no treinamento de chefs
  • Henrique Fogaça — chef brasileiro, mencionado de forma bem-humorada

Fontes