Toffoli fez por vingança

Em 3 de setembro de 2026, Renan Santos afirma que o ministro Dias Toffoli decidiu que ele não poderia usar as redes sociais nem participar de sabatina e debate — uma decisão que, segundo Renan, o próprio Toffoli acabou revertendo. O título do vídeo resume a interpretação de Renan: a medida teria sido uma vingança pelas manifestações que ele organizou contra Toffoli.

Renan explica o histórico: ele teria organizado manifestações contra Toffoli, ido até o resort Tayayá e mostrado a relação do ministro com a “turma do Fabiano Zettel” — a compra e a venda do resort e o envolvimento da família de Toffoli. Ele chama isso de “trabalho republicano de fazer enfrentamento a quem tá envolvido com esse escândalo”. Depois, seu “registro de candidatura caiu na mão dele” e Toffoli, ironicamente “de maneira muito republicana”, teria dito: “acho que tem esse problema aqui, vou suspender a campanha dele”.

Renan classifica a decisão como monocrática e ilegal: segundo ele, uma irregularidade — como a ausência de redes sociais no registro — não poderia suspender o registro ou o andamento da candidatura; no máximo, caberia cobrar uma multa. Ele diz que Toffoli recebeu forte pressão de “juristas, imprensa, todos os candidatos à presidência tirando o Lula” e teve de voltar atrás no dia anterior, cerca de cinco minutos após a coletiva de imprensa de Renan.

Sobre o problema técnico, Renan afirma que, dos candidatos que preencheram o registro sem declarar nenhuma rede social, foram 2.700, e que mais de 6.000 teriam deixado de declarar alguma rede. Ele diz que, quando a exigência surgiu, sua candidatura já havia sido lançada, e que sua equipe peticionou ao TSE apontando problema no sistema: “a gente atuou com boa-fé em todo esse processo”.

Temas abordados

Pessoas mencionadas

  • Dias Toffoli — acusado de suspender, por vingança, as redes e a participação de Renan em sabatinas/debates; decisão depois revertida
  • Fabiano Zettel — “turma” ligada a Toffoli na compra e venda do resort Tayayá
  • Lula — citado como o único candidato à presidência que não teria pressionado contra a decisão

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