Eu não sou bandido

Em 11 de setembro de 2026, em trecho de entrevista, Renan Santos é perguntado se, caso não vá ao segundo turno, declararia apoio a Flávio Bolsonaro, “que tem mais um pouco as suas características”. Renan rejeita a comparação de forma direta: “Não tenho característica nenhuma do Flávio Bolsonaro. Eu não sou ladrão. O Flávio Bolsonaro é estúpido, ele é fujão.” Em seguida, classifica o senador como “um bandido da polícia” e afirma: “descartada a possibilidade de apoiá-lo”.

Perguntado se seria “mais à direita do que à esquerda”, Renan responde que a categoria “não me encaixa em algo similar a ele, porque acho que ele tá do ponto de vista qualitativo em outra categoria”. Questionado sobre apoiar outro nome, resume: “É descartada a possibilidade de eu apoiar qualquer pessoa que não eu. Estarei no segundo turno. Eu só trabalho com essa possibilidade.”

Renan justifica a confiança eleitoral dizendo ter “uma massa de milhares de pessoas, centenas de milhares de pessoas mobilizadas na minha campanha” que “vai fazer a diferença na hora certa”. Reafirma que “jamais vou trabalhar com a hipótese de eu me juntar a algum desses grupos políticos, porque eles são corruptos”.

O fecho explica por que seu grupo é atacado “dentro da direita”: “porque a gente não se submete, não se negocia com a sua cabeça dentro da boca de um tigre”. Renan formula a crítica em paralelo: “Eles exigem apenas a submissão. É igual o PT dentro da esquerda. O PT também destrói qualquer alternativa dentro da esquerda.” A fala reforça a recusa de aliança com a direita tradicional e a tese de que bolsonarismo e petismo operam com a mesma lógica de submissão. A transcrição automática registra um nome corrompido (“Fabila”) na interlocução, não interpretado.

Temas abordados

Posições defendidas

  • Descarte explícito de apoio a Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno
  • Recusa de aliança com os “grupos políticos” que “exigem apenas a submissão”

Pessoas mencionadas

  • Flávio Bolsonaro — chamado de “ladrão”, “estúpido”, “fujão” e “bandido da polícia”
  • Lula — paralelo: o PT “destrói qualquer alternativa dentro da esquerda”, assim como a direita exige submissão

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