Renan visita Santa Cruz (RN), na região do agreste, para mostrar um teleférico inacabado como exemplo de desvio sistemático de recursos federais em municípios do interior.

O teleférico que não funciona

Mais de R$ 12 milhões em dinheiro federal foram enviados para construir um teleférico ligando a cidade de 40.000 habitantes ao Santuário de Santa Rita de Cásia — importante ponto de peregrinação religiosa na região. A obra foi prometida para 2015. Em janeiro de 2026 — 11 anos depois — nada foi entregue.

O santuário está fechado para receber romeiros, turistas e fiéis; a venda de produtos religiosos que sustentaria a manutenção do local está paralisada.

Santa Cruz é um dos municípios que mais sofre com falta de água no Brasil, problema que Renan afirma ser plenamente solucionável (citando exemplos do Cazaquistão, Israel, China e Austrália).

O político “Tomba”

O projeto foi conduzido por um político local chamado Tomba, que governou a cidade por mais de 20 anos. Manteve a cidade dependente de recursos federais (quase 80% do orçamento de fontes externas ao município), foi envolvido em escândalo de corrupção e depois se tornou deputado estadual — escalando na política em vez de responder por resultados.

O ciclo descrito por Renan

“O prefeito sempre gasta com besteira, promete atrações turísticas, gasta com elas, não entrega, se torna deputado estadual. Aí ele briga com a prefeita, aí a prefeita apoia a governadora, a governadora apoia o Lula, o Lula manda a verba, a verba é desviada, a obra não é entregue, todo mundo fica rico no processo e algum idiota que pode estar trabalhando sério em São Paulo, Goiás ou Salvador paga conta.”

Proposta

Renan defende que cidades com histórico de má gestão e desvio devem ser submetidas a interventor federal, com prestação de contas imposta externamente.

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