Em tom irônico, Renan Santos argumenta que suas propostas já estão “contaminando” todos os pré-candidatos — de Flávio Bolsonaro a Zema, passando por Nikolas Ferreira e até Zé Dirceu, do PT. O ponto: ainda que não esteja no Planalto, seu projeto já pauta o debate.

A acusação de cópia

Renan elenca imitadores:

  • Flávio Bolsonaro — estaria imitando o discurso sobre o Nordeste.
  • Romeu Zema — adotou pauta similar sobre Bolsa Família, atacando “marmanjões de 20, 30 anos, o dia todo deitado no sofá”.
  • Nikolas Ferreira — mesmo “nem candidato a presidente” estaria repetindo argumentos de Renan, inclusive sobre “alegria como falsa identidade do povo brasileiro”: “Nenhum grande povo na história se definiu como alegre. O povo tá morrendo.”

O caso Zé Dirceu

O destaque do vídeo é Zé Dirceu, do PT, que passou a falar em reforma do pacto federativo nos termos de Renan, inclusive sobre prefeituras que gastam mais em shows do que em saúde, educação e segurança. Dirceu chegou a postar no Twitter dizendo que falava do tema “há muito tempo”.

Renan contesta: o Dirceu que governou com PT, Lula e Dilma, segundo ele, deixou São Paulo de lado no pacto federativo, beneficiando o Nordeste como base eleitoral. Mais: catarinenses, paulistas, gaúchos e mineiros que pediam mais investimento em seus estados eram chamados de “xenofóbicos” e “racistas” justamente pelo PT.

“O Dirceu, como ele quer se eleger deputado por São Paulo, ele quer fingir que agora ele tem uma causa política para tocar o nosso estado. E não, galera, isso não vai acontecer.”

A tese: PT preso ao ciclo de dependência do Nordeste

Para Renan, o PT é “focado no Nordeste” e não quer mudar o ciclo que torna a região dependente de repasses federais e “presa completamente na pobreza”. Cita como evidência o fato de as políticas de Lula para o Nordeste se resumirem a envio de gás e energia elétrica, sem ações para melhorar a economia local.

“O Dirceu até quer imitar o nosso discurso, mas nunca vai conseguir viver ele na prática, até porque seu partido vive de sabotar o Brasil que trabalha e produz.”

Conclusão

Renan encerra dizendo que, mesmo sem estar sentado na cadeira em Brasília, “os outros já me copiaram tanto que, em tese, eu já faço mais do que o atual presidente da República”.


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