Não tenho propostas para as mulheres
Em 8 de setembro de 2026, Renan Santos responde a uma entrevista em que lhe é dito que “seu programa quase não tem políticas para as mulheres” e que “nenhuma das propostas é voltada para a mulher”. Renan rebate: “todas as minhas propostas são voltadas pra mulher”, citando o livro amarelo — “não sei se você leu ele, mas elas são todas as propostas”.
Ele então recusa o enquadramento por grupo: “nós temos que parar com essa pataquada, dizer assim: ‘agora vou fazer uma proposta só para negro, uma proposta só para índio, uma proposta só para mulher. Eu tô fazendo propostas para brasileiros’.” Renan detalha por que considera que suas propostas alcançam as mulheres: quando fala de renda, lembra que “quem cuida e administra renda das casas no Brasil, nos domicílios, na maior parte dos casos são mulheres”; quando fala de segurança pública, está falando “da segurança das mulheres”; quando fala de educação, observa que “hoje quem mais ingressa no ensino superior no Brasil são mulheres”.
O trecho mais enfático é a crítica ao que ele chama de pressuposto condescendente: “essa mania de achar que mulher é idiota, que esse é o problema, achar que mulher é uma completa idiota ou que um negro é idiota, eu tenho que escrever: ‘ó, isso aqui é para você que é negro’. Eu entendi. Então, o negro ele não faz parte da universalidade humana, ou a mulher não é um ser humano completo” — teria que haver “um aviso” de que a proposta é destinada a ela.
Renan reconhece um espaço limitado para políticas específicas, mas o coloca na particularidade: “nós temos problemas no Brasil que aflige a todos os brasileiros. Na particularidade, você pode, de maneira particular, no detalhe, atuar com uma política específica pra mulher, mas é na particularidade. Um livro de propostas, ele tem que trazer propostas para todos”. Para ele, o erro é tratar um livro de propostas “que tem que ser concreto e real como um livro de propaganda”.
Ele rejeita explicitamente as soluções simbólicas: “eu não vou vir aqui falar: ‘olha, vou colocar quatro ministras do STF’ ou que tal vou botar quatro ministros negros”. E ironiza a lógica: “meu problema não é nem de gênero nas pesquisas, é de idade. As pessoas mais velhas ainda não me conhecem. Então, que tal eu botar quatro ministros de 80 anos de idade no STF? Eu não tô afim de fazer isso.” Ver Propostas Universais e Recusa de Políticas Segmentadas.
Temas abordados
- Pautas Identitárias e de Gênero — recusa de políticas segmentadas por gênero, raça ou etnia
- Partido Missão — o livro amarelo como programa universal de propostas
Posições defendidas
- Recusa de segmentar o livro de propostas por grupo (mulher, negro, índio): “eu tô fazendo propostas para brasileiros” (ver Propostas Universais e Recusa de Políticas Segmentadas)
- Rejeição de gestos simbólicos como “quatro ministras do STF” ou “quatro ministros negros”
