RECADO PARA UM VOVÔ BOLSONARISTA

Em 13 de setembro de 2026, Renan Santos dirige um recado a um eleitor bolsonarista mais velho, a quem chama de “seu Marcos”. O vídeo é gravado ao lado do filho dele, e Renan começa pedindo: “ou ouça teu filho, tá? A gente tá fazendo um trabalho muito grande.”

O primeiro argumento é de crédito histórico do grupo que representa — a frente que se tornou o Partido Missão. Renan diz: “Criamos um partido político, coisa que o Bolsonaro não conseguiu.” Em seguida, reivindica dois episódios: “Nós, de frente dos Bolsonaros, derrubamos a Dilma Rousseff no ano de 2016. Repita, foi vitória nossa. Bolsonaro não ajudou em nada”; e “quando o Lula foi preso pela Lava-Jato, quem convocou as manifestações que prenderam o Lula fomos nós. Bolsonaro também não ajudou em nada.”

Renan reconhece o vínculo afetivo do interlocutor com o ex-presidente — “eu entendo que o senhor gosta de Bolsonaro, investiu amizade, credibilidade defendendo ele” — mas pede que ele reveja a preferência: “é um momento que a gente tem que desengatar de certas preferências que nós tivemos, porque a gente não pode errar sempre.” E apresenta a sua tese: “O Bolsonaro foi um erro. O Lula tá solto por conta das decisões do Bolsonaro. O PT tá de volta no poder por conta das decisões do Bolsonaro. Isso não é uma opinião minha, isso são fatos. Não é a imprensa [que] inventou.”

Ele reconhece o desconforto da situação — “eu sei que pode parecer chato, até arrogante um cara mais novo falar isso pro senhor” — e usa a diferença geracional como argumento: “o teu filho tem um futuro, eu tenho um futuro, a nossa geração tem um futuro”. (Um trecho de fala do interlocutor — “o meu filho também, né? O Brian é que é teu neto” — não foi atribuído a Renan.)

A parte final do vídeo é o que Renan chama de “o recado das novas gerações”, e é aqui que ele busca o eleitor mais velho por um argumento de intensidade antipetista: “Nós odiamos o PT mais do que a tua geração. Tem pesquisa que mostra isso.” Ele contrapõe as duas gerações — “a tua geração, inclusive, é uma geração que ainda tem muita esquerda” — e sustenta que “a geração de vocês tinha que estar unida com a gente para derrotar o PT”, mas “vai falar é Bolsonaro”. Sobre o ex-presidente, diz: “A gente acha o Bolsonaro ladrão. (…) A gente acha o Bolsonaro burro. O Bolsonaro teve no poder e perdeu.

O fecho é um pedido de voto em tom pessoal e geracional: “Dá uma chance pra gente. Dá uma chance pro teu filho. Dá uma chance para mim. Dá uma chance pro teu neto, porque toda a nova geração tá com o nosso projeto.” Renan afirma que “ninguém aqui tem campo de corrupção, ninguém fez rachadinha, ninguém anda com o PT, nada” e que “a gente só quer fazer o que é certo”. O vídeo encerra com “então dá uma chance pra gente, por favor. O[brigado], senhor.”

Temas abordados

  • Crítica à Direita Tradicional — apelo direto ao eleitor bolsonarista para “desengatar” da preferência pela família Bolsonaro; tese de que Bolsonaro “foi um erro” e é responsável pela volta do PT
  • Partido Missão — crédito histórico do grupo (impeachment de Dilma, prisão de Lula, criação do partido sem Bolsonaro) e apelo à união das novas gerações

Posições defendidas

  • Tese de que “o Lula tá solto” e “o PT tá de volta no poder” por conta das decisões de Bolsonaro
  • Substituição do voto na família Bolsonaro pelo voto no Partido Missão como forma de derrotar o PT

Pessoas mencionadas

  • Jair Bolsonaro — “foi um erro”, “ladrão”, “burro”, “teve no poder e perdeu”; não teria ajudado no impeachment de Dilma nem nas manifestações que prenderam Lula
  • Lula — citado como beneficiário das decisões de Bolsonaro (“tá solto”; o PT “tá de volta no poder”)
  • Dilma Rousseff — o impeachment de 2016 é reivindicado como “vitória nossa”
  • “Seu Marcos” e seu filho — interlocutores do vídeo, não personagens políticos

Fonte