PRECISO DE AJUDA, TSE ACABOU COM MINHA CAMPANHA

Em vídeo gravado na Band na véspera do debate presidencial da emissora, Renan Santos anuncia que “a campanha acabou” — e faz questão de dizer que “não é clickbait”. Segundo ele, uma resolução do TSE faz com que, em algum momento da campanha, as redes sociais dos candidatos parem de ser recomendadas pelas plataformas. Ele interpreta a regra como “uma maneira de proibir que novos candidatos, novos ingressantes no jogo político consigam participar da disputa”, deixando o jogo “restrito apenas a quem tem muito dinheiro e tempo de TV — basicamente PT, PL e Centrão”.

Renan relata as consequências práticas: não está mais ganhando seguidores e seus vídeos passarão a ter “metade das visualizações” que costumavam ter. Ele cita que as recomendações de Romeu Zema, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Lula já caíram — mas observa que esses candidatos “têm muita televisão” e “centenas de milhões de reais”, enquanto ele afirma não ter nada além dos seguidores. Por isso, convoca a militância a compartilhar todos os vídeos no “aviãozinho” (stories), mesmo para quem prefere manter os stories fechados: “Você quer ganhar a eleição ou quer fazer um tipinho de que, ah, eu sou fechado?”

Renan define o momento como uma “guerra” assimétrica: “A guerra começou. Ela não é para ser justa… foi construída para que você tenha que votar sempre nos mesmos caras. Nós, entretanto, vamos quebrar esse jogo.” Ele anuncia que dará um “pronunciamento importantíssimo” e que vai fechar as redes sociais, pedindo que o pronunciamento seja compartilhado “como se não houvesse amanhã”.

Ao final, confirma que estará no debate da Band no dia seguinte e deixa um recado: “Não sei se o Flávio vem ou se o Lula vem, mas o recado para ele está dado.”

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