Renan apresentou oito propostas para reformar a saúde pública brasileira, com foco em prevenção, tecnologia e gestão por resultado. Ponto de partida: “O Brasil só tem gente gorda e doente que come muito mal.”

Dedução do IR para gastos com atividade física (junho de 2026)

Em 2 de junho de 2026, Renan propõe permitir que o contribuinte deduza do Imposto de Renda os gastos com academia, personal trainer, pilates, suplementos alimentares e práticas esportivas como artes marciais. O argumento central é de equivalência com os planos de saúde, cujos custos já são dedutíveis: o exercício físico tem efeito preventivo equivalente, reduz doenças crônicas e diminui o custo do SUS no longo prazo.

Cita estudo sul-coreano que demonstra correlação entre sarcopenia (perda de massa muscular nas pernas) e declínio cognitivo, reforçando que musculação é saúde preventiva. Anuncia também acompanhamento de longevidade pelo SUS, integrado ao prontuário único, para monitorar sistematicamente o envelhecimento dos brasileiros.

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As 8 propostas

1. Ozempic-similares no SUS. Medicamentos como o Ozempic ajudam a emagrecer e reduzem índices glicêmicos. Combinados com política nutricional e incentivos ao esporte (com abatimento fiscal), mudariam o perfil de saúde da população.

2. Reduzir tributação em comida saudável. Corte de impostos sobre proteínas animais: picanha, ovos, leite, frango. Compensação: maior taxação sobre alimentos ultraprocessados.

3. Redução de tributos em academias + praças equipadas. Toda cidade com mais de 30.000 habitantes terá praças com equipamentos de academia e professores públicos para aulas de artes marciais, crossfit e outras modalidades.

4. Saúde mental no SUS. “Esse papo não é mimimi.” O Brasil perde cerca de R$ 78 bilhões por ano em produtividade por depressão no trabalho. Acompanhamento psicológico via SUS é uma medida econômica, além de humanitária.

5. Escaneamento genético não obrigatório. Exames genéticos — hoje acessíveis só aos mais ricos — seriam ofertados pelo SUS para identificar doenças futuras. O SUS economizaria ao prever quais tratamentos e medicamentos comprar. Participação não é obrigatória.

6. Telemedicina. Os melhores médicos das capitais atenderiam remotamente pacientes em regiões distantes, inclusive em cirurgias de alta complexidade. O paciente permanece perto da família; o especialista, na sua cidade.

7. Contratos de gestão por resultado em hospitais públicos. KPIs objetivos: tempo de atendimento, taxa de infecção, mortalidade evitável, eficiência financeira. Os melhores contratos vão para as empresas com melhor desempenho.

8. Prontuário único + inteligência artificial. O Brasil não tem prontuário unificado — dados de atendimentos em diferentes unidades se perdem. Com prontuário único e IA preditiva, será possível antecipar doenças, reduzir tempo de espera e cortar gastos.

Fontes