Me disseram que pra falar de desfavelização precisava falar com ONGs antes.

Em 29 de agosto de 2026, Renan Santos grava na comunidade do Taquari para responder a jornalistas que disseram que, para falar de fim do tráfico e desfavelização, ele precisaria ir às comunidades e até conversar com ONGs. Renan rebate: “Eu não ligo para essa ONG, eu falo com as pessoas” — e diz que foi ao Taquari para conversar com os moradores e entender o que eles realmente pensam sobre assistencialismo, desfavelização e jornalistas.

Na comunidade, moradores relatam viver há 30 anos naquela situação: esgoto a céu aberto, uma ponte construída pela própria população e pessoas doentes carregadas na rede porque não há carro. Renan conversa sobre as casas na encosta, que precisariam ser removidas e substituídas por prédios, e sobre o risco de deslizamentos em chuvas fortes — uma casa já chegou a se abrir “quase que mata todo mundo”.

Sobre trabalho, os moradores confirmam que a maioria não trabalha e que, de cada dez pessoas, oito estão no Bolsa Família e duas trabalham. Renan propõe oferecer frentes de trabalho: contratar nas obras quem está no Bolsa Família e pode trabalhar — “se a gente vai fazer as obras aqui, a gente vai contratar vocês para trabalhar na obra”. Ao ser perguntado se aceitariam trabalhar caso o benefício fosse condicionado, os moradores inicialmente respondem que não iriam; Renan então argumenta que, sem condição, “fica todo mundo mamando na teta do governo e deixando quem trabalha sofrer” — quem trabalha está pagando a conta de quem está parado.

Renan relata que, na TV, uma jornalista cobrou que ele conversasse com a ONG da favela antes de falar em desfavelização. Sua resposta: “Não preciso conversar com ONG. Se eu converso com as pessoas, as pessoas querem a mesma coisa que eu tô falando, que é urbanizar, levar infraestrutura, arrumar a casa que tá na encosta, fazer moradia nova, dar título de propriedade.” Para ele, a jornalista é quem “tem que ir lá e conversar, porque a gente não quer conversa, a gente quer mudança, a gente quer melhoria”. Ele encerra devolvendo ao espectador a pergunta: com qual versão você fica — a dos “jornalistas intelectuais” ou a da própria população?

Nota de atribuição: as falas dos moradores são precedidas de ”>>” na transcrição e não são atribuídas a Renan; registrado apenas o que ele disse e o contexto das conversas.

Temas abordados

Posições defendidas

Pessoas mencionadas

  • Nenhuma pessoa nomeada além de Renan Santos.

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