Uma cidade construída no meio do nada pela Ford
Renan retoma a história de Fordlândia, a cidade fantasma construída pela Ford no Pará, desta vez com um foco adicional no custo humano do empreendimento — incluindo o surto de malária que vitimou trabalhadores, evidenciado pelas cruzes de crianças no cemitério local.
A história
No final do ciclo da borracha no Brasil, Henry Ford decidiu construir uma superfábrica de borracha no interior do Pará como parte de sua estratégia de verticalização. Jorge do Mon Vilares, descrito por Renan como “um baita de um malandro”, vendeu ao magnata americano terras que havia ganhado do governo do Pará.
Ford enviou seus melhores engenheiros e equipamentos de barco para o Brasil, erguendo uma cidade no meio da floresta.
Choque cultural e rebelião
Renan relata que Ford proibiu elementos centrais da cultura local (“farra com a mulherada, cachaça, peixe e farinha”) e impôs hábitos americanos como mingau de aveia. A população local, não adaptada ao modelo capitalista de trabalho, organizou rebeliões contra os americanos.
O fracasso e a malária
Paralelamente, um fungo devastou as seringueiras brasileiras enquanto a Ásia se tornava a nova fronteira da borracha. Renan também destaca o surto de malária que atingiu a região, mostrando o cemitério local. O resultado foi “um cemitério tanto de indústria quanto de pessoas perdido no meio da floresta”.
Relação com outros vídeos
Este é o terceiro vídeo de Renan sobre as cidades construídas pela Ford no Pará. Anteriormente, ele visitou Belterra e já havia contado a história de Fordlândia em outro short.
Temas abordados
- Desigualdade Regional — fracasso de grande projeto de desenvolvimento na Amazônia
