O que Flamengo e Palmeiras fizeram

Em 28 de agosto de 2026, Renan Santos detalha, em resposta aos comentários sobre sua fala no Jornal Nacional, a analogia dos clubes de futebol para defender o ajuste fiscal do Brasil. Ele explica que Palmeiras e Flamengo “fizeram a lição de casa do ponto de vista financeiro” e hoje são os únicos times brasileiros que jogam “em nível europeu”, enquanto São Paulo, Corinthians, Santos e Cruzeiro “quebraram” por não adotarem as mesmas medidas.

Renan reconstitui o caso do Flamengo: a partir de 2013, com Eduardo Bandeira de Mello, o clube “quebrado” vendeu o atacante Wagner Love, foi cortando despesas e criou “uma lei de responsabilidade fiscal num time de futebol, vinculando aumento de despesa só ao aumento de receita”. No Palmeiras, destaca o papel de Paulo Nobre, que fez “injeção de dinheiro”, aumentou o profissionalismo e cuidou da despesa após o rebaixamento. O resultado: os dois times se tornaram “os mais profissionais do Brasil”.

A aplicação para o país, segundo Renan, é direta: o Brasil está “sempre na fila do rebaixamento”, “quebrado, deficitário, fazendo populismo”, e precisa aplicar a mesma lógica — cortar despesas e acabar com certas vinculações, como ele propõe na reforma fiscal. Ele provoca: “Se as pessoas entendem isso e cobram isso pros seus times, por que não cobram pro país?” Encerra se comparando aos gestores que recuperaram os clubes: “Eu serei o Paulo Nobre, a Leila Pereira. Farei o que esses caras fizeram para tornar o nosso país um país decente. Vote 14. Vote Renan Santos.”

Temas abordados

  • Carga Tributária — ajuste fiscal, cortes de despesa e fim de vinculações
  • Reforma Fiscal — lei de responsabilidade fiscal aplicada às contas do país

Posições defendidas

  • Reforma Fiscal — desindexação, desvinculação de pisos e corte de gastos; analogia da gestão dos clubes

Pessoas mencionadas

  • Eduardo Bandeira de Mello — ex-presidente do Flamengo, citado como exemplo de gestão fiscal (2013)
  • Paulo Nobre — ex-presidente do Palmeiras, citado como exemplo de recuperação do clube
  • Leila Pereira — presidente do Palmeiras, citada na comparação final de Renan

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