Renan Santos grava em Lajes (SC), em frente a uma estação ferroviária abandonada, para explicar como o desmonte da malha logística no estado encareceu a gasolina e como isso se conecta ao desequilíbrio do pacto federativo.

A ferrovia desativada e o impacto no preço da gasolina

Segundo Renan, pela linha férrea abandonada de Lajes circulavam cereais, produtos do agro, pessoas e, principalmente, combustíveis — havia ali uma refinaria próxima cuja produção era escoada por esse modal. Com a desativação da ferrovia, em parte ligada à crise no Rio Grande do Sul e à falta de investimento estadual, o custo logístico subiu cerca de R$ 0,30 por litro no preço da bomba, repassado ao consumidor.

A área da estação, hoje destruída, virou ponto de uso de drogas.

O argumento do “roubo federativo”

Renan retoma sua tese sobre o pacto federativo: Santa Catarina envia ao governo federal “47 vezes mais recursos do que o necessário” para resolver problemas de infraestrutura no próprio estado, segundo dados que atribui à FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina). O dinheiro produzido em SC, diz, é usado para sustentar gastos da União e prefeituras “vagabundas” em outras regiões.

“O dinheiro não fica em Santa Catarina, é usado para sustentar os gastos e responsáveis do governo federal e o povo e quem trabalha e produz em Santa Catarina não usa o fre de infraestrutura decente para poder escoar sua produção ou mesmo ter gasolina barata.”

O que Renan propõe

  • Investir prioritariamente em logística e infraestrutura nos estados produtivos, com retorno financeiro rápido.
  • Parcerias com a iniciativa privada para reformas de infraestrutura.
  • Usar o novo licenciamento ambiental somado ao espaço fiscal aberto pela reforma fiscal proposta por ele para “tornar o Brasil um canteiro de obras”.
  • Em um eventual governo seu, o dinheiro deixaria de “sair daqui para sustentar prefeito vagabundo em outros lugares” e ficaria em SC para reformas locais.

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